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	<title>Comentários sobre: Fotografias que as digitais (baratas) não fazem</title>
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	<description>Artigos, notícias e reflexões sobre fotografia</description>
	<lastBuildDate>Tue, 31 Jan 2012 16:14:28 +0000</lastBuildDate>
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		<title>Por: Guaracy Monteiro</title>
		<link>http://camaraobscura.fot.br/2009/08/09/fotografias-que-as-digitais-baratas-nao-fazem/comment-page-1/#comment-5016</link>
		<dc:creator>Guaracy Monteiro</dc:creator>
		<pubDate>Wed, 12 Aug 2009 01:53:29 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://camaraobscura.fot.br/?p=723#comment-5016</guid>
		<description>Legal o texto das tele e acho que o artigo &lt;a href=&quot;http://camaraobscura.fot.br/2007/04/27/tipos-de-cameras-e-suas-linguagens/&quot; rel=&quot;nofollow&quot;&gt;Tipos de câmeras e suas linguagens&lt;/a&gt;¹ explica bem o assunto.

Quanto a linguagem, concordo que não existe uma pior ou melhor. Pode existir a mais fácil ou mais difícil, a que eu gosto ou me adapte mais ou menos. Acho extravagância é alguém querer uma compacta com sensor FF. Certamente não seria tão compacta.

A tua frase &quot;É um típica linguagem de compacta digital.&quot;&lt;/i&gt; certamente seria mal interpretada por muitos. A expressão &#039;compacta digital&#039; seria suficiente para depreciar o resto. Acho que até escrevendo que o Gregory Crewdson usa uma &#039;linguagem de compacta digital&#039; em uma 8x10, seria mal interpretado (talvez dizendo que o preço das imagens não é inferior a US$ 80.000,00 alguém
começe a pensar sobre o assunto).

--
¹ tem algumas fotos tuas no multiply, usadas como exemplo no artigo, que não apareceram; pelo menos aqui.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Legal o texto das tele e acho que o artigo <a href="http://camaraobscura.fot.br/2007/04/27/tipos-de-cameras-e-suas-linguagens/" rel="nofollow">Tipos de câmeras e suas linguagens</a>¹ explica bem o assunto.</p>
<p>Quanto a linguagem, concordo que não existe uma pior ou melhor. Pode existir a mais fácil ou mais difícil, a que eu gosto ou me adapte mais ou menos. Acho extravagância é alguém querer uma compacta com sensor FF. Certamente não seria tão compacta.</p>
<p>A tua frase &#8220;É um típica linguagem de compacta digital.&#8221; certamente seria mal interpretada por muitos. A expressão &#8216;compacta digital&#8217; seria suficiente para depreciar o resto. Acho que até escrevendo que o Gregory Crewdson usa uma &#8216;linguagem de compacta digital&#8217; em uma 8&#215;10, seria mal interpretado (talvez dizendo que o preço das imagens não é inferior a US$ 80.000,00 alguém<br />
começe a pensar sobre o assunto).</p>
<p>&#8211;<br />
¹ tem algumas fotos tuas no multiply, usadas como exemplo no artigo, que não apareceram; pelo menos aqui.</p>
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		<title>Por: Nelson González Leal</title>
		<link>http://camaraobscura.fot.br/2009/08/09/fotografias-que-as-digitais-baratas-nao-fazem/comment-page-1/#comment-5015</link>
		<dc:creator>Nelson González Leal</dc:creator>
		<pubDate>Tue, 11 Aug 2009 17:40:01 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://camaraobscura.fot.br/?p=723#comment-5015</guid>
		<description>Acho que a complexidade na composição da fotografia vai além da curta o longa profundidade de campo. Como bem fala Rodrigo Pereira, isso é um recurso a bem usar dependendo do objetivo estético que queira-se dar à imagem (aliás, a vantagem das reflex sobre as compactas é que com o maior sensor e  com os maiores recursos óticos, pode-se trabalhar bem com os pormenores das reflex como com os das compactas -acredito que vice-versa não funciona igual).
Mais o barato das câmeras de filme (eu uso várias: Canon EOS FM, Petri FT 500, Olympus Trip 35, Canon Demi, e mais algumas lomográficas, como a Cmeha 35) é a possibilidade de se ter um maior alcance nos recursos experimentais e de produção de imagens com técnicas diversas, feitas diretamente na câmera, na relação câmera, filme, luz -sem intermediação dos softwares de posprocessamento.
Já tentei fazer redscale, tungstênio, pinhole, e outras coisas do gênero com digitais e não da, não da o mesmo resultado, nem a mesma sensação.
Além disso, sim, é verdade, face aos avanços nos softwares emuladores, ainda não é possível chegar com o sistema digital à qualidade do registro de matizes de cinza que outorga um Ilford Delta 400, por exemplo.
Infelizmente, querido amigo Rodrigo, o mundo da monotonia cultural se impõe também na fotografia -como falaria o Vilém Flusser- e aquela derrota do intelecto e da dignidade humana que começou em 1888, com aquele gancho comercial que empregou a Kodak para atrair a atenção dos potenciais compradores sobre sua primeira câmara compacta: “Você aperta o botão, nós fazemos o resto”, hoje é quase uma norma.
Quase -falo- porque parece houver focos de resistência à ocupação, à ditadura do simplista digital -imposto como facínora da democratização do conhecimento-, que têm impulsionado algumas empresas do ramo a criar alternativas compactas interessantes, como a Ricoh (Ricoh GX200) e a Sigma (Sigma DP2), não é?</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Acho que a complexidade na composição da fotografia vai além da curta o longa profundidade de campo. Como bem fala Rodrigo Pereira, isso é um recurso a bem usar dependendo do objetivo estético que queira-se dar à imagem (aliás, a vantagem das reflex sobre as compactas é que com o maior sensor e  com os maiores recursos óticos, pode-se trabalhar bem com os pormenores das reflex como com os das compactas -acredito que vice-versa não funciona igual).<br />
Mais o barato das câmeras de filme (eu uso várias: Canon EOS FM, Petri FT 500, Olympus Trip 35, Canon Demi, e mais algumas lomográficas, como a Cmeha 35) é a possibilidade de se ter um maior alcance nos recursos experimentais e de produção de imagens com técnicas diversas, feitas diretamente na câmera, na relação câmera, filme, luz -sem intermediação dos softwares de posprocessamento.<br />
Já tentei fazer redscale, tungstênio, pinhole, e outras coisas do gênero com digitais e não da, não da o mesmo resultado, nem a mesma sensação.<br />
Além disso, sim, é verdade, face aos avanços nos softwares emuladores, ainda não é possível chegar com o sistema digital à qualidade do registro de matizes de cinza que outorga um Ilford Delta 400, por exemplo.<br />
Infelizmente, querido amigo Rodrigo, o mundo da monotonia cultural se impõe também na fotografia -como falaria o Vilém Flusser- e aquela derrota do intelecto e da dignidade humana que começou em 1888, com aquele gancho comercial que empregou a Kodak para atrair a atenção dos potenciais compradores sobre sua primeira câmara compacta: “Você aperta o botão, nós fazemos o resto”, hoje é quase uma norma.<br />
Quase -falo- porque parece houver focos de resistência à ocupação, à ditadura do simplista digital -imposto como facínora da democratização do conhecimento-, que têm impulsionado algumas empresas do ramo a criar alternativas compactas interessantes, como a Ricoh (Ricoh GX200) e a Sigma (Sigma DP2), não é?</p>
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	<item>
		<title>Por: Rodrigo F. Pereira</title>
		<link>http://camaraobscura.fot.br/2009/08/09/fotografias-que-as-digitais-baratas-nao-fazem/comment-page-1/#comment-5014</link>
		<dc:creator>Rodrigo F. Pereira</dc:creator>
		<pubDate>Tue, 11 Aug 2009 10:14:17 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://camaraobscura.fot.br/?p=723#comment-5014</guid>
		<description>Guaracy,

Obrigado pelo comentário. Concordo, em partes, com o seu ponto, e até já havia abordado essa questão num texto antigo aqui do Obscura, ao falar sobre as &lt;a href=&quot;http://camaraobscura.fot.br/2007/04/28/o-paradigma-das-teleobjetivas/&quot; rel=&quot;nofollow&quot;&gt;teleobjetivas&lt;/a&gt;. O desfoque pode ser usado sim para eliminar o fundo e proporcionar composições mais fáceis.

As fotos do link que você indicou são o oposto disso, composições difíceis em que as cenas estão totalmente integradas aos &quot;cenários&quot;. É um típica linguagem de compacta digital. Nem melhor nem pior, apenas um tipo de linguagem.

Mas se você reparar nas fotos que coloquei no artigo, em nenhuma delas o fundo está totalmente desfocado, anulado das fotos. Ao contrário, há um jogo entre os planos. A profundidade de campo curta aqui tem a função de hierarquizar, de contrapor, de provocar uma sensação de perspectiva. E, para fazer esse efeito, quanto mais próximos os planos, mais curta precisa ser a profundidade de campo.

Eu não vejo essa questão, então, simplesmente como uma desculpa. É um recurso e, como qualquer recurso, não tem é por si bom ou ruim, certo ou errado. O que pode ser julgado é o uso que se faz dele. Em si, é apenas uma possibilidade.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Guaracy,</p>
<p>Obrigado pelo comentário. Concordo, em partes, com o seu ponto, e até já havia abordado essa questão num texto antigo aqui do Obscura, ao falar sobre as <a href="http://camaraobscura.fot.br/2007/04/28/o-paradigma-das-teleobjetivas/" rel="nofollow">teleobjetivas</a>. O desfoque pode ser usado sim para eliminar o fundo e proporcionar composições mais fáceis.</p>
<p>As fotos do link que você indicou são o oposto disso, composições difíceis em que as cenas estão totalmente integradas aos &#8220;cenários&#8221;. É um típica linguagem de compacta digital. Nem melhor nem pior, apenas um tipo de linguagem.</p>
<p>Mas se você reparar nas fotos que coloquei no artigo, em nenhuma delas o fundo está totalmente desfocado, anulado das fotos. Ao contrário, há um jogo entre os planos. A profundidade de campo curta aqui tem a função de hierarquizar, de contrapor, de provocar uma sensação de perspectiva. E, para fazer esse efeito, quanto mais próximos os planos, mais curta precisa ser a profundidade de campo.</p>
<p>Eu não vejo essa questão, então, simplesmente como uma desculpa. É um recurso e, como qualquer recurso, não tem é por si bom ou ruim, certo ou errado. O que pode ser julgado é o uso que se faz dele. Em si, é apenas uma possibilidade.</p>
]]></content:encoded>
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	<item>
		<title>Por: Guaracy Monteiro</title>
		<link>http://camaraobscura.fot.br/2009/08/09/fotografias-que-as-digitais-baratas-nao-fazem/comment-page-1/#comment-5013</link>
		<dc:creator>Guaracy Monteiro</dc:creator>
		<pubDate>Mon, 10 Aug 2009 05:42:58 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://camaraobscura.fot.br/?p=723#comment-5013</guid>
		<description>Tá, e aí eu pergunto: Qual a necessidade de trabalhar com uma pequena profundidade de campo? Eu não sei a resposta, mas chutaria algo como &quot;&lt;i&gt;facilidade para destacar o motivo principal&lt;/i&gt;&quot;. Se a resposta for esta, acho que fotografia é mais que isso. É claro que em alguns casos é uma atitude interessante mas também acho que é um caminho minimalista. A outra possibilidade de uma lente clara seria a de fotos com pouca iluminação. Bem, ai seria outra história e o tripé também entraria no assunto.

Apenas como um exemplo (de inúmeros outros), poderia citar as fotos de http://www.lostinfocus.org/?page_id=2556&amp;album=13&amp;gallery=25

Será que fotos com pequena profundidade de campo surtiriam o mesmo efeito? Eu acredito que não. Acho que em uma foto com pequena profundidade de campo a gente bate o olho, assimila a foto e vai embora, ao passo que uma profundidade de campo maior invoca uma leitura mais detalhada.

Então fica a pergunta: &quot;&lt;i&gt;Seria a busca de pequena profundidade de campo uma desculpa para evitar composições mais elaboradas?&lt;/i&gt;&quot;</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Tá, e aí eu pergunto: Qual a necessidade de trabalhar com uma pequena profundidade de campo? Eu não sei a resposta, mas chutaria algo como &#8220;<i>facilidade para destacar o motivo principal</i>&#8220;. Se a resposta for esta, acho que fotografia é mais que isso. É claro que em alguns casos é uma atitude interessante mas também acho que é um caminho minimalista. A outra possibilidade de uma lente clara seria a de fotos com pouca iluminação. Bem, ai seria outra história e o tripé também entraria no assunto.</p>
<p>Apenas como um exemplo (de inúmeros outros), poderia citar as fotos de <a href="http://www.lostinfocus.org/?page_id=2556&#038;album=13&#038;gallery=25" rel="nofollow">http://www.lostinfocus.org/?page_id=2556&#038;album=13&#038;gallery=25</a></p>
<p>Será que fotos com pequena profundidade de campo surtiriam o mesmo efeito? Eu acredito que não. Acho que em uma foto com pequena profundidade de campo a gente bate o olho, assimila a foto e vai embora, ao passo que uma profundidade de campo maior invoca uma leitura mais detalhada.</p>
<p>Então fica a pergunta: &#8220;<i>Seria a busca de pequena profundidade de campo uma desculpa para evitar composições mais elaboradas?</i>&#8220;</p>
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