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	<title>Câmara Obscura &#187; Análises</title>
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	<description>Artigos, notícias e reflexões sobre fotografia</description>
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		<title>Mamiya C330</title>
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		<pubDate>Sun, 15 Apr 2012 12:41:30 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rodrigo F. Pereira</dc:creator>
				<category><![CDATA[Análises]]></category>
		<category><![CDATA[Equipamento]]></category>
		<category><![CDATA[C330]]></category>
		<category><![CDATA[Mamiya]]></category>
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		<category><![CDATA[TLR]]></category>

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		<description><![CDATA[A Mamiya C330 é uma câmera de médio formato, no estilo TLR (twin lens reflex), na qual a lente superior serve para composição, ao projetar a imagem no despolido que é visto pela parte de cima da câmera e a lente inferior é a que efetivamente faz a foto. As TLRs mais famosas eram as [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A Mamiya C330 é uma câmera de médio formato, no estilo TLR (twin lens reflex), na qual a lente superior serve para composição, ao projetar a imagem no despolido que é visto pela parte de cima da câmera e a lente inferior é a que efetivamente faz a foto. As TLRs mais famosas eram as Rolleiflex, que até hoje têm seus usuários fiéis. As TLRs têm duas características diferenciais que as tornam interessantes: primeiro, o fato de serem seguradas na altura do peito ou da barriga — assim como algumas outras médio formato, como as Hasselbads — tornam o auto fotográfico algo menos agressivo; segundo, o formato quadrado, com fotogramas de 6 x 6 cm. Cada rolo de filme 120 rende 12 fotos.</p>
<p>A C330 é uma câmera pesada, com cerca de 1,7kg. Seu atributo principal é, ao contrário da maioria das TLRs, contar com objetivas intercambiáveis. Ela tem correção de paralaxe e o foco se dá estendendo a parte frontal da câmera, revelando um fole nas laterais. Por conta disso, dependendo da distância do foco, é necessário compensar a exposição, o que é indicado por uma agulha no visor superior. Como a câmera não tem fotômetro, ela necessita de um externo — ou uma tabela de exposição. A vantagem disso é que ela não usa nenhuma bateria, sendo a sua operação totalmente mecânica. Uma vez que o seu espelho é fixo, sua operação também é mais silenciosa, quando comparada a uma SLR. A C330 data dos anos 70 do século passado. Ela chegou a ser fabricada no Brasil, na Zona Franca de Manaus.</p>
<p><a href="http://camaraobscura.fot.br/wp-content/uploads/2012/04/P4150015.jpg"><img class="alignnone  wp-image-2166" title="P4150015" src="http://camaraobscura.fot.br/wp-content/uploads/2012/04/P4150015.jpg" alt="" width="288" height="432" /></a> <a href="http://camaraobscura.fot.br/wp-content/uploads/2012/04/P4150017.jpg"><img class="alignnone  wp-image-2167" title="P4150017" src="http://camaraobscura.fot.br/wp-content/uploads/2012/04/P4150017.jpg" alt="" width="288" height="432" /></a></p>
<p>Usar uma TRL torna fotografar uma experiência diferente. As pessoas perguntam: &#8220;isso funciona?&#8221;. Ficam admiradas de ver que ela gera uma imagem com alta definição, especialmente usando cromo, por conta da área do negativo, que é 4 vezes maior do que um fotograma de 35mm. A C330 é muito pesada para uma caminhada longa com ela no pescoço, mas em situações mais estáticas seu uso vale a pena. A profundidade de campo curta permite desfoques interessantes, mas por outro lado requer cuidado na focagem, uma vez que um elemento aparentemente em foto pode na verdade estar ligeiramente desfocado. Há uma lente no capuchão que permite ampliar a — já grande — imagem projetada no despolido.</p>
<p><a href="http://camaraobscura.fot.br/wp-content/uploads/2012/04/7077473775_27e488a55d_z.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-2163" title="Mamiya C330" src="http://camaraobscura.fot.br/wp-content/uploads/2012/04/7077473775_27e488a55d_z.jpg" alt="" width="640" height="638" /></a></p>
<p><a href="http://camaraobscura.fot.br/wp-content/uploads/2012/04/6785694695_6182b0ae86_z.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-2162" title="Mamiya C330 (2)" src="http://camaraobscura.fot.br/wp-content/uploads/2012/04/6785694695_6182b0ae86_z.jpg" alt="" width="640" height="630" /></a></p>
<p><strong>Mais informações (em inglês):</strong><br />
<a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Mamiya_C330" target="_blank"> http://en.wikipedia.org/wiki/Mamiya_C330</a><br />
<a href="http://bipmistry.wordpress.com/mamiya-c330/" target="_blank"> http://bipmistry.wordpress.com/mamiya-c330/</a><br />
<a href="http://www.lumieresenboite.com/collection2.php?l=2&amp;c=Mamiya_C330" target="_blank"> http://www.lumieresenboite.com/collection2.php?l=2&amp;c=Mamiya_C330</a></p>
<p><strong>Manual online (em inglês):</strong><br />
<a href="http://www.propellerheads.com/technical/c330s/" target="_blank"> http://www.propellerheads.com/technical/c330s/</a></p>
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		<title>Coletivo 2008</title>
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		<pubDate>Tue, 27 Jan 2009 11:12:27 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rodrigo F. Pereira</dc:creator>
				<category><![CDATA[Análises]]></category>
		<category><![CDATA[Fotógrafos]]></category>

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		<description><![CDATA[O Fotoclube F/508 lançou, no fim do ano passado, a sua coletânea anual de trabalhos realizados pelos fotógrafos que passaram pelos cursos do clube durante 2008. A cada nova publicação, o 508 aprimora a qualidade dos seus ensaios, bem como a apresentação gráfica dos livros. Aliado à experiência que o clube teve com o projeto [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O Fotoclube F/508 lançou, no fim do ano passado, a sua coletânea anual de trabalhos realizados pelos fotógrafos que passaram pelos cursos do clube durante 2008. A cada nova publicação, o 508 aprimora a qualidade dos seus ensaios, bem como a apresentação gráfica dos livros. Aliado à experiência que o clube teve com o projeto <a href="http://www.fotoclubef508.com/post.php?id=85" target="_blank">Latinidades</a>, o <a href="http://www.fotoclubef508.com/post.php?id=198" target="_blank">Coletivo 2008</a> reúne bons exemplos de uma fotografia contemporânea, ligada ao humano, ao cotidiano e ao espírito conceitual que lhe é essencial.</p>
<p>Uma das coisas interessantes do livro é o uso do texto, especialmente da poesia, como coadjuvante das imagens. Em algumas das séries a busca é justamente por essa poética visual, como o trabalho de Carol Matias, que abre o Coletivo. Intenção semelhante permeia os ensaios de Mauro Nogueira e Leonardo Bites. Com uma base mais conceitual, há o trabalho de Manuela Neves, de uma linha que vejo, infelizmente, em escassez, que é a fotografia quase totalmente calcada na ideia. Também trabalhando conceitualmente, mas com uma abordagem mais elaborada advinda da sua experiência em artes plásticas, Erika Esteves associa a fotografia a outras técnicas e intervenções visuais para criar o seu &#8220;Dissimulações&#8221;, um dos pontos altos do livro. Por sua vez, Silvio Sá joga com o real e o virtual em &#8220;Complementaridades&#8221;. Explorando o cotidiano há o ótimo trabalho de Joana Machado, que criou um ensaio intimista, a abordagem sistemática de Bianca Starling e o olhar delicado e melancólico de Gabriela Freitas sobre as memórias familiares. Por fim, há duas séries de forte apelo gráfico, as tramas bem compostas de Cíntia Magalhães e a cidade angulosa que a norueguesa Ida Svendsen transcreve com sua fotografia analógica.</p>
<p>Obviamente, há uma ou outra foto que parece ligeiramente fora de lugar em um ou outro ensaio, mas se considerarmos que a maior parte dos autores são alunos com pouco contato prévio com a fotografia, os resultados são muito bons. É um livro que vale a pena para quem valoriza uma fotografia atual e de qualidade.</p>
<p>O Coletivo 2008 pode ser adquirido no site da <a href="http://www.livrariacultura.com.br/scripts/cultura/resenha/resenha.asp?nitem=9031861&amp;sid=001303417101215580069485532&amp;k5=36CFE8BC&amp;uid=" target="_blank">Livraria Cultura</a>.</p>
<p><img class="aligncenter size-full wp-image-431" title="Coletivo 2008" src="http://camaraobscura.fot.br/wp-content/uploads/2009/01/capa_400.jpg" alt="Coletivo 2008" width="400" height="362" /></p>
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		<title>O Pequeno (e não muito sério) Dicionário dos Termos Fotográficos</title>
		<link>http://camaraobscura.fot.br/2008/06/18/o-pequeno-e-nao-muito-serio-dicionario-dos-termos-fotograficos/</link>
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		<pubDate>Wed, 18 Jun 2008 15:49:09 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rodrigo F. Pereira</dc:creator>
				<category><![CDATA[Análises]]></category>

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		<description><![CDATA[Flash: acessório utilizado para obter efeitos artísticos indígenas, como cara-pálida e olho-vermelho Câmera digital: câmera de vídeo que só grava quadro a quadro Câmera digital compacta: dispositivo que desencadeou o fenômeno da auto-foto-com-braço-esticado-pra-colocar-no-Orkut, muito difundido entre adolescentes Câmera de filme: objeto encontrado em museus e antiquários, juntamente com discos de vinil, videocassetes, fogões a lenha [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Flash:</strong> acessório utilizado para obter efeitos artísticos indígenas, como cara-pálida e olho-vermelho<br />
<strong>Câmera digital:</strong> câmera de vídeo que só grava quadro a quadro<br />
<strong>Câmera digital compacta:</strong> dispositivo que desencadeou o fenômeno da auto-foto-com-braço-esticado-pra-colocar-no-Orkut, muito difundido entre adolescentes<br />
<strong>Câmera de filme:</strong> objeto encontrado em museus e antiquários, juntamente com discos de vinil, videocassetes, fogões a lenha e CDs de lambada.<br />
<strong>Queimar o filme:</strong> fenômeno que provocava a perda de fotos, hoje substituído pelo mais moderno apaguei-a-foto-sem-querer ou o fatídico o-cartão-de-memória-deu-pau<br />
<strong>ASA:</strong> termo correspondente a ISO que permite determinar a idade de quem o utiliza, geralmente situada em torno dos 80 anos<br />
<strong>Teleobjetiva:</strong> lente própria para fotografar pessoas em situações delicadas, como mendigos ou mulheres de biquíni<br />
<strong>Supertele: </strong>lente para quem quer fotografar de tudo sem sair do sofá de casa<br />
<strong>Grande angular:</strong> lente própria para fazer todo mundo caber no retrato, também conhecida como “junta mais”<br />
<strong>Photoshop:</strong> ferramenta que teve o maior impacto na beleza feminina desde a invenção do rímel<br />
<strong>Redução de vibração: </strong>função que possibilita a operação da máquina pelo fotógrafo alcoolizado<br />
<strong>Obturador:</strong> espécie de bomba-relógio inserida nas câmeras reflex digitais para obrigá-lo a trocar de equipamento a cada dois anos<br />
<strong>RAW:</strong> pela forma como às vezes é pronunciado, provavelmente é uma típica saudação dos índios americanos<br />
<strong>Velocidade do obturador:</strong> corresponde ao tempo necessário para que a pessoa fotografada pisque o olho<br />
<strong>LCD:</strong> dispositivo magnético com efeito em seres humanos, atraindo todos os retratados para a parte de trás da câmera após a foto ser feita<br />
<strong>Nikon:</strong> marca que produz equipamentos com a tecnologia revolucionária de 30 anos atrás<br />
<strong>Canon:</strong> marca que produz equipamentos com tecnologia revolucionária, e que duram em média três semanas<br />
<strong>Olympus:</strong> marca cujas câmeras boas são como disco voador: há quem ache que existe, outros que não existe, e quem diz que já viu é louco<br />
<strong>Megapixel:</strong> constante matemática cuja característica é que não importa o quanto sua câmera tenha, nunca será o suficiente<br />
<strong>Negativo: </strong>termo já utilizado para designar o rolo de filme processado. Hoje se refere apenas ao saldo bancário do amante da fotografia</p>
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		<title>Três recomendações de livros</title>
		<link>http://camaraobscura.fot.br/2008/02/24/tres-recomendacoes-de-livros/</link>
		<comments>http://camaraobscura.fot.br/2008/02/24/tres-recomendacoes-de-livros/#comments</comments>
		<pubDate>Sun, 24 Feb 2008 10:56:01 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rodrigo F. Pereira</dc:creator>
				<category><![CDATA[Análises]]></category>

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		<description><![CDATA[Arte Contemporânea &#8211; Uma Introdução A francesa Anne Cauquelin faz uma análise clara e objetiva dos caminhos pelos quais a arte chegou no estado atual. Destacando aspectos como o mercado, a comunicação de redes e a herança do modernismo, a autora traça uma perspectiva que ajuda muito a compreensão dos trabalhos artísticos atuais. Para isso, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Arte Contemporânea &#8211; Uma Introdução</strong></p>
<p>A francesa Anne Cauquelin faz uma análise clara e objetiva dos caminhos pelos quais a arte chegou no estado atual. Destacando aspectos como o mercado, a comunicação de redes e a herança do modernismo, a autora traça uma perspectiva que ajuda muito a compreensão dos trabalhos artísticos atuais. Para isso, ela se serve de nomes como Duchamp, Warhol e o galerista Leo Castelli. O texto propõe uma divisão esclarecedora entre a estética e a arte que, mais do que um resultado, passou a ser uma atitude. Leitura fundamentam para quem quer entender o que é a arte hoje.</p>
<p><em>Arte Contemporânea: Uma Introdução</em><br />
Anne Cauquelin<br />
<a href="http://www.martinseditora.com.br/detalhes.asp?ID=242193" target="_blank">Martins Fontes</a></p>
<p><strong>Coletivo 2007</strong></p>
<p>O Fotoclube F/508 apresentou, no final do ano passado, a coletânea impressa de fotos produzidas pelos alunos que passaram pelos cursos oferecidos pelo clube. Totalmente em preto e branco, &#8220;Coletivo&#8221; mostra uma ampla gama de abordagens e interesses, em um belo panorama da produção fotográfica jovem de Brasília, que se destaca cada vez mais como a capital nacional da fotografia. O livro traz também os vencedores do Prêmio Internacional de Fotografia do clube, que teve como tema a Geometria.</p>
<p><em>Coletivo 2007</em><br />
Ademir Menezes, Carmélia Ribeiro, Frederico Freitas, José Machado, Kátia Ortiz, Marcela Marques, Marina Mercante, Naiara Caldas, Rafael Facundo, Tauana Macedo, Wagner Ulisses.<br />
<a href="http://www.fotoclubef508.com/secao.cfm?id=31" target="_blank">Fotoclube F/508</a></p>
<p><strong>Fotografia &amp; Hitória: Boris Kossoy</strong></p>
<p>Boris Kossoy, neste livro datado de 1988 (com segunda edição de 2001), defende o uso da fotografia como documento histórico. Para isso, apresenta conceitos sobre a imagem fotográfica e métodos de pesquisa tanto para o estudo da história através da fotografia como da história da fotografia em si. Bastante relevante para quem se interessa por história, iconografia e pesquisas documentais, também vale a pena aos amantes da fotografia pela sua abordagem teórica do tema.</p>
<p><em>Fotografia &amp; História</em><br />
Boris Kossoy<br />
<a href="http://www.atelie.com.br/loja/pagina.php?pag=detl&amp;cdp=600&amp;categ=ct1&amp;pags=1&amp;page=prod&amp;cl=" target="_blank">Ateliê Editorial</a></p>
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		<title>HP Scanjet G4050</title>
		<link>http://camaraobscura.fot.br/2007/06/20/hp-scanjet-g4050/</link>
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		<pubDate>Wed, 20 Jun 2007 03:48:45 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rodrigo F. Pereira</dc:creator>
				<category><![CDATA[Análises]]></category>
		<category><![CDATA[Equipamento]]></category>

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		<description><![CDATA[Sempre relutei em comprar uma reflex digital por uma série de fatores, sendo o mais relevante o fator de corte. Entretanto, sempre me ressenti de não poder somar as possibilidades das câmeras reflex mais o processamento digital de imagens plenamente. Isso pelo fato dos serviços de escaneamento de negativos dos laboratórios que conheço deixarem a [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img src="http://img256.imageshack.us/img256/5240/01425i16072400ge3.jpg" alt="HP Scanjet G4050" align="right" />Sempre relutei em comprar uma reflex digital por uma série de fatores, sendo o mais relevante o fator de corte. Entretanto, sempre me ressenti de não poder somar as possibilidades das câmeras reflex mais o processamento digital de imagens plenamente. Isso pelo fato dos serviços de escaneamento de negativos dos laboratórios que conheço deixarem a desejar, tanto pela qualidade como pelo preço.</p>
<p>Por isso, resolvi comprar um scanner de mesa que fosse relativamente bom no escaneamento de negativos, produzindo imagens que, após tratamento, pudessem ser ampliadas em tamanhos razoáveis. Escolhi o HP Scanjet G4050. Lançado recentemente, o modelo tem como chamarizes a resolução ótica de 4800 dpi, uma tecnologia de escaneamento exclusiva de 6 cores, a possibilidade de escanear, de uma vez, 30 quadros de filme 35mm ou 16 slides montados, além de remoção de riscos e pontos por hardware.</p>
<p>Paguei R$ 659, com frete grátis, na <a href="http://www.maniavirtual.com.br">Mania Virtual</a>. Recebi em um dia e comecei a fazer alguns testes. O primeiro ponto a ressaltar é que o scanner é enorme quando comparado aos modelos de mesa mais simples com os quais estamos acostumados. Ocupa um bom espaço e é bastante alto. A caixa vem com o scanner em si, cd de instalação, cabos e três adaptadores de transparências: um para filmes 35mm, um para os diapositivos e outro para filmes médio formato. Na tampa, há quatro botões para acesso rápido.</p>
<p>A instalação, no Windows XP, é tranqüila. O programa instala os drivers, os programas de escaneamento, gerenciamento de imagens e OCR, além de procurar por atualizações. A interface de escaneamento da HP, no entanto, não é das melhores. Muitas configurações não são guardadas, obrigando o usuário a repetir as operações a cada utilização. As opções mais avançadas soa de difícil acesso. Contudo, de forma geral, ele permite o que se deseja do dispositivo: configuração de resolução, nitidez, remoçar de riscos, ajustes de cor e exposição, formato de arquivos (tif, jpeg, bmp, pdf) etc.</p>
<p>Um outro ponto importante é a velocidade. O scanner é extremamente lento. Se você seleciona a opção de escanear negativo com a resolução máxima, no modo de seis cores e com remoção de sujeira e riscos, certamente levará mais de dez minutos por quadro, já que a leitura é feita três vezes. Se a idéia for escanear um lote de 30 quadros, com todas essas opções ligadas, é melhor pegar um cinema entre o início e o fim da operação. Contudo, provavelmente você não utilizará essa configuração o tempo todo, já que terá arquivos muito grandes, que raramente justificam sua criação. Um ponto positivo é que o programa identifica cada quadro automaticamente e salva arquivos diferentes, o que com certeza é uma dor de cabeça a menos.</p>
<p>Vamos ao que interessa: os resultados. Escaneei três quadros de filmes 35mm, sendo um negativo colorido, um cromo e um negativo preto e branco, todos na resoluçãode 4800 dpi e modo de 6 cores (exceto o preto e branco), salvando em jpeg de alta qualidade. Seguem os arquivos reduzidos e crops em 100% dos arquivos originais (clique para ver maior).</p>
<p><strong>Negativo colorido:</strong></p>
<p>Foto inteira<br />
<a href="http://img225.imageshack.us/my.php?image=digitalizar0005cd3.jpg" target="_blank"><img src="http://img225.imageshack.us/img225/2381/digitalizar0005cd3.th.jpg" border="0" alt="" /></a></p>
<p>Crop<br />
<a href="http://img151.imageshack.us/my.php?image=cropnegwf3.jpg" target="_blank"><img src="http://img151.imageshack.us/img151/9599/cropnegwf3.th.jpg" border="0" alt="" /></a></p>
<p><strong>Cromo</strong></p>
<p>Foto inteira<br />
<a href="http://img514.imageshack.us/my.php?image=digitalizar0006vs2.jpg" target="_blank"><img src="http://img514.imageshack.us/img514/1617/digitalizar0006vs2.th.jpg" border="0" alt="" /></a></p>
<p>Crop<br />
<a href="http://img151.imageshack.us/my.php?image=cropslidehr7.jpg" target="_blank"><img src="http://img151.imageshack.us/img151/4499/cropslidehr7.th.jpg" border="0" alt="" /></a></p>
<p><strong>Negativo preto e branco</strong></p>
<p>Foto inteira<br />
<a href="http://img107.imageshack.us/my.php?image=digitalizar0008ms3.jpg" target="_blank"><img src="http://img107.imageshack.us/img107/1066/digitalizar0008ms3.th.jpg" border="0" alt="" /></a></p>
<p>Crop<br />
<a href="http://img220.imageshack.us/my.php?image=croppbxe6.jpg" target="_blank"><img src="http://img220.imageshack.us/img220/616/croppbxe6.th.jpg" border="0" alt="" /></a></p>
<p>Os arquivos originais, tinham resolução de 6800 por 4600 pixels e podem facilmente ultrapassar os 20 mb de tamanho, dependendo do formato e qualidade escolhidas. Com isso seria possível uma ampliação de cerca de 60 por 40cm sem interpolação. Contudo, essa resolução já não capta mais detalhes dos filmes, sendo um exagero utilizá-la. O tratamento, especialmente de nitidez, é necessário. O programa da HP vem com algumas opções, mas felizmente é possível desativá-las e tratar a imagem em programas mais robustos como o Photoshop, da Adobe.</p>
<p>Um aspecto positivo foi o controle de cor dos negativos. Embora seja preciso acertar o balanço de branco, o programa já fornece um ponto de partida bastante equilibrado. Quem já tentou converter um negativo colorido para positivo sabe como é complicado acertar os tons, e o programa do scanner faz todo o trabalho.</p>
<p>Considerei a qualidade das imagens boa, comparando com escaneamentos de laboratório, sendo ótima para imagens para web e possivelmente boa em ampliações, embora ainda precise fazer algumas experimentações para saber até que ponto a resolução e os detalhes ainda são bons no papel. Ainda não fiz testes para verificar se a tecnologia de 6 cores em vez de 3 realmente faz diferença.</p>
<p>Resumindo:<br />
•	Boa qualidade de imagens<br />
•	Scanner não é só para negativos<br />
•	Preço razoável se comparado com outros scanners para filmes<br />
•	Boa capacidade nos adaptadores de transparências<br />
•	Escaneamento de lento a lentíssimo<br />
•	Programa da HP tenta simplificar e dificulta o uso avançado<br />
•	Tamanho avantajado</p>
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		<title>Uma foto: texto e contexto</title>
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		<pubDate>Thu, 14 Jun 2007 23:15:38 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rodrigo F. Pereira</dc:creator>
				<category><![CDATA[Análises]]></category>
		<category><![CDATA[Fotos e séries]]></category>

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		<description><![CDATA[A foto ao lado foi feita pela fotógrafa Ana Ottoni, da Folha, e divulgada pelo Uol, numa das galerias de fotos que compõem a cobertura jornalística da São Paulo Fashion Week. A série, chamada de Avesso, retrata os bastidores do evento, tendo como enfoque as modelos fora da passarela. Para acessar o álbum, clique aqui. [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignright" style="float: right;" src="http://camaraobscura.rodrigopereira.psc.br/wp-content/uploads/2007/06/08ver_spfw_13_extra1_anaottoni_f_010.jpg" alt="08ver_spfw_13_extra1_anaottoni_f_010.jpg" /></p>
<p>A foto ao lado foi feita pela fotógrafa Ana Ottoni, da Folha, e divulgada pelo Uol, numa das galerias de fotos que compõem a cobertura jornalística da São Paulo Fashion Week. A série, chamada de Avesso, retrata os bastidores do evento, tendo como enfoque as modelos fora da passarela. Para acessar o álbum, <a href="http://estilo.uol.com.br/moda/album/08ver_spfw_13_extra1_anaottoni_album.jhtm">clique aqui</a>. A foto em questão chama-se &#8220;Caminhos&#8221;.</p>
<p>A foto não me chamou a atenção pelo que a legenda sugere. O texto ao lado da foto diz: <em>Modelo estuda “complexo” esquema de entrada na passarela do desfile da Zoomp</em>. A idéia é que o que a modelo faz é simples e o esquema, desnecessário. As fotografias sempre mostram uma realidade desprovida de contexto, e qualquer análise superficial falha em devolver a ela a significância do que a imagem transmite. Nesse caso, olhando-se com calma, pode-se perceber que há uma série de folhas, talvez cada uma com um caminho diferente. Além do mais, a passarela não é tão simples quando parece. Imagino que não tenha sido a fotógrafa a dar a legenda, até porque pode-se dizer que é tão simples uma modelo andar na passarela quanto é apertar o botão de uma câmera fotográfica. O texto, então, dá uma interpretação fora de contexto, a partir de uma impressão simplista e preconceituosa.</p>
<p>A foto me chamou a atenção porque, através da mesma falta de contexto que levou ao texto da legenda, é possível perceber uma simplicidade quase surreal, ao imaginar um olhar atento que percorre as setas, da mesma forma que o nosso próprio olhar faz ao ver a foto. Por um momento, somos a modelo e buscamos decifrar um caminho simples mas cuidadosamente delineado. É uma imagem que tem uma força própria mesmo fora da série, do evento. Isolada, é surreal e minimalista, quando se permite olhar para ela prescindindo do texto e aproveitando-se da falta de contexto que cada fotografia, quando sozinha, carrega.</p>
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		<title>Filosofia da Caixa Preta</title>
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		<pubDate>Mon, 16 Apr 2007 14:31:21 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rodrigo F. Pereira</dc:creator>
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		<description><![CDATA[&#8220;Filosofia de Caixa Preta: Ensaios para uma futura filosofia da fotografia&#8220;, de Vilém Flusser (Editora Relume Dumará, 82 pág, R$ 26), é um livro compacto e controverso sobre fotografia que vai além de uma análise social, ao traçar um paralelo entre a ação do fotógrafo e o funcionamento da sociedade pós-industrial. O autor inicia o [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img src="http://img440.imageshack.us/img440/7295/filosofiacaixapretahd5.jpg" alt="" width="197" height="320" align="right" />&#8220;<a href="http://www.relumedumara.com.br/conheca.asp?idlivro=4125" target="_blank">Filosofia de Caixa Preta: Ensaios para uma futura filosofia da fotografia</a>&#8220;, de Vilém Flusser (Editora Relume Dumará, 82 pág, R$ 26), é um livro compacto e controverso sobre fotografia que vai além de uma análise social, ao traçar um paralelo entre a ação do fotógrafo e o funcionamento da sociedade pós-industrial. O autor inicia o livro com uma polêmica revisão histórica da construção da imagem e do texto, para em seguida descrever o aparelho fotográfico e analisar a relação do fotógrafo com este aparelho. Talvez uma das idéias centrais do livro é a de que o fotógrafo submete-se à programação do aparelho, sem entender na verdade as codificações e decodificações inerentes à construção da imagem fotográfica e das suas conseqüências sociais.</p>
<p>Achei o texto bastante útil, pois ainda que controverso, as questões levantadas são interessantes. E, em relação à fotografia, parece-me que é preciso ainda descobrir quais são as questões que tentaremos responder. Além disso, a análise da relação fotógrafo-aparelho-mundo também é bastante pertinente, e pode ser generalizada, como o autor sugere, para outras áreas da vida moderna. Algumas passagens que julguei interessantes:</p>
<p>&#8220;o complexo &#8216;aparelho-operador&#8217; (&#8230;) é <em>caixa-preta</em> e o que se vê é apenas <em>input</em> e <em>output</em>, o canal e não o processo codificador que se passa no interior da <em>caixa-preta</em>. Toda crítica da imagem técnica deve visar o branqueamento dessa caixa. Dada a dificuldade de tal tarefa, somos por enquanto analfabetos em relação às imagens técnicas. Não sabemos como decifrá-las.&#8221;</p>
<p>&#8220;O fotógrafo manipula o aparelho, o apalpa, olha para dentro e através dele, a fim de descobrir sempre novas potencialidades. Seu interesse está concentrado no aparelho e o mundo lá fora só interessa em função do programa. Não está empenhado em modificar o mundo, mas em obrigar o aparelho a revelar suas potencialidades. O fotógrafo não trabalha com o aparelho, mas brinca com ele.&#8221;</p>
<p>&#8220;(&#8230;) o fotógrafo crê que está escolhendo livremente. Na realidade, porém o fotógrafo só pode fotografar o fotografável, isto é, o que está inscrito no aparelho. E para que algo seja fotografável, precisa ser transcodificado em cena. O fotógrafo não pode fotografar processos.&#8221;</p>
<p>&#8220;O receptor pode recorrer ao artigo de jornal que acompanha a fotografia para dar nome ao que está vendo. Mas, ao ler o artigo, está sob influência do fascínio mágico da fotografia. Não que explicação sobre o que viu, apenas confirmação. Está farto de explicações de todo o tipo.&#8221;</p>
<p>&#8220;Os fotógrafos são inconscientes de sua práxis. A revolução pós-industrial, tal como se manifesta, pela primeira vez no aparelho fotográfico, passou desapercebida pelos fotógrafos e pela maioria dos críticos de fotografia. Nadam eles na pós-indústria, inconscientemente. Há, porém, uma exceção: os fotógrafos assim chamados experimentais; estes sabem do que se trata.&#8221;</p>
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