Uma janela e um dia nublado
A luz difusa é a essência do retrato. Ela suaviza as formas do rosto ao mesmo tempo em que cria volume. Não é à toa que em estúdios são utilizados sistemas complexos de iluminação, flashes, rebatedores etc. a fim de se eliminar sombras e criar transições suaves entre áreas mais ou menos iluminadas. Porém, muitas vezes as únicas coisas necessárias para criar essa luz perfeita para fotografar pessoas são muito mais triviais: uma janela, que todos temos à mão; e um dia nublado, que é algo que temos à disposição de tempos em tempos.
Com essa combinação, cria-se uma luz difusa lateral que usualmente joga uma parte do rosto na sombra, enquanto revela detalhes da expressão da pessoa retratada. Mas não é apenas isso. A luz fria e suave proporciona um ambiente de intimidade e proximidade, especialmente porque estamos, nessas fotos, dentro, junto com a pessoa, isolados e protegidos do mundo exterior. A luz difusa também ajuda a moldar o ambiente que cerca o retratado, compondo assim o cenário em que a pessoa é protagonista. Selecionei uma série de fotos que ilustram o universo que vai do cotidiano ao melancólico e que pode ser criado, apenas com os elementos mais básicos da fotografia: uma câmera e uma boa luz.
- “Blue” Aldaman
- Amir Kuckovic
- Carl Heindl
- Daniel Zedda
- Emily Barney
- Gustavo Minas
- Hendrik Callens
- Hmoong
- James P. Morse
- Lauren Rushing
- Micaela Go
- Stephen McLeod Blythe

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Você está lendo um artigo escrito por Rodrigo F. Pereira
- Publicado em:
- 16.11.11 / 9am
- Categoria:
- Artigos
- Tags:
- dia nublado, janela, luz, retratos
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