O anteparo técnico
Hoje, ao comprarmos um DVD de cinema, recebemos, muitas vezes, dois discos: um que contém o filme e outro que traz o seu making of. Não nos satisfazemos simplesmente com a experiência de assistir ao filme: queremos saber como ele foi feito. Quando vamos a um museu, geralmente nos incomodamos com aquilo que não entendemos; precisamos saber das motivações e da técnica do autor. Um audiófilo, quando monta sua sala de música, pode correr o risco de prestar mais atenção na qualidade de cada tipo de som em vez de simplesmente desfrutar a música. Será que há uma certa dificuldade em aceitar as obras visuais, musicais ou cinematográficas pelo que elas são?
Na fotografia não é diferente. Talvez seja um movimento ainda mais acentuado, tendo em vista a supervalorização que os aspectos técnicos geralmente recebem. Ao mostrar uma foto para um fotógrafo ou alguém que entenda minimamente de fotografia, não é raro ouvir perguntas como: “qual o equipamento usado?”, “quais as configurações da câmera?”, “como foi usado o flash?”. Vejo duas
leia maisDe Weimar a Gursky – Parte 04
Um Mundo Novo com uma Nova Visão
Este capítulo dará continuidade a apresentação de algumas ideias contidas nos trabalhos de Moholy-Nagy, o principal nome da fotografia da Nova Visão, iniciado no capítulo anterior.
A Fotografia de Moholy-Nagy
Conforme mencionado anteiormente, Moholy-Nagy apostava na fotografia como a forma de expressão artística do novo tempo e por isso ele a investiga, buscando maneiras de estimular a experiência de visualização para educar a humanidade em novas formas de apreciação do mundo moderno.
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