Câmera e linguagem: Olympus Trip 35

Todo equipamento tem uma determinada linguagem associada. Mais do que aspectos técnicos muito específicos, ela será determinada por que tipo de pessoa tem a câmera e qual o uso que é feito dela. A Olympus Trip 35 foi uma típica câmera “familiar” usada nas décadas de 70 e 80. Hoje, ela é bastante utilizada por quem gosta de fotografar em filme com muita simplicidade e relativa qualidade.

A Trip só tem um tipo de controle, que é o foco. Há quatro posições fixas, em que se estima a distância entre o sujeito e a câmera: 1m, 1,5m, 3m e infinito. Há um anel de seleção de abertura, mas que só é utilizado no modo flash, no qual o obturador funciona em 1/40. Do contrário, ele é fixo em 1/250.

Sendo uma câmera pequena, leve, silenciosa e de fácil manuseio, mas com lentes Zuiko (f2.8, 40mm) de boa qualidade, a Trip permite uma grande liberdade e fomenta o uso criativo; não é à toa que muitos adeptos da lomografia a utilizam.

Como imagens falam mais do que palavras, alguns bons exemplos extraídos do Flickr. As fotos podem ser vistas em tamanho maior, clicando-as. Algumas têm resolução suficiente para que se possa avaliar as características da lente.

Abaixo, algumas fotos que fiz com ela no Parque do Ibirapuera, em São Paulo. Na última foto, percebe-se que a Trip tem dificuldade em lidar com situações de alto contraste, tanto pela fotometria quanto pela baixa capacidade da lente em “segurar” as altas luzes nessas situações. Nas outras fotos, no entanto, percebemos que ela se sai bem no uso geral.

 

E o sinal dos tempos: essas belas fotos podem ser feitas com uma câmera que custa cerca de 50 reais.

Link para download do manual em PDF: Manual Olympus Trip 35 (em inglês)

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