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Cores de Dentro e Fora, de Nelson González Leal

O jornalista, autor e fotógrafo venezuelano Nelson González Leal une-se à galeria-café Objeto Encontrado para oferecer ao público brasiliense a exposição Cores de dentro e fora, na quarta-feira 09 de dezembro.

Dezessete imagens fotográficas que resumem a visão do artista sobre a potência, qualidade e maravilha da cor que povoa e dá volume e alma aos espaços brasilienses e as pessoas que se movimentam neles. Estes espaços são distintos em suas dimensões ou será que é a cor que outorga essa percepção, esse parecer distinto?

Da objetiva de sua câmara fotográfica e desde seu olhar particular, numa somatória de registro jornalístico e sensibilidade pictórica, o artista permite ao observador se identificar com as situações e os processos que os seus personagens retratados experimentam, de uma forma livre.

Cores de dentro e fora é composta por duas séries fotográficas. A primeira, Memórias visuais e midiáticas – Homenagem à Polaroid contém dez (10) fotografias em tamanho 30×21 cm, e conjuga vários elementos expressivos e plásticos, como a fotografia, a cor, a projeção televisiva e a presença de elementos que catalogam um espaço discursivo que se movimenta entre o onírico, o difusamente memorável, e a confusão e ecletismo próprio de uma memória acorrentada nas referências televisuais.

Nesta série o artista pretende ir além da proposta do fotógrafo belga Harry Gruyaert com seus TV Shots, sendo que o trabalho não se limita a capturar cenas televisivas mas usa, sim, a tela da tevê para midiatizar imagens produzidas pelo fotógrafo. Memórias visuais e midiáticas – Homenagem á Polaroid, busca mostrar uma estética particular: a da relação fotógrafo-espectador televisivo.

A segunda série que integra a mostra é O caminho das sendas que se bifurcam – titulo que faz um jogo com a obra do autor argentino Jorge Luis Borges-, e composta por sete (7) imagens de grande formato (1,20x80cm). Deste trabalho tem escrito a jornalista, músico e também fotógrafa, Francismar Ramírez Barreto, que se trata de um “ensaio cabalístico (uma seqüência de sete, como os dias da semana), que contém várias provocações. O título, possivelmente uma piscada doméstica, faz pensar no realizador chinês Zhang Yimou e seu Clã das adagas voadoras (2004). O mesmo cineasta que em 2002 nos surpreendeu com a ternura e o estrondo cromático de Herói. Não digo que Yimou e sua estética tenham sido referência para o ensaio de Nelson González Leal. Vem à colação como elo comunicante, simples entorno…”.

Ambas as séries tem conseguido interessar ao público especializado. Memórias visuais e midiáticas – Homenagem à Polaroid foi solicitada pelo coletivo fotográfico Câmera Obscura de São Paulo para fazer parte do projeto livro eletrônico digital Sentido Vago (http://camaraobscura.fot.br/grupo-camara-obscura/sentido-vago/) e O caminho das sendas que se bifurcam foi publicado no número 13 da revista romena de fotografia Camera Obscura (http://cameraobscura.ro/wp-content/editions/camera_obscura_13.pdf).

O coletivo Foto Cepelak da República Checa e o Multimagen da Argentina tem aberto também espaço expositivo ao artista venezuelano Nelson González Leal, para mostrar seu trabalho em cor e em preto e branco. CFOTO: http://www.fotocepelak.cz/hoste/index.htm. MULTIMAGEN: http://www.multimagen.com/portfolios/portfolio.php?id=4908.

Convite Cores de Dentro e Fora


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