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	<title>Comentários sobre: Fotografia Conceitual</title>
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	<description>Artigos, notícias e reflexões sobre fotografia</description>
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		<title>Por: Fotografia conceitual &#124; Blog Escola de Imagem</title>
		<link>http://camaraobscura.fot.br/2008/04/15/fotografia-conceitual/comment-page-1/#comment-6152</link>
		<dc:creator>Fotografia conceitual &#124; Blog Escola de Imagem</dc:creator>
		<pubDate>Thu, 23 Feb 2012 12:59:39 +0000</pubDate>
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		<description>[...] Fonte: Studio Manga Rosa e Câmara Obscura [...]</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>[...] Fonte: Studio Manga Rosa e Câmara Obscura [...]</p>
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		<title>Por: Ivan de Almeida</title>
		<link>http://camaraobscura.fot.br/2008/04/15/fotografia-conceitual/comment-page-1/#comment-5175</link>
		<dc:creator>Ivan de Almeida</dc:creator>
		<pubDate>Fri, 12 Mar 2010 12:45:30 +0000</pubDate>
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		<description>Rodrigo;

Traçar limites é necessário, não é ato restritor mas sim libertador. No jogo das palavras, a mais precisa é aquela que indica uma só coisa, e aquela indicativa de muitas coisas decai de significação, fica vaga e fraca.

Todas as práticas-artes têm limites conceituais. A fotografia não seria a única a não tê-los. O mero uso da câmera não pode ser critério, da mesma forma que o mero uso do pincel não faz a pintura. É um critério simples, uma resposta simples para uma questão complexa. As respostas simples e não custosas são atraentes, nos dão certo conforto pois custam pouca responsabilidade, mas não necessariamente são respostas profícuas no sentido de orientar o desenvolvimento da prática.

Ao nos perguntarmos pelos limites do que seja fotografia, estamos escolhendo para onde dirigiremos nossa atenção no futuro. Estaremos guiados por essa definição, e, em meu entendimento, toda prática precisa de guia.

Voltemos à foto da mulher com o coração. Não é possível negar haver nela muito de prática fotográfica. Ela foi feita com uma câmera -seu critério- e além disso foi cuidadosamente composta e iluminada, foi produzida dentro de um método de produção fotográfica. Uma fotografia publicitária seria produzida exatamente da mesma maneira.

Contudo, uma fotografia publicitária SERVE a algo. Não é autônoma, não é fotografia no sentido de ter vida autônoma, MOTIVO autônomo, em resumo: motivo fotográfico. Não é a fotografia aquilo que interessa, é o reclame publicitário, e para produzi-lo usa-se a fotografia e depois ela é cortada, retalhada, transformada, mostrando sua natureza de mero insumo.

Por que apresentar aqui esses argumentos? Pois bem, ao escrever esse artigo, você não está defendendo a fotografia publicitária -nem ela precisa dessa defesa. Você está porpondo como &lt;strong&gt;caminho de desenvolvimento fotográfico autoral&lt;/strong&gt; a vertente conceitual, aqui exemplificada de forma a ser uma articulação de ícones (imagens se signficado definido). Ora, vejo que na defesa de um caminho de fotografia autoral, você vem defender algo que exatamente caminha através de uma motivação não autonômica, ou seja, uma motivação não fotográfica, mas quando muito semiótica, jogo de ícones. E o resultado é o que? É um jogo de ícones, meramente, onde &lt;strong&gt;a fotografia não tem importância nenhuma&lt;/strong&gt;. Não tem importância porque eu poderia desenhar aquela mão tocando a mão que toca piano, e o significado seria exatamente o mesmo da fotografia. O fato de ser fotografia nada acrescenta. 

Essa é a questão, Rodrigo. &lt;strong&gt;Quando o fato de ser fotografia nada acrescenta, não é uma fotografia, é apenas uma ilustração feita através da fotografia&lt;/strong&gt;. Particularmente, eu preferiria desenhar.

Meu critério sobre o que é fotografia é simples: fotografia é algo que só pode existir como fotografia. Quando isso acontece é porque o autor usou os instrumentos únicos da fotografia para criar, e obteve deles coisas únicas que só a fotografia dá.

Contrariamente a você, sinto necessidade de mover quase uma cruzada contra a fotografia feita de ícones. É uma das maiores pragas da fotografia atual, é uma articulação simbólica fraca, primária, os ícones são primários na grande maioria das vezes, e o signficado da imagem parece uma daquelas &quot;cartas enigmáticas&quot; que havia nas revistas de passatempo de antigamente: 
http://blogauladeportugues.blogspot.com/2009/03/carta-enigmatica.html

Fotografia conceitual, nos termos descritos, é Carta Enigmática. É um negar da fotografia em seu mistério único.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Rodrigo;</p>
<p>Traçar limites é necessário, não é ato restritor mas sim libertador. No jogo das palavras, a mais precisa é aquela que indica uma só coisa, e aquela indicativa de muitas coisas decai de significação, fica vaga e fraca.</p>
<p>Todas as práticas-artes têm limites conceituais. A fotografia não seria a única a não tê-los. O mero uso da câmera não pode ser critério, da mesma forma que o mero uso do pincel não faz a pintura. É um critério simples, uma resposta simples para uma questão complexa. As respostas simples e não custosas são atraentes, nos dão certo conforto pois custam pouca responsabilidade, mas não necessariamente são respostas profícuas no sentido de orientar o desenvolvimento da prática.</p>
<p>Ao nos perguntarmos pelos limites do que seja fotografia, estamos escolhendo para onde dirigiremos nossa atenção no futuro. Estaremos guiados por essa definição, e, em meu entendimento, toda prática precisa de guia.</p>
<p>Voltemos à foto da mulher com o coração. Não é possível negar haver nela muito de prática fotográfica. Ela foi feita com uma câmera -seu critério- e além disso foi cuidadosamente composta e iluminada, foi produzida dentro de um método de produção fotográfica. Uma fotografia publicitária seria produzida exatamente da mesma maneira.</p>
<p>Contudo, uma fotografia publicitária SERVE a algo. Não é autônoma, não é fotografia no sentido de ter vida autônoma, MOTIVO autônomo, em resumo: motivo fotográfico. Não é a fotografia aquilo que interessa, é o reclame publicitário, e para produzi-lo usa-se a fotografia e depois ela é cortada, retalhada, transformada, mostrando sua natureza de mero insumo.</p>
<p>Por que apresentar aqui esses argumentos? Pois bem, ao escrever esse artigo, você não está defendendo a fotografia publicitária -nem ela precisa dessa defesa. Você está porpondo como <strong>caminho de desenvolvimento fotográfico autoral</strong> a vertente conceitual, aqui exemplificada de forma a ser uma articulação de ícones (imagens se signficado definido). Ora, vejo que na defesa de um caminho de fotografia autoral, você vem defender algo que exatamente caminha através de uma motivação não autonômica, ou seja, uma motivação não fotográfica, mas quando muito semiótica, jogo de ícones. E o resultado é o que? É um jogo de ícones, meramente, onde <strong>a fotografia não tem importância nenhuma</strong>. Não tem importância porque eu poderia desenhar aquela mão tocando a mão que toca piano, e o significado seria exatamente o mesmo da fotografia. O fato de ser fotografia nada acrescenta. </p>
<p>Essa é a questão, Rodrigo. <strong>Quando o fato de ser fotografia nada acrescenta, não é uma fotografia, é apenas uma ilustração feita através da fotografia</strong>. Particularmente, eu preferiria desenhar.</p>
<p>Meu critério sobre o que é fotografia é simples: fotografia é algo que só pode existir como fotografia. Quando isso acontece é porque o autor usou os instrumentos únicos da fotografia para criar, e obteve deles coisas únicas que só a fotografia dá.</p>
<p>Contrariamente a você, sinto necessidade de mover quase uma cruzada contra a fotografia feita de ícones. É uma das maiores pragas da fotografia atual, é uma articulação simbólica fraca, primária, os ícones são primários na grande maioria das vezes, e o signficado da imagem parece uma daquelas &#8220;cartas enigmáticas&#8221; que havia nas revistas de passatempo de antigamente:<br />
<a href="http://blogauladeportugues.blogspot.com/2009/03/carta-enigmatica.html" rel="nofollow">http://blogauladeportugues.blogspot.com/2009/03/carta-enigmatica.html</a></p>
<p>Fotografia conceitual, nos termos descritos, é Carta Enigmática. É um negar da fotografia em seu mistério único.</p>
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	<item>
		<title>Por: Rodrigo F. Pereira</title>
		<link>http://camaraobscura.fot.br/2008/04/15/fotografia-conceitual/comment-page-1/#comment-5174</link>
		<dc:creator>Rodrigo F. Pereira</dc:creator>
		<pubDate>Fri, 12 Mar 2010 10:32:54 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://camaraobscura.fot.br/?p=255#comment-5174</guid>
		<description>Ivan,

Só acho que você tem estado mais intolerante com vertentes divergentes na fotografia. Eu entendo perfeitamente que você precise traçar limites para a sua prática, e concordo que esses limites podem favorecer a criatividade. Entendo também que, para você e para outros fotógrafos, de renome inclusive, esses limites sejam a essência da fotografia. Também reconheço a importância de aspectos da prática fotográfica que pouco têm a ver com o resultado mas que podem ser de fundamental importância para o fotógrafo.

No entanto, tenho dificuldade em lidar com uma delimitação tão categórica sobre o que é ou não fotografia — coisa com que eu nem me preocupo tanto, mas sobre a qual acabo falando mais do que deveria e gostaria. Quando vejo tanta gente tentando achar essa definição e não conseguindo, é complicado simplesmente fechar a questão com uma resposta, sem questionamento.

Além disso, você sabe que, nesse contexto, falar que algo não é fotografia é desvalorizar. Os exemplos desse artigo podem ser rasos, mas o são simplesmente para que o argumento fique claro. Mas você sabe que tenho muita resistência em fazer qualquer desqualificação do tipo &quot;isso vale, isso não vale&quot;. Tem muita coisa medíocre publicada, mas que nem por isso deixar de ser fotografia. Na verdade, a minha tendência é considerar fotografia tudo aquilo que é feito com a câmera.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Ivan,</p>
<p>Só acho que você tem estado mais intolerante com vertentes divergentes na fotografia. Eu entendo perfeitamente que você precise traçar limites para a sua prática, e concordo que esses limites podem favorecer a criatividade. Entendo também que, para você e para outros fotógrafos, de renome inclusive, esses limites sejam a essência da fotografia. Também reconheço a importância de aspectos da prática fotográfica que pouco têm a ver com o resultado mas que podem ser de fundamental importância para o fotógrafo.</p>
<p>No entanto, tenho dificuldade em lidar com uma delimitação tão categórica sobre o que é ou não fotografia — coisa com que eu nem me preocupo tanto, mas sobre a qual acabo falando mais do que deveria e gostaria. Quando vejo tanta gente tentando achar essa definição e não conseguindo, é complicado simplesmente fechar a questão com uma resposta, sem questionamento.</p>
<p>Além disso, você sabe que, nesse contexto, falar que algo não é fotografia é desvalorizar. Os exemplos desse artigo podem ser rasos, mas o são simplesmente para que o argumento fique claro. Mas você sabe que tenho muita resistência em fazer qualquer desqualificação do tipo &#8220;isso vale, isso não vale&#8221;. Tem muita coisa medíocre publicada, mas que nem por isso deixar de ser fotografia. Na verdade, a minha tendência é considerar fotografia tudo aquilo que é feito com a câmera.</p>
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	<item>
		<title>Por: Ivan de Almeida</title>
		<link>http://camaraobscura.fot.br/2008/04/15/fotografia-conceitual/comment-page-1/#comment-5173</link>
		<dc:creator>Ivan de Almeida</dc:creator>
		<pubDate>Thu, 11 Mar 2010 21:17:22 +0000</pubDate>
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		<description>Rodrigo, meu amigo; Pela segunda vez você ao invés de contra-argumentar diz ser minha argumentação egocêntrica. Eu respondi da primeira vez lhe mostrando não ser, pois sendo opinião partilhada por muitos, e até comum no meio fotográfico, não é egocêntrica. 

Mas deixa quieto. Só penso que argumentos não &quot;ad homine&quot; seriam mais interessantes.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Rodrigo, meu amigo; Pela segunda vez você ao invés de contra-argumentar diz ser minha argumentação egocêntrica. Eu respondi da primeira vez lhe mostrando não ser, pois sendo opinião partilhada por muitos, e até comum no meio fotográfico, não é egocêntrica. </p>
<p>Mas deixa quieto. Só penso que argumentos não &#8220;ad homine&#8221; seriam mais interessantes.</p>
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	</item>
	<item>
		<title>Por: Rodrigo F. Pereira</title>
		<link>http://camaraobscura.fot.br/2008/04/15/fotografia-conceitual/comment-page-1/#comment-5172</link>
		<dc:creator>Rodrigo F. Pereira</dc:creator>
		<pubDate>Thu, 11 Mar 2010 20:17:27 +0000</pubDate>
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		<description>Ivan,

A fotografia tem muitos caminhos. Também acho que certos caminhos são mais relevantes, mais substanciais do que outros. Mas nem por isso me permito retirar dos caminhos que dentro do meu ponto de vista são menores, a qualidade de fotografia. 

Você tem cada vez mais restringido o conceito de fotografia àquilo que você faz. Eu ainda não consigo ser tão categórico no desmerecimento das opções alheias a ponto de dizer que isso ou aquilo não é válido, que é o que você está tentando dizer. É uma pena, porque aquilo que poderia ser uma conceituação sensata corre o risco de se tornar uma argumentação egocêntrica.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Ivan,</p>
<p>A fotografia tem muitos caminhos. Também acho que certos caminhos são mais relevantes, mais substanciais do que outros. Mas nem por isso me permito retirar dos caminhos que dentro do meu ponto de vista são menores, a qualidade de fotografia. </p>
<p>Você tem cada vez mais restringido o conceito de fotografia àquilo que você faz. Eu ainda não consigo ser tão categórico no desmerecimento das opções alheias a ponto de dizer que isso ou aquilo não é válido, que é o que você está tentando dizer. É uma pena, porque aquilo que poderia ser uma conceituação sensata corre o risco de se tornar uma argumentação egocêntrica.</p>
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	</item>
	<item>
		<title>Por: Ivan de Almeida</title>
		<link>http://camaraobscura.fot.br/2008/04/15/fotografia-conceitual/comment-page-1/#comment-5171</link>
		<dc:creator>Ivan de Almeida</dc:creator>
		<pubDate>Thu, 11 Mar 2010 18:55:38 +0000</pubDate>
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		<description>Rodrigo... esta foto da mulher segurando o coração que ilustra seu artigo... isto é o caminho? Isto é UM caminho? Esta foto da mão-marionete ao piano... Isto é o caminho? Isto é UM caminho que seja?

Tudo é muito bacaninha, mas não é mais que publicidade sem cliente. Mensagens diretas, se simbologia dura. O mesmo jogo jogado na publicidade.

Não tenho radicalizado não, a atitude do fotógrafo não sou apenas eu quem a diz, mas você já a leu dita por muita gente melhor que eu, o Dann, o Bresson, o Capa, etc. E já observou inúmeros outros onde sem dizer é evidente a adoração ao mundo, como o Adams. Evidentemente, não é pelo fato de der sido dito por tantos, ou praticando por tantos, que é verdade, mas pelo menos não é, como dito por você, algo tão pessoal e próprio. 

E, sinceramente, prefiro a linha dos citados do que a mulher com o coraçãozinho.

Toda fotografia tem um conceito, é claro, mas a fotografia que se resume ao conceito não é fotografia, mas uma ilustração feita com a câmera.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Rodrigo&#8230; esta foto da mulher segurando o coração que ilustra seu artigo&#8230; isto é o caminho? Isto é UM caminho? Esta foto da mão-marionete ao piano&#8230; Isto é o caminho? Isto é UM caminho que seja?</p>
<p>Tudo é muito bacaninha, mas não é mais que publicidade sem cliente. Mensagens diretas, se simbologia dura. O mesmo jogo jogado na publicidade.</p>
<p>Não tenho radicalizado não, a atitude do fotógrafo não sou apenas eu quem a diz, mas você já a leu dita por muita gente melhor que eu, o Dann, o Bresson, o Capa, etc. E já observou inúmeros outros onde sem dizer é evidente a adoração ao mundo, como o Adams. Evidentemente, não é pelo fato de der sido dito por tantos, ou praticando por tantos, que é verdade, mas pelo menos não é, como dito por você, algo tão pessoal e próprio. </p>
<p>E, sinceramente, prefiro a linha dos citados do que a mulher com o coraçãozinho.</p>
<p>Toda fotografia tem um conceito, é claro, mas a fotografia que se resume ao conceito não é fotografia, mas uma ilustração feita com a câmera.</p>
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	</item>
	<item>
		<title>Por: Rodrigo F. Pereira</title>
		<link>http://camaraobscura.fot.br/2008/04/15/fotografia-conceitual/comment-page-1/#comment-5170</link>
		<dc:creator>Rodrigo F. Pereira</dc:creator>
		<pubDate>Thu, 11 Mar 2010 16:22:54 +0000</pubDate>
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		<description>&lt;blockquote&gt;O núcleo da fotografia não é o conceito, mas o referente. É quando o fotógrafo coloca-se em estado de adoração do mundo, da existência, que ele abre mão de “criar no lugar de Deus” e pura e simplesmente busca uma atenção Zen para fazer do mundo seu tema, é nesse estado que está mais próximo da fotografia em seu mistério e essência.&lt;/blockquote&gt;

Ivan,

Esse trecho mostra o quanto você se refere à fotografia apenas como uma práxis e, além disso, uma práxis exclusivamente sua, própria. A fotografia não serve apenas para a indução a um estado mental ou ao aperfeiçoamento dos sentidos. Serve, também, à expressão. Você tem radicalizado nos últimos tempos por acreditar que a definição que encontrou do que é fotografia é suficiente. Mas não é, é frágil como qualquer conceito, como você mesmo diz.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<blockquote><p>O núcleo da fotografia não é o conceito, mas o referente. É quando o fotógrafo coloca-se em estado de adoração do mundo, da existência, que ele abre mão de “criar no lugar de Deus” e pura e simplesmente busca uma atenção Zen para fazer do mundo seu tema, é nesse estado que está mais próximo da fotografia em seu mistério e essência.</p></blockquote>
<p>Ivan,</p>
<p>Esse trecho mostra o quanto você se refere à fotografia apenas como uma práxis e, além disso, uma práxis exclusivamente sua, própria. A fotografia não serve apenas para a indução a um estado mental ou ao aperfeiçoamento dos sentidos. Serve, também, à expressão. Você tem radicalizado nos últimos tempos por acreditar que a definição que encontrou do que é fotografia é suficiente. Mas não é, é frágil como qualquer conceito, como você mesmo diz.</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: Ivan de Almeida</title>
		<link>http://camaraobscura.fot.br/2008/04/15/fotografia-conceitual/comment-page-1/#comment-5168</link>
		<dc:creator>Ivan de Almeida</dc:creator>
		<pubDate>Thu, 11 Mar 2010 12:42:22 +0000</pubDate>
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		<description>Rodrigo. 

A fotografia conceitual não é a que mais se aproxima da arte... é a que mais se aproxima da ILUSTRAÇÃO.

A fotografia conceitual é a ilustração de uma idéia através da fotografia. Isso é mais aparentado com publicidade do que com arte. Particularmente, não me comove. A fotografia do Phillipe Halsman seria feita hoje em dia com o Photoshop, não precisaria mais repetir duzentas vezes, porém é preciso dizer que o trabalho de um bom fotógrafo é sempre bom, e é uma boa fotografia. Mas, insisto nisso. Fotografia é uma prática que tem possibilidades únicas, e é tão mais fotografia quanto mais seja feita para desenvolver essas possibilidades, e tão menos fotografia quanto mais seja feita para cumprir metas que são metas de mera ilustração, cumpríveis de infinitas outras maneiras.

O núcleo da fotografia não é o conceito, mas o referente. É quando o fotógrafo coloca-se em estado de adoração do mundo, da existência, que ele abre mão de &quot;criar no lugar de Deus&quot; e pura e simplesmente busca uma atenção Zen para fazer do mundo seu tema, é nesse estado que está mais próximo da fotografia em seu mistério e essência.

Menos é mais. Ninguém pode criar algo tão maravilhoso quanto o mundo. Todo conceito é tolo diante do mundo. A fotografia conceitual, desculpe-me a franqueza, é tola. A fotografia como prática nos oferece um &quot;caminho da atenção perfeita&quot;, e não vale a pena desprezar esse caminho em troca de pueris jogos semânticos altamente codificados.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Rodrigo. </p>
<p>A fotografia conceitual não é a que mais se aproxima da arte&#8230; é a que mais se aproxima da ILUSTRAÇÃO.</p>
<p>A fotografia conceitual é a ilustração de uma idéia através da fotografia. Isso é mais aparentado com publicidade do que com arte. Particularmente, não me comove. A fotografia do Phillipe Halsman seria feita hoje em dia com o Photoshop, não precisaria mais repetir duzentas vezes, porém é preciso dizer que o trabalho de um bom fotógrafo é sempre bom, e é uma boa fotografia. Mas, insisto nisso. Fotografia é uma prática que tem possibilidades únicas, e é tão mais fotografia quanto mais seja feita para desenvolver essas possibilidades, e tão menos fotografia quanto mais seja feita para cumprir metas que são metas de mera ilustração, cumpríveis de infinitas outras maneiras.</p>
<p>O núcleo da fotografia não é o conceito, mas o referente. É quando o fotógrafo coloca-se em estado de adoração do mundo, da existência, que ele abre mão de &#8220;criar no lugar de Deus&#8221; e pura e simplesmente busca uma atenção Zen para fazer do mundo seu tema, é nesse estado que está mais próximo da fotografia em seu mistério e essência.</p>
<p>Menos é mais. Ninguém pode criar algo tão maravilhoso quanto o mundo. Todo conceito é tolo diante do mundo. A fotografia conceitual, desculpe-me a franqueza, é tola. A fotografia como prática nos oferece um &#8220;caminho da atenção perfeita&#8221;, e não vale a pena desprezar esse caminho em troca de pueris jogos semânticos altamente codificados.</p>
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	</item>
	<item>
		<title>Por: Stephany Sakamoto</title>
		<link>http://camaraobscura.fot.br/2008/04/15/fotografia-conceitual/comment-page-1/#comment-4988</link>
		<dc:creator>Stephany Sakamoto</dc:creator>
		<pubDate>Wed, 24 Jun 2009 22:20:43 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://camaraobscura.fot.br/?p=255#comment-4988</guid>
		<description>Desculpe-me mandei a mensagem errada. 
Agradeço pelo artigo e gostei muito dele, porque ele me auxiliou muito na minha mono. Amei a fotografia de Phillipe Halsman estou usando suas obras para referência e também tentarei fazer algumas usando o método dele, mas como teste, depois penso em colocar no orkut.
Explicando a mensagem anterior era para colocar junto das fotografias que estou fazendo, mas acabei colocando aqui.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Desculpe-me mandei a mensagem errada.<br />
Agradeço pelo artigo e gostei muito dele, porque ele me auxiliou muito na minha mono. Amei a fotografia de Phillipe Halsman estou usando suas obras para referência e também tentarei fazer algumas usando o método dele, mas como teste, depois penso em colocar no orkut.<br />
Explicando a mensagem anterior era para colocar junto das fotografias que estou fazendo, mas acabei colocando aqui.</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: Stephany Sakamoto</title>
		<link>http://camaraobscura.fot.br/2008/04/15/fotografia-conceitual/comment-page-1/#comment-4987</link>
		<dc:creator>Stephany Sakamoto</dc:creator>
		<pubDate>Wed, 24 Jun 2009 22:04:04 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://camaraobscura.fot.br/?p=255#comment-4987</guid>
		<description>Olá! Gostei muito desta página, porque ela está me auxiliando em muito na monografia em Fotografia Conceitual. 
Bom! Talvez vocês gostariam de ver um fotógrafo surrealista, mas suas fotografias se assemelham em muito no contexto conceitual.(Phillipe Halsman)  Ah! mais um detalhe ele não tinha auxilio digital na época, dão uma olhada.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Olá! Gostei muito desta página, porque ela está me auxiliando em muito na monografia em Fotografia Conceitual.<br />
Bom! Talvez vocês gostariam de ver um fotógrafo surrealista, mas suas fotografias se assemelham em muito no contexto conceitual.(Phillipe Halsman)  Ah! mais um detalhe ele não tinha auxilio digital na época, dão uma olhada.</p>
]]></content:encoded>
	</item>
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