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Nokia N95: análise da câmera
No mês passado, resolvi trocar o meu celular, com o qual estava há três anos. Pelas pontuações e plano que tinha com a operadora, recebi um Nokia N95 sem custo. É um celular de qualidade, mas já “obsoleto”, superado por dois outros modelos da Nokia, 0 N95 8GB e o N96. No entanto, como parece que ele ainda é vendido e é possível que a câmera dos modelos mais novos seja semelhante, julguei interessante falar um pouco sobre as possibilidades fotográficas desse aparelho que se propõe a fotografar com qualidade, quando comparado a outros aparelhos celulares.
O primeiro diferencial é que, enquanto a maior parte dos celulares vendidos atualmente no Brasil tem câmeras com resolução pequena, o N95 produz fotos de 5 megapixels. Há cerca de 4 anos atrás, 5 megapixels era uma marca de respeito para uma câmera fotográfica digital. Nessa resolução, em tese, é possível imprimir fotos em ótima qualidade de até 20 centímetros de largura. Mas o que mais impressiona, para quem gosta de fotografia, é o que está escrito em volta da lente, localizada na parte de trás do aparelho: “Carl Zeiss Optics Tessar 2.8/5.6 AF”. Além de contar com a marca do renomado fabricante de lentes, o que significam essa informações?

A lente do N95 tem um ângulo de visão semelhante ao de uma lente de 35mm numa câmera full-frame
Em primeiro lugar significa que o aparelho conta com um diafragma, ou seja, um dispositivo que controla a abertura da lente e, conseqüentemente, a entrada de luz na câmera. Combinada com o obturador com velocidades entre 1/4 e 1/1000, isso mostra que a Nokia quis incorporar uma câmera fotográfica “de verdade” no aparelho. Não é possível, no entanto, selecionar manualmente os valores de abertura e velocidade: a câmera faz uma medição de luz ponderada no centro e determina os valores ideais. No entanto, é possível fazer compensações entre -2 EV e + 2 EV.

A fotometria é feita com base na luminosidade do centro do quadro
Um outro aspecto interessante é a possibilidade de escolher o ISO. Há três opções de sensibilidade: baixa (que corresponde a ISO 100), média e alta, além da automática. Isso é um recurso importante para aqueles que preferem manter o ISO baixo a fim de evitar fotos reuidosas, especialmente com pouca luz. Através do menu no modo de fotografia, é possível navegar por outros ajustes e funções: balanço de branco, contraste, cor, modo sequencial, flash, vídeo e modos de cena.
Outro aspecto bastante interessante é o fato da câmera ser auto-foco. Isso significa que há um sistema de lentes móveis que permitem ajustar o foco da câmera de acordo com a distância do objeto. Como o botão do disparador fica na lateral inferior direita do aparelho, a seguramos como se fosse uma câmera compacta, com ele detado na lateral e a imagem tomando toda a tela de 320×240 pixels. O foco é feito segurando-se o botão até a metade. Um som e um retículo verde indicam que a câmera focalizou o assunto. Aperta-se o botão até o fim e, após um intervalo de cerca de um segundo, a foto é feita. O auto-foco é lento mas eficiente, e necessário no modo macro, em que se fotografa os objetos a uma curta distância.

A lente parece ter melhor captura de detalhes no modo macro do que no normal
Pode-se perceber que há todos os comandos e recursos básicos de uma câmera fotográfica digital convencional. Mas e a qualidade da imagem? Bem, ao ver os arquivos na tela do computador, concluímos que não basta escrever “Carl Zeiss” na lente para que miraculosamente as fotos saiam boas. Elas são grandes, mas ainda tem o aspecto de foto de celular, com pouca definição nos detalhes, serrilhados, espalhamentos de luz, estouros fáceis e cores apagadas. Com algum processamento, é possível melhorar o apsecto geral da foto. Se elas forem reduzidas e a única finalidade for expor as fotos na web, ela dá conta do recado. Para mais do que isso, não. No entanto, dificilmente uma pessoa com pouca experiência em fotografia perceberá a diferença, de forma que ela servirá para a maior parte dos amadores não avançados que não quer andar com dois aparelhos.
A câmera do N95 é inovadora por incorporar uma série de controles fotográficos e mostra que em pouco tempo o celular conseguirá subistituir as câmeras compactas mais simples, ao oferecer arquivos grandes, ajustes e modos de cena, autofoco e funções baseadas na estrutura do aparelho, como flash, modo macro e auto-foco. No entanto, em relação à qualidade da imagem, ela ainda deixa a desejar, não sendo ainda suficiente para que o fotógrafo exigente deixe de comprar uma boa câmera compacta para levar consigo.
Sobre esta entrada
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- Publicada:
- 30 Nov 2008 / 06:57
- Autor:
- Rodrigo F. Pereira
- Categoria:
- Equipamento fotográfico
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