<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?>
<rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
	xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/"
	xmlns:slash="http://purl.org/rss/1.0/modules/slash/"
	xmlns:creativeCommons="http://backend.userland.com/creativeCommonsRssModule"
>

<channel>
	<title>Câmara Obscura &#187; Didáticos e informativos</title>
	<atom:link href="http://camaraobscura.fot.br/category/didaticos-e-informativos/feed/" rel="self" type="application/rss+xml" />
	<link>http://camaraobscura.fot.br</link>
	<description>Artigos, notícias e reflexões sobre fotografia</description>
	<lastBuildDate>Mon, 30 Apr 2012 19:31:39 +0000</lastBuildDate>
	<language>en</language>
	<sy:updatePeriod>hourly</sy:updatePeriod>
	<sy:updateFrequency>1</sy:updateFrequency>
	<generator>http://wordpress.org/?v=3.3.2</generator>
<creativeCommons:license>http://creativecommons.org/licenses/by-nc/3.0/br/</creativeCommons:license>
		<item>
		<title>Sete dicas para fazer boas fotos com qualquer câmera</title>
		<link>http://camaraobscura.fot.br/2010/12/10/sete-dicas-para-fazer-boas-fotos-com-qualquer-camera-2/</link>
		<comments>http://camaraobscura.fot.br/2010/12/10/sete-dicas-para-fazer-boas-fotos-com-qualquer-camera-2/#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 10 Dec 2010 18:48:58 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rodrigo F. Pereira</dc:creator>
				<category><![CDATA[Didáticos e informativos]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://camaraobscura.fot.br/?p=1616</guid>
		<description><![CDATA[Quando começamos a fotografar mais seriamente, somos tentados a pensar que a qualidade das nossas fotografias está relacionada ao tipo de equipamento que usamos. Nos preocupamos com câmeras, lentes, tripés e outras bugigangas e não raro nos sentimos frustrados porque o dinheiro gasto não se reverte em fotos melhores. Isso acontece porque apenas uma pequena [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Quando começamos a fotografar mais seriamente, somos tentados a pensar que a qualidade das nossas fotografias está relacionada ao tipo de equipamento que usamos. Nos preocupamos com câmeras, lentes, tripés e outras bugigangas e não raro nos sentimos frustrados porque o dinheiro gasto não se reverte em fotos melhores. Isso acontece porque apenas uma pequena parte da qualidade das fotos tem a ver com o equipamento. Existem algumas condições muito específicas nas quais a câmera usada fará uma diferença significativa. No entanto, na maior parte do tempo, os resultados serão semelhantes independentemente do equipamento.</p>
<p>O que faz a diferença, então? Boas fotografias não são fotografias perfeitas tecnicamente. As boas fotografias podem ser agradáveis esteticamente, com conteúdo impactante ou eloquentes em suas mensagens. E isso tem a ver com a sensibilidade e criatividade do fotógrafo. Podemos listar algumas possibilidades de aprimorar as fotos que podem ser exploradas com qualquer tipo de câmera. Para ilustrar os pontos, escolhi fotos que não tem nenhum aspecto técnico especial, poderiam ser feitas com qualquer máquina sem grandes diferenças; seu diferencial está na exploração de aspectos que pouco têm a ver com o equipamento.</p>
<p><a href="http://www.flickr.com/people/derricksphotos/"><img class="alignnone size-full wp-image-1617" title="Derrick Tyson" src="http://camaraobscura.fot.br/wp-content/uploads/2010/12/452468422_5bb392de61_o.jpg" alt="" width="522" height="632" /></a><br />
<a href="http://www.flickr.com/people/derricksphotos/" target="_blank">Derrick Tyson</a></p>
<p><strong>1. Entenda a luz.</strong> A luz é o elemento fundamental de qualquer fotografia. Toda câmera é capaz de captá-la e transformá-la numa imagem bidimensional. Portanto, é útil entender a luminosidade e como ela altera cores, texturas, sombras e formas. Um bem exercício é posicionar um objeto qualquer, como um vaso, e fotografá-lo em diferentes condições de luminosidade, como, por exemplo, deixá-lo sob iluminação natural e fazer fotografias em diversas horas do dia.</p>
<p><a href="http://www.flickr.com/people/lomo_rielee/"><img class="alignnone size-full wp-image-1618" title="2002234007_4b5b6d1283_o" src="http://camaraobscura.fot.br/wp-content/uploads/2010/12/2002234007_4b5b6d1283_o.jpg" alt="" width="400" height="398" /></a><br />
<a href="http://www.flickr.com/people/lomo_rielee/" target="_blank">Rie Lee</a></p>
<p><strong>2. Explore o assunto.</strong> O que fotografar é a primeira pergunta que todo fotógrafo se faz. Não adianta ter a câmera mais moderna e arrojada do mercado, se vai se fotografar apenas as flores do jardim de casa. Se enxergamos a fotografia como um mero registro, as possibilidades são limitadas. Fotografar é como escrever, e o tema de um texto é mais importante do que a forma como se escreve. Então, o fotógrafo pode ir mais longe se perguntando “o que eu gostaria de contar hoje?”. Certamente você tem ao seu redor coisas muito interessantes a serem transformadas em relatos visuais.</p>
<p><a href="http://www.flickr.com/people/caesarsebastian/"><img class="alignnone size-full wp-image-1619" title="3654081179_f894be3910_z" src="http://camaraobscura.fot.br/wp-content/uploads/2010/12/3654081179_f894be3910_z.jpg" alt="" width="640" height="426" /></a><br />
<a href="http://www.flickr.com/people/caesarsebastian/" target="_blank">Caesar Sebastian</a></p>
<p><strong>3. Fortaleça a composição. </strong>Ao fotografar, temos uma moldura quadricular na qual podemos organizar, da maneira que quisermos, elementos do mundo que nos cerca. Dependendo de como realizamos essa organização, a mensagem visual pode variar muito. Faça experiências alterando objetos de plano, a posição em que aparecem no quadro, alterando a perspectiva. Perceba como essas mudanças alteram a percepção que temos da cena.</p>
<p><a href="http://www.flickr.com/people/evalin/"><img class="alignnone size-full wp-image-1623" title="103541494_a3433c07bf_z" src="http://camaraobscura.fot.br/wp-content/uploads/2010/12/103541494_a3433c07bf_z.jpg" alt="" width="640" height="480" /></a><br />
<a href="http://www.flickr.com/people/evalin/" target="_blank">Adam Barlow</a></p>
<p><strong>4. Use as cores.</strong> Ou não. Veja se, para o objetivo da sua fotografia, faz sentido usar as cores ou fotografar em preto e branco. As cores podem ser protagonistas de uma imagem, e podemos construi-la justamente para que isso aconteça. Mas quando queremos dar destaque para formas, texturas e jogos de luz e sombra, pode fazer mais sentido deixá-las de lado. A escolha é sua.</p>
<p><a href="http://www.flickr.com/people/24443965@N08/"><img class="alignnone size-full wp-image-1624" title="2311934278_6af97f0d79_z" src="http://camaraobscura.fot.br/wp-content/uploads/2010/12/2311934278_6af97f0d79_z.jpg" alt="" width="640" height="463" /></a><br />
<a href="http://www.flickr.com/people/24443965@N08/" target="_blank">Okinawa Soba</a></p>
<p><strong>5. Organize as formas.</strong> Uma vez que a fotografia é um plano, tudo que está contido nela são formas bidimensionais. Um treino interessante é transformar mentalmente os objetos que vemos no mundo tridimensional nas formas planas em que eles se convertem nas fotografias. Essas formas podem ser arranjadas de maneira a criar contrastes, equilíbrio ou desequilíbrio, harmonia ou incômodo.</p>
<p><a href="http://www.flickr.com/people/seyyed_mostafa_zamani/"><img class="alignnone size-full wp-image-1625" title="4993573555_dc3a6a8565_z" src="http://camaraobscura.fot.br/wp-content/uploads/2010/12/4993573555_dc3a6a8565_z.jpg" alt="" width="426" height="640" /></a><br />
<a href="http://www.flickr.com/people/seyyed_mostafa_zamani/" target="_blank">Seyed Mostafa Zamani</a></p>
<p><strong>6. Elabore mensagens.</strong> A fotografia é uma forma de comunicação poderosa, uma linguagem visual com a qual praticamente todas as pessoas estão habituadas. Portanto, ela também pode ser usada para expressar diretamente certos conceitos e ideias, muitas vezes com menos limitações do que a linguagem falada ou escrita. Montar mensagens visuais através da fotografia pode ser interessante. No entanto, é desafiador conseguir unir isso à uma estética que não deixem o conceito raso ou banal demais.</p>
<p><a href="http://www.flickr.com/people/bubbo-tubbo/"><img class="alignnone size-full wp-image-1626" title="878098503_2c396ca597_o" src="http://camaraobscura.fot.br/wp-content/uploads/2010/12/878098503_2c396ca597_o.jpg" alt="" width="550" height="419" /></a><br />
<a href="http://www.flickr.com/people/bubbo-tubbo/" target="_blank">Natasha Mileshina</a></p>
<p><strong>7. Crie.</strong> A fotografia não precisa ser só um mero registro. Ela pode ser uma atividade de expressão e satisfação pessoal. A liberdade é total, você pode fotografar o que quiser, como quiser. Portanto, pense em tudo que você quiser dizer, em tudo que quiser mostrar. Sua fotografia é o seu mundo: não haverá nenhuma outra igual. Faça dela a sua cara, sem se prender a padrões estéticos, normas ou regras. Daqui a 20 anos, um horizonte torto ou um pouco de ruído não terão a menor importância; o que importará é o que a sua fotografia diz.</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://camaraobscura.fot.br/2010/12/10/sete-dicas-para-fazer-boas-fotos-com-qualquer-camera-2/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>3</slash:comments>
	<creativeCommons:license>http://creativecommons.org/licenses/by-nc/3.0/br/</creativeCommons:license>
	</item>
		<item>
		<title>Direitos autorais e direito à imagem</title>
		<link>http://camaraobscura.fot.br/2010/09/19/direitos-autorais-e-direito-a-imagem/</link>
		<comments>http://camaraobscura.fot.br/2010/09/19/direitos-autorais-e-direito-a-imagem/#comments</comments>
		<pubDate>Sun, 19 Sep 2010 12:53:48 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rodrigo F. Pereira</dc:creator>
				<category><![CDATA[Didáticos e informativos]]></category>
		<category><![CDATA[direito autoral]]></category>
		<category><![CDATA[direito de imagem]]></category>
		<category><![CDATA[direito moral]]></category>
		<category><![CDATA[direito patrimonial]]></category>
		<category><![CDATA[direitos]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://camaraobscura.fot.br/?p=1468</guid>
		<description><![CDATA[Muitos fotógrafos, especialmente os que estão iniciando na carreira, têm dúvidas sobre os direitos relacionados à cessão de fotos e à exploração da imagem de outras pessoas. Há muita confusão entre direito autoral e direito à imagem, que são coisas totalmente diferentes. Para tirar dúvidas mas específicas, elaborar contratos ou resolver algum caso de desrespeito [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Muitos fotógrafos, especialmente os que estão iniciando na carreira, têm dúvidas sobre os direitos relacionados à cessão de fotos e à exploração da imagem de outras pessoas. Há muita confusão entre direito autoral e direito à imagem, que são coisas totalmente diferentes. Para tirar dúvidas mas específicas, elaborar contratos ou resolver algum caso de desrespeito a esses direitos, o ideal é consultar um advogado. Mas podemos dar uma olhada nas leis que regem os direitos de fotógrafos e fotografados.</p>
<p>A lei que engloba os trabalhos artísticos, como o fotográfico, é a lei de direitos autorais, nº 9610/98, que pode ser consultada na íntegra no <a href="http://www.cultura.gov.br/site/2008/02/02/lei-no-9610-de-19-de-fevereiro-de-1998/#more-9966" target="_blank">site do Ministério da Cultura</a>.</p>
<p>O artigo 7º diz que <em>&#8220;São obras intelectuais protegidas as criações do espírito, expressas por qualquer meio ou fixadas em qualquer suporte, tangível ou intangível, conhecido ou que se invente no futuro&#8221;</em> e o inciso VII fala especificamente da fotografia: <em>&#8220;VII &#8211; as obras fotográficas e as produzidas por qualquer processo análogo ao da fotografia;&#8221;</em></p>
<p>Vejamos o que diz o artigo 22 sobre a natureza dos direitos de autor:</p>
<p><em>&#8220;Art. 22. Pertencem ao autor os direitos morais e patrimoniais sobre a obra que criou.&#8221;</em></p>
<p>Ou seja, os direitos autorais dividem-se entre <strong>morais</strong> e <strong>patrimoniais</strong>. Os direitos morais, entre outros, são os de ser reconhecido como autor da obra e ter seu nome publicado na utilização da obra, ou seja, a de receber o crédito na publicação das fotos. Os direitos morais são <em>&#8220;inalienáveis e irrenunciáveis&#8221;</em>, o que quer dizer que você não pode vender a autoria da foto e <strong>o seu nome, como autor, sempre deve constar dos créditos</strong>, mesmo que a foto tenha sido vendida ou copiada da internet. Caso alguém publique sua foto sem os devidos créditos, ou com o crédito como &#8220;divulgação&#8221;, há uma quebra do seu direito de autor.</p>
<p>O artigo 79 fala especificamente da fotografia:</p>
<p><em>&#8220;Art. 79. O autor de obra fotográfica tem direito a reproduzi-la e colocá-la à venda, observadas as restrições à exposição, reprodução e venda de retratos, e sem prejuízo dos direitos de autor sobre a obra fotografada, se de artes plásticas protegidas.</em></p>
<p><em>§ 1º A fotografia, quando utilizada por terceiros, indicará de forma legível o nome do seu autor.</em></p>
<p><em>§ 2º É vedada a reprodução de obra fotográfica que não esteja em absoluta consonância com o original, salvo prévia autorização do autor.&#8221;</em></p>
<p>Quando você vende uma foto, na verdade está cedendo, total ou parcialmente, os direitos patrimoniais sobre a foto, mediante pagamento. Isso envolve o direito de utilizar, reproduzir, publicar, editar ou adaptar, entre outros. Você pode especificar no contrato de cessão de direitos patrimoniais qual a utilização está sendo cedida, para que fim, por quanto tempo etc. Quem compra não passa a ser dono da foto e sim passa a ter uma espécie de licença para o uso acordado entre as partes. Os direitos de autor cessam 70 anos após a morte, de forma que as obras passam a ser de uso público.</p>
<p>Mais um ponto interessante:</p>
<p><em>&#8220;Art. 48. As obras situadas permanentemente em logradouros públicos podem ser representadas livremente, por meio de pinturas, desenhos, fotografias e procedimentos audiovisuais.&#8221;</em></p>
<p>Ou seja, você pode fotografar livremente obras que estejam na rua, por exemplo, como estátuas, edifícios, shows abertos etc.</p>
<p>Há uma iniciativa para a revisão da lei de direitos autorais, que envolve inclusive uma consulta pública. Para acompanhar o processo da revisão, basta acessar <a href="http://www.cultura.gov.br/site/categoria/politicas/direitos-autorais-politicas/" target="_blank">este site</a>. Existem, ainda, aqueles que são contra a existência da propriedade intelectual, como o pessoal do <a href="http://partidopirata.org/?page_id=8" target="_blank">Partido Pirata</a>. Ou seja, a questão dos direitos autorais é polêmica e está sempre mudando, especialmente considerando nosso momento histórico de sociedade baseada na informação e de avanço muito rápido de tecnologias de comunicação e transmissão de dados.</p>
<p>Pois bem, os direitos autorais não se confundem com os direitos à imagem. O direito à imagem é um dos direitos à personalidade, referindo-se ao direito de um indivíduo sobre a sua própria imagem. O artigo 20 do <a href="http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/2002/L10406.htm" target="_blank">Código Civil</a> diz:</p>
<p><em>&#8220;Art. 20. Salvo se autorizadas, ou se necessárias à administração da justiça ou à manutenção da ordem pública, a divulgação de escritos, a transmissão da palavra, ou a publicação, a exposição ou a utilização da imagem de uma pessoa poderão ser proibidas, a seu requerimento e sem prejuízo da indenização que couber, se lhe atingirem a honra, a boa fama ou a respeitabilidade, ou se se destinarem a fins comerciais.&#8221;</em></p>
<p>Ou seja, não se pode usar comercialmente a imagem de uma pessoa sem autorização. Há na internet vários modelos de contratos de cessão de uso de imagem que podem ser utilizados nessas situações. O uso não comercial da imagem, a fotografia de pessoas em locais públicos ou celebridades parece ainda ser objeto de controvérsia, já que as leis não abordam especificamente esses pontos.</p>
<p>É fundamental ao fotógrafo profissional ou que queira se profissionalizar o conhecimento dessas leis, seja para garantir que seus direitos sejam respeitados no exercício de sua atividade como para saber os limites que a fotografia têm, como a questão do uso da imagem alheia. Vale a pena conferir as leis na íntegra e acompanhar o processo de revisão da lei de direitos autorais para saber como isso pode afetar o seu trabalho.</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://camaraobscura.fot.br/2010/09/19/direitos-autorais-e-direito-a-imagem/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>5</slash:comments>
	<creativeCommons:license>http://creativecommons.org/licenses/by-nc/3.0/br/</creativeCommons:license>
	</item>
		<item>
		<title>RawTherapee</title>
		<link>http://camaraobscura.fot.br/2010/01/06/rawtherapee/</link>
		<comments>http://camaraobscura.fot.br/2010/01/06/rawtherapee/#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 06 Jan 2010 19:12:32 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rodrigo F. Pereira</dc:creator>
				<category><![CDATA[Didáticos e informativos]]></category>
		<category><![CDATA[ABC da Fotografia em RAW]]></category>
		<category><![CDATA[conversor]]></category>
		<category><![CDATA[Guaracy]]></category>
		<category><![CDATA[Ivan]]></category>
		<category><![CDATA[processamento]]></category>
		<category><![CDATA[raw]]></category>
		<category><![CDATA[RawTherapee]]></category>
		<category><![CDATA[tratamento]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://camaraobscura.fot.br/?p=804</guid>
		<description><![CDATA[Já havia ouvido falar bastante do RawTherapee (RT), mas nunca tinha experimentado. Nesses dias, viajei e fiquei só com o laptop. Geralmente uso o conversor de RAW que veio com a minha arcaica câmera digital de seis megapixels e é baseado no SilkyPix. Pois bem, havia formatado o computador e esqueci de instalar o tal [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Já havia ouvido falar bastante do RawTherapee (RT), mas nunca tinha experimentado. Nesses dias, viajei e fiquei só com o laptop. Geralmente uso o conversor de RAW que veio com a minha arcaica câmera digital de seis megapixels e é baseado no <a href="http://www.isl.co.jp/SILKYPIX/english/" target="_blank">SilkyPix</a>. Pois bem, havia formatado o computador e esqueci de instalar o tal programa. Como não consigo me acertar com o Lightroom e muito menos o ACR, fui em busca de outro conversor. Parênteses: um conversor de RAW é um programa que transforma arquivos nativos da câmera (RAW) em arquivos visualizáveis ou imprimíveis, como JPEG e TIFF. Para saber mais, acesse o <a href="http://123rawfotos.wordpress.com/" target="_blank">ABC da Fotografia em RAW</a>. Fim do parênteses.</p>
<p>Entrei no site do RT e a primeira boa notícia: gratuito. Baixei, instalei e abri um lote de fotos. Fiquei impressionado com a interface inteligente e completa, junto com uma grande quantidade de recursos, bem mais do que o do meu antigo conversor. O programa inclui vários comandos para equilíbrio de tons e luminância (e curvas separadas para esses dois ajustes), misturador de canais, recuperação de altas luzes, redução de ruídos, ajuste de nitidez e diversos outros recursos que são comuns aos conversores, mas dispostos de uma maneira bastante acessível e fácil de utilizar.</p>
<p><a href="http://camaraobscura.fot.br/wp-content/uploads/2010/01/RT.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-805" title="RT" src="http://camaraobscura.fot.br/wp-content/uploads/2010/01/RT-e1262805085519.jpg" alt="" width="600" height="393" /></a><br />
<em>Interface do RT</em></p>
<p>Ele não é tão completo em relação às operações de lote como o Lightroom, e vem apenas com dois perfis de ajustes de fábrica (não tem todos aqueles padrões bregas do LR). Mas é possível salvar os perfis e aplicar a um lote de fotos, agilizando o trabalho, especialmente para profissionais. Resumindo, é um conversor decente, com opções avançadas numa interface simples de usar. A versão atual é a 2.4.1, mas o <a href="http://fotomix.wordpress.com/2010/01/05/rawtherapee-3-0/" target="_blank">Guaracy já deu a dica</a> de que vem aí a 3.0. O RT passou a ser minha opção para tratamento dos RAWs, e em contrapartida já fiz uma doação através do site, um ótimo modelo de comercialização de programas, diretamente com o autor.</p>
<p>Para saber mais, é só acessar o site o <a href="http://www.rawtherapee.com/" target="_blank">RawTherapee</a>.</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://camaraobscura.fot.br/2010/01/06/rawtherapee/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>5</slash:comments>
	<creativeCommons:license>http://creativecommons.org/licenses/by-nc/3.0/br/</creativeCommons:license>
	</item>
		<item>
		<title>Técnica e linguagem: Enquadramento</title>
		<link>http://camaraobscura.fot.br/2010/01/01/tecnica-e-linguagem-enquadramento/</link>
		<comments>http://camaraobscura.fot.br/2010/01/01/tecnica-e-linguagem-enquadramento/#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 01 Jan 2010 12:28:05 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rodrigo F. Pereira</dc:creator>
				<category><![CDATA[Didáticos e informativos]]></category>
		<category><![CDATA[corte]]></category>
		<category><![CDATA[enquadramento]]></category>
		<category><![CDATA[fora do quadro]]></category>
		<category><![CDATA[linguagem]]></category>
		<category><![CDATA[técnica]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://camaraobscura.fot.br/?p=801</guid>
		<description><![CDATA[Uma das maiores decisões no processo de criação de uma fotografia tem pouco a ver com a operação da câmera. Todas as fotografias são quadrados ou retângulos, e é esse retângulo que o fotógrafo sobrepõe ao mundo e faz um recorte mais ou menos amplo que serve de base para o processo fotográfico. A grande [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Uma das maiores decisões no processo de criação de uma fotografia tem pouco a ver com a operação da câmera. Todas as fotografias são quadrados ou retângulos, e é esse retângulo que o fotógrafo sobrepõe ao mundo e faz um recorte mais ou menos amplo que serve de base para o processo fotográfico. A grande escolha é o que colocar dentro desse quadro, o que mostrar.</p>
<p>Tão importante quanto aquilo que é mostrado, é também aquilo que opta por não se mostrar. O que está fora-do-quadro pode ser apenas inferido, imaginado, suposto. Esse jogo entre o que há e o que não há, entre o que é mostrado ou não, entre o claro e o obscuro, quando bem explorado, pode criar trabalhos extremamente interessantes ou instigantes. Nem sempre vale a pena mostrar tudo, de forma explícita.</p>
<p>Fica claro que há poucos aspectos técnicos envolvidos. Um deles pode ser a distância focal. As mais curtas, com maior ângulo de visão, permitem incluir mais elementos no quadro, criando um recorte mais amplo. Já as lentes mais longas levam a enquadres mais fechados, caracterizando um corte mais agressivo. O recorte não precisa ser pensado antes da captura ou se subordinar à distância focal da lente. O fotógrafo pode, através de programas de edição de imagens, realizar o recorte que quiser a partir de um arquivo gerado pela câmera. Abaixo seguem alguns exemplos de fotografias em que há o jogo entre o que é mostrado e o que está fora-do-quadro.</p>
<p><a href="http://www.flickr.com/people/ionushi/"><img class="alignnone" title="Aurelio Asiain" src="http://farm1.static.flickr.com/184/383404453_6e19499fbc.jpg" alt="Aurelio Asiain" width="500" height="313" /></a><br />
<em>Aurelio Asiain</em></p>
<p><em><a href="http://www.flickr.com/people/cmogle/"><img class="alignnone" title="Grandpa" src="http://farm4.static.flickr.com/3275/2907198746_f076efdd17.jpg" alt="Conor Ogle" width="500" height="400" /><br />
</a>Conor Ogle</em></p>
<p><em><a href="http://www.flickr.com/people/purplemattfish/"><img class="alignnone" title="purplemattfish" src="http://farm3.static.flickr.com/2605/3793471943_eb30e18fe5.jpg" alt="purplemattfish" width="500" height="500" /></a><br />
purplemattfish</em></p>
<p><em><a href="http://www.flickr.com/people/romolomilito/"><img class="alignnone" title="Untilhouse" src="http://farm3.static.flickr.com/2484/4024981581_c129538310.jpg" alt="Romolo Milito" width="500" height="500" /></a><br />
Romolo Milito</em></p>
<p><em><a href="http://www.flickr.com/people/lauraburlton/"><img class="alignnone" title="Dancing with the moon" src="http://farm4.static.flickr.com/3047/3248964671_a353c84180.jpg" alt="Laura Burlton" width="485" height="500" /></a><br />
Laura Burlton </em></p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://camaraobscura.fot.br/2010/01/01/tecnica-e-linguagem-enquadramento/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
	<creativeCommons:license>http://creativecommons.org/licenses/by-nc/3.0/br/</creativeCommons:license>
	</item>
		<item>
		<title>Técnica e linguagem: Movimento</title>
		<link>http://camaraobscura.fot.br/2009/12/31/tecnica-e-linguagem-movimento/</link>
		<comments>http://camaraobscura.fot.br/2009/12/31/tecnica-e-linguagem-movimento/#comments</comments>
		<pubDate>Thu, 31 Dec 2009 12:40:36 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rodrigo F. Pereira</dc:creator>
				<category><![CDATA[Didáticos e informativos]]></category>
		<category><![CDATA[linguagem]]></category>
		<category><![CDATA[movimento]]></category>
		<category><![CDATA[operação da câmera]]></category>
		<category><![CDATA[técnica]]></category>
		<category><![CDATA[velocidade]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://camaraobscura.fot.br/?p=792</guid>
		<description><![CDATA[Como já comentamos antes, a operação da câmera deve ser subordinada às ideias e intenções do fotógrafo, para que o processo criativo envolvido na fotografia seja mais completo. A manipulação da câmera de acordo com o conceito permitirá obter os resultados esperados e é o que pode fazer do ato fotográfico uma forma de expressão. [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Como já comentamos antes, a operação da câmera deve ser subordinada às ideias e intenções do fotógrafo, para que o processo criativo envolvido na fotografia seja mais completo. A manipulação da câmera de acordo com o conceito permitirá obter os resultados esperados e é o que pode fazer do ato fotográfico uma forma de expressão. Conhecer a técnica é útil para construir um discurso eloquente através da linguagem característica das câmeras.</p>
<p>Podemos abordar, como exemplo, uma questão simples. As câmeras fotográficas têm uma forma particular de lidar com o movimento. Projetadas para construir suas imagens a partir de frações ínfimas de tempo, a fotografia tem, geralmente, a característica de congelamento, necessário para produzir fotos nítidas e fáceis de entender. Quando não há condições para esse efeito de congelamento (e.g. falta de luz suficiente), o que está em movimento aparece na fotografia como um borrão.<span id="more-792"></span></p>
<p>Embora isso possa ser visto como um defeito, para o fotógrafo criativo, cabe menos falar em certo e errado e sim em entender as possibilidades da linguagem. A forma como a câmera mostra o movimento é um dos aspectos dessa linguagem, que pode ser explorado de acordo com a intenção do fotógrafo. Tecnicamente, o procedimento é simples: basta aumentar o tempo em que o obturador fica aberto. Quanto mais tempo, mais fluídas parecerão as passagens perante a lente. Em câmeras com modo manual, basta selecionar o modo T ou Tv e especificar velocidades a partir de 1/30, dependendo da velocidade do movimento.</p>
<p>Como as imagens falam mais de mil palavras, podemos exemplificar, com algumas fotos, como é possível tornar essa característica da fotografia num elemento compositivo da linguagem. Nas imagens abaixo, a preocupação com a semelhança com a realidade é pequena. Por outro lado, percebe-se claramente o trabalho do fotógrafo na construção de uma mensagem visual, em que a técnica foi utilizada com esmero em função da sua intenção.</p>
<p><a href="http://www.flickr.com/people/memeflux/"><img class="alignnone" title="Jon Martin" src="http://farm4.static.flickr.com/3544/3457714532_51ff0c23ff.jpg" alt="Jon Martin" width="500" height="334" /></a><br />
<em>Jon Martin</em></p>
<p><a href="http://www.flickr.com/photos/sovietuk/"><img class="alignnone" title="Anticipation" src="http://farm3.static.flickr.com/2209/2074324945_00fbad38ba.jpg" alt="tricky ™" width="500" height="332" /><br />
</a><em>tricky ™</em></p>
<p><a href="http://www.flickr.com/photos/camil_t/"><img class="alignnone" title="in motion" src="http://farm1.static.flickr.com/27/57817526_7eb537d43a.jpg" alt="Camil Tulcan" width="500" height="333" /></a><br />
<em>Camil  Tulcan</em></p>
<p><em><a href="http://www.flickr.com/people/muffmuff/"><img class="alignnone" title="It's not your fault, it's not your fault" src="http://farm3.static.flickr.com/2664/4004304595_59e3bb8aee.jpg" alt="it's life" width="500" height="318" /></a><br />
it&#8217;s life</em></p>
<p><em><a href="http://www.flickr.com/people/sunside/"><img class="alignnone" title="untitled observation (poetry in motion)" src="http://farm4.static.flickr.com/3103/2902753499_80091055c8.jpg" alt="Markus Mayer" width="500" height="332" /></a><br />
Marcus Mayer </em></p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://camaraobscura.fot.br/2009/12/31/tecnica-e-linguagem-movimento/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>2</slash:comments>
	<creativeCommons:license>http://creativecommons.org/licenses/by-nc/3.0/br/</creativeCommons:license>
	</item>
		<item>
		<title>E essa tal de técnica?</title>
		<link>http://camaraobscura.fot.br/2009/12/27/e-essa-tal-de-tecnica/</link>
		<comments>http://camaraobscura.fot.br/2009/12/27/e-essa-tal-de-tecnica/#comments</comments>
		<pubDate>Sun, 27 Dec 2009 11:30:42 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rodrigo F. Pereira</dc:creator>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>
		<category><![CDATA[Didáticos e informativos]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://camaraobscura.fot.br/?p=788</guid>
		<description><![CDATA[A técnica é provavelmente um dos assuntos mais discutidos entre fotógrafos, especialmente os amadores. No entanto, esse termo engloba muito mais do que os ajustes da câmera, alcançando um status quase mítico entre aqueles que se debruçam sobre a fotografia. Mas o que é, afinal, a técnica? E como ela se relaciona com outros aspectos [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A técnica é provavelmente um dos assuntos mais discutidos entre fotógrafos, especialmente os amadores. No entanto, esse termo engloba muito mais do que os ajustes da câmera, alcançando um status quase mítico entre aqueles que se debruçam sobre a fotografia. Mas o que é, afinal, a técnica? E como ela se relaciona com outros aspectos da produção de imagens?</p>
<p>A técnica é o input, ou seja, o conjunto de instruções que damos ao equipamento, a forma de operar a máquina. Essa máquina pode ser a câmera fotográfica, um equipamento de iluminação ou um computador realizando o pós-processamento. Geralmente, quando se fala de técnica fotográfica, o assunto é a manipulação da câmera, notadamente ajustes de abertura, velocidade, ISO, distância focal, entre outros.</p>
<p>O que eu percebo é que a técnica é vista de forma distorcida, de diversas formas. Uma delas é a sobrevalorização. Acredita-se que saber fotografar é igual a dominar o input, ou seja, a apertar os botões.  Confunde-se o domínio da operação do equipamento com o domínio da fotografia como um todo, e frequentemente o fotógrafo amador se frustra ao conhecer todos os aspectos técnicos mas ainda assim não conseguir produzir fotografias de qualidade. Geralmente os cursos, sites e fóruns de fotografia destacam muito o desenvolvimento da operação do equipamento, deixando de lado outros aspectos do fazer fotográfico que são tão ou mais importantes do que a técnica.</p>
<p><a href="http://www.flickr.com/photos/lecercle/"><img class="alignnone" title="Akshay Mahajan" src="http://farm3.static.flickr.com/2033/2002895121_8d1269aefa.jpg" alt="Akshay Mahajan" width="500" height="333" /><br />
</a><em>Akshay Mahajan</em></p>
<p>Outro aspecto no qual ocorre distorção é a dicotomia entre técnica e criatividade. Acredita-se que existe uma técnica correta, única, e portanto limitadora de um fazer mais criativo. Algumas pessoas valorizam a não-técnica como uma expressão mais livre. No entanto, se há fotografia, é porque houve input. Se há input, há técnica. Mesmo que o input seja apertar o disparador segurando a câmera numa determinada altura virada para uma determinada direção, há algum técnica. Não se pode fugir disso.</p>
<p>Uma vez que a falácia da técnica correta é amplamente difundida, é natural que alguns fotógrafos busquem fugir disso, usando técnicas &#8220;erradas&#8221;. No entanto, essa é uma armadilha e o resultado provavelmente será tão inócuo quanto os obtidos pelos fotógrafos esmerados em produzir uma foto tecnicamente perfeita. Continua-se obedecendo cegamente a um preceito técnico, só que de forma inversa.</p>
<p><a href="http://www.flickr.com/photos/camil_t/"><img class="alignnone" title="Camil Tulcan" src="http://farm2.static.flickr.com/1050/1484664627_ce59f8ee2f.jpg" alt="Camil Tulcan" width="500" height="333" /></a><br />
<em>Camil Tulcan </em></p>
<p>Se considerarmos que: a) sempre existirá uma técnica; b) não há técnica correta e c) a técnica não é é limitadora da criatividade, qual o real lugar da técnica na fotografia? A técnica, o modo de fazer, a operação, o input, são importantes, mas devem ser secundários e subordinados à intenção do fotógrafo, à ideia, à motivação que leva ao ato fotográfico. A técnica deve ser aliada do desejo do fotógrafo em expressar algo que está no mundo.</p>
<p>Se a ideia é apenas mostrar algo que existe, aquilo que é tido como técnica &#8220;correta&#8221;, que faz com que a fotografia seja bastante parecida com a realidade, é suficiente. Se a ideia é mostrar bagunça, movimento, então pode-se usar procedimentos para gerar fotos borradas, sobrepostas. Sensações de amplitude ou achatamento são obtidas através do uso de distâncias focais mais curtas ou longas. Subexposições ou superexposições são úteis para criar certas atmosferas de escuridão ou grande luminosidade. Ou seja, a fotografia apresenta uma enorme gama de possibilidades de expressão. Para isso, no entanto, o carro não deve ser colocado na frente dos bois, e os recursos técnicos não podem ser vistos como fim em si mesmos. Quando se consegue estabelecer um processo criativo em que se sabe o que quer e a técnica é bem empregada a fim de se obter aquilo que quer, os resultados são melhores e a fotografia se torna um processo mais completo e integrado.</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://camaraobscura.fot.br/2009/12/27/e-essa-tal-de-tecnica/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>5</slash:comments>
	<creativeCommons:license>http://creativecommons.org/licenses/by-nc/3.0/br/</creativeCommons:license>
	</item>
		<item>
		<title>As digitais de fato têm menor latitude? E daí?</title>
		<link>http://camaraobscura.fot.br/2009/12/21/as-digitais-de-fato-tem-menor-latitude-e-dai/</link>
		<comments>http://camaraobscura.fot.br/2009/12/21/as-digitais-de-fato-tem-menor-latitude-e-dai/#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 21 Dec 2009 12:47:36 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rodrigo F. Pereira</dc:creator>
				<category><![CDATA[Didáticos e informativos]]></category>
		<category><![CDATA[Equipamento]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://camaraobscura.fot.br/?p=781</guid>
		<description><![CDATA[Sempre ouvi dizer que uma das deficiências das câmeras digitais em relação ao filme seria a menor latitude de exposição. Uma vez que eu não sou um expert técnico nem me interessa entender essa questão através da leitura de gráficos e fórmulas matemáticas, vou abordar o problema por uma perspectiva prática e subjetiva. Estou considerando [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Sempre ouvi dizer que uma das deficiências das câmeras digitais em relação ao filme seria a menor latitude de exposição. Uma vez que eu não sou um expert técnico nem me interessa entender essa questão através da leitura de gráficos e fórmulas matemáticas, vou abordar o problema por uma perspectiva prática e subjetiva.</p>
<p>Estou considerando latitude como a faixa de luminosidade em que há captura de detalhes pela câmera, ou seja, em que se percebem gradações de sombras, sem áreas de estouro ou sombra completos. Em um programa de edição de imagens, pode-se optar por obter informações da foto na passagem do mouse. Áreas em que os canais aparecem como 0, 0 e 0 ou 255, 255 e 255 estão fora da latitude da câmera.</p>
<p>Diz-se, então, que as câmeras digitais tem uma latitude pequena, o que significa que em cenas com uma variação muito grande de luminosidade, diversas áreas aparecerão como sombras ou estouros completos, reduzindo o nível de detalhes observados. No entanto, sempre tive a impressão de que isso não seria uma verdade absoluta, considerando a fotografia em RAW.</p>
<p><a href="http://camaraobscura.fot.br/wp-content/uploads/2009/12/IMGP6827.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-782" title="IMGP6827" src="http://camaraobscura.fot.br/wp-content/uploads/2009/12/IMGP6827.jpg" alt="" width="500" height="749" /></a></p>
<p>Tomemos como exemplo a imagem acima. Fiz essa foto numa situação de contraste bastante alto. Sol de verão quase a pino e diversas áreas de sombra. Com ajustes conservadores na conversão do RAW, temos plena legibilidade tanto na área de sombra quanto na área de luz.  Da área central para a parte ensolarada, havia uma diferença de cerca de 6 pontos de luz, bem administrados pela máquina. Houve perda de detalhes nas àrvores do lado esquerdo, ao fundo e no carro branco a direita. Ambos ficaram fora da faixa em que a câmera conseguia capturar detalhes. Provavelmente a variação de luz de uma dessas áreas para a outra superaria os 10 pontos.</p>
<p>A questão é: como seria se eu tivesse mais latitude? Se fosse o caso, a câmera teria que espremer mais gradações de luz dentro do espectro de 255 variações para cada canal de cor. E de fato temos essa latitude: podemos, na conversão do RAW, ganhar detalhes nas áreas de sombras e altas luzes. Ou seja, a câmera tem capacidade de gerar arquivos com ainda mais flexibilidade do que o apresentado acima. O problema é que uma imagem com maior latitude e mais detalhes sairia com contraste mais baixo, como a versão seguinte:</p>
<p><a href="http://camaraobscura.fot.br/wp-content/uploads/2009/12/IMGP6827bc.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-783" title="IMGP6827bc" src="http://camaraobscura.fot.br/wp-content/uploads/2009/12/IMGP6827bc.jpg" alt="" width="500" height="749" /></a></p>
<p>Percebe-se claramente o ganho de detalhes, especialmente nas áreas mais escuras. No entanto, a foto ficou com um aspecto artificial e desbotado, sem graça. Esse ganho pode ser útil e interessante em algumas aplicações específicas, como fotos de paisagens. Mas no geral, não é interessante. Isso me leva a pensar que as câmeras digitais têm sim uma boa latitude quando usamos RAW — e a máquina em questão é uma velhinha e simplória K100D. Contudo, essa latitude extra geralmente é descartada por uma questão estética, de aspecto natural da cena e do impacto através do contraste. Adicionar contraste, que é uma prática comum, significa, de certa forma,<em> diminuir</em> a latitude. Será que faz sentido, então, reclamar da suposta falta de latitude das digitais, se essa falta não é tão grande assim e se mesmo o que já se tem hoje não costuma ser usado?</p>
<p>Essa é a minha visão extremamente prática. Acho bem provável que possam ser citadas situações em que essa suposta maior latitude seja extremamente útil, bem como sejam mostrados trabalhos em que se pode conjugar maior latitude com uma boa resolução estética. E há também todas as questões técnicas sobre as quais tenho pouco conhecimento para abordar, portanto esse texto fica totalmente aberto (e dependente) para comentários  de quem puder contribuir com essas questões.</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://camaraobscura.fot.br/2009/12/21/as-digitais-de-fato-tem-menor-latitude-e-dai/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>5</slash:comments>
	<creativeCommons:license>http://creativecommons.org/licenses/by-nc/3.0/br/</creativeCommons:license>
	</item>
		<item>
		<title>Acertando os tamanhos de impressão de fotos</title>
		<link>http://camaraobscura.fot.br/2008/09/16/acertando-os-tamanhos-de-impressao-de-fotos/</link>
		<comments>http://camaraobscura.fot.br/2008/09/16/acertando-os-tamanhos-de-impressao-de-fotos/#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 16 Sep 2008 12:28:33 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rodrigo F. Pereira</dc:creator>
				<category><![CDATA[Didáticos e informativos]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://camaraobscura.fot.br/?p=312</guid>
		<description><![CDATA[Nos tempos do filme, ampliar fotos era uma tarefa mais simples. Não havia muita preocupação com cortes, pois a foto não existia antes de estar no papel. Agora, com as fotos digitais, geralmente vemos os arquivos antes de mandar para o laboratório e podemos comparar com o que foi impresso. E, se você for como [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: left;">Nos tempos do filme, ampliar fotos era uma tarefa mais simples. Não havia muita preocupação com cortes, pois a foto não existia antes de estar no papel. Agora, com as fotos digitais, geralmente vemos os arquivos antes de mandar para o laboratório e podemos comparar com o que foi impresso. E, se você for como eu, quer que a foto saia exatamente do jeito que está na tela, especialmente se você fez um enquadramento bem feito e um tratamento cuidadoso. Mesmo que você não seja tão preciosista, o mínimo que vai querer é que as imagens não saiam totalmente cortadas ou com faixas brancas nas laterais. Como evitar isso?</p>
<p style="text-align: left;">Antes de mais nada, é preciso entender que as câmeras digitais fotografam em dois formatos o 3&#215;2 e o 4&#215;3 (algumas também fazem imagens em 16&#215;9, mas como essas são mais digiridas à visualização em TVs e monitores <em>widescreen</em>, não vamos nos ater a ele). A proporção 3&#215;2 significa que para três centímetros que se tem no lado maior, haverá 2 no lado menor. É o formato utilizado pelas câmeras de filme e pela maior parte das câmeras digitais reflex e profissionais. Já o formato 4&#215;3 tem, para cada quatro centímetros no lado maior, três do lado menor. É uma proporção mais &#8220;quadrada&#8221;, presente na maior parte das câmeras compactas e algumas <em>reflex</em>, como as da Olympus.</p>
<p style="text-align: left;">Sabendo disso, é preciso identificar qual o formato que a sua câmera utiliza. Algumas permitem que se escolha a proporção, então você pode selecionar essa opção através dos menus. Outras não tem essa facilidade. Para saber se a sua câmera fotografa em 3&#215;2 ou 4&#215;3, abra uma pasta que contenha alguma das suas fotos. Passe o mouse por cima dela, e o Windows lhe informará a resolução. Caso não apareça, clique com o botão direito em propriedades e detalhes avançados. Divida o número maior de pixels pelo número menor (por exemplo, 3008 por 2008). Se o resultado for próximo de 1,5, sua câmera fotografa em 3&#215;2. Se for próximo de 1,33, sua câmera fotografa em 4&#215;3.</p>
<p style="text-align: left;">A partir daí, você pode escolher o tamanho de papel que melhor se ajusta ao formato que a sua câmera produz. Abaixo há uma tabela com os tamanhos mais comuns separados pelo formato mais adequado. Tomei como referência o laboratório <a href="http://www.capovilla.com.br" target="_blank">Capovilla</a>, que tem alguns tamanhos muito interessantes que não estão disponíveis em outros lugares, como o 12,7 por 19cm, ótimo para uma ampliação no formato 3&#215;2.</p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://camaraobscura.fot.br/wp-content/uploads/2008/09/tablea.gif"><img class="size-full wp-image-316" title="Tabela impressão x proporção" src="http://camaraobscura.fot.br/wp-content/uploads/2008/09/tablea.gif" alt="" width="500" height="266" align="center" /></a></p>
<p style="text-align: left;">O que podemos ver na tabela é que o formato 3&#215;2 tem mais opções para impressões em grandes tamanhos. Mas é bom lembrar que há aí uma padronização. Nesses casos, nada impede de fazer uma impressão que gere faixas brancas e pedir para que o laboratório as refile. Mas outra coisa importante é que muitos tamanhos populares, como o 13&#215;18 (arredondando), o 15&#215;21 e o 25&#215;30 não são adequados para nenhum dos dois formatos, gerando cortes ou perdas em ambos.</p>
<p style="text-align: left;">Outra informação importante é que poucos tamanhos se adaptam <em>exatamente</em> ao formato da foto. Na maior parte dos casos, será preciso algum tipo de corte, ainda que de milímetros. A melhor forma é enviar para o laboratório já no tamanho certo, para que você decida sobre o corte e não o laboratorista. A ferramento crop do Photoshop permite inserir o tamanho do papel em centímetros, gerando um arquivo no tamanho adequado.</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://camaraobscura.fot.br/2008/09/16/acertando-os-tamanhos-de-impressao-de-fotos/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>4</slash:comments>
	<creativeCommons:license>http://creativecommons.org/licenses/by-nc/3.0/br/</creativeCommons:license>
	</item>
		<item>
		<title>Lentes normais nas câmeras digitais</title>
		<link>http://camaraobscura.fot.br/2008/09/15/lentes-normais-nas-cameras-digitais/</link>
		<comments>http://camaraobscura.fot.br/2008/09/15/lentes-normais-nas-cameras-digitais/#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 15 Sep 2008 11:40:28 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rodrigo F. Pereira</dc:creator>
				<category><![CDATA[Didáticos e informativos]]></category>
		<category><![CDATA[Equipamento]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://camaraobscura.fot.br/?p=301</guid>
		<description><![CDATA[Objetivas fotográficas são divididas em três categorias: grandes-angulares, normais e teleobjetivas. Essa classificação se refere ao ângulo de visão que elas propiciam. As lentes normais são aquelas que mostram um ângulo de visão relativamente próximo ao da visão &#8220;natural&#8221; humana. Se fizermos uma foto com uma lente normal e ampliarmos em um tamanho grande o [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Objetivas fotográficas são divididas em três categorias: grandes-angulares, normais e teleobjetivas. Essa classificação se refere ao ângulo de visão que elas propiciam. As lentes normais são aquelas que mostram um ângulo de visão relativamente próximo ao da visão &#8220;natural&#8221; humana. Se fizermos uma foto com uma lente normal e ampliarmos em um tamanho grande o suficiente, poderemos &#8220;sobrepor&#8221; a foto com a cena real em que ela foi feita e haverá um &#8220;encaixe&#8221; mais ou menos preciso. As objetivas que têm um campo de visão mais amplo são as grandes-angulares e as que estreitam o campo de visão, dando impressão de aproximacão são as teleobjetivas.</p>
<p>O ângulo de visão é determinado pela distância focal da lente (o número descrito em milímetros, como 50mm, 200mm, 18-55mm). Quando a lente apresenta apenas um número, se trata de uma lente fixa, ou <em>prime</em>, que sempre tem o mesmo ângulo de visão. Uma lente com distância focal variável (como 28-200mm) abre ou fecha o campo de visão de acordo com o desejo do usuário: são as chamadas lentes <em>zoom</em>.</p>
<p>Na época do filme, havia uma lente que servia à grande maioria dos propósitos, justamente por se encaixar no conceito de lente normal: a 50mm. Além de ser uma normal, as 50mm sempre foram baratas, claras e com boas fórmulas óticas, permitindo fotografia de qualidade e versatilidade a um baixo custo. A maior parte das câmeras mecânicas de filme já vinham de fábrica com uma lente 50mm.</p>
<p>No entanto, para determinar a distância focal da lente normal, é preciso considerar o tamanho do fotograma, ou seja o tamanho do quadro do filme em que a foto será feita ou, no caso das digitais, o tamanho do sensor. Ao medir a diagonal desse quadro, teremos uma distância em mm que corresponderá à distância focal normal da lente. Um filme 135 tem o fotograma de 24x36mm. A sua diagonal é de 43,3mm. Portanto, a normal numa câmera de filme convencional é uma lente que tenha cerca d 43,3mm como distância focal. As objetivas de 50mm foram adotadas como normais pelo criador da Leica, pois naquela época com 50mm era possível produzir lentes com melhor qualidade, especialmente no que se refere à nitidez.</p>
<p>Hoje as 50mm ainda são boas, bonitas e baratas. E ouço muita gente falando que elas são extremamente versáteis por serem normais. Só que há um engano aí, pois o tamanho do sensor da maior parte das câmeras digitais reflex não é o mesmo do filme, e sim um pouco menor. O sensor <em>APS</em>, como é chamado, mede 16,7&#215;25,1mm, com uma diagonal de 30,1mm. Ou seja, numa <em>reflex</em> digital, a versatilidade de uma lente normal será obtida com uma objetiva de 30mm, não de 50mm. Nessas câmeras, a 50mm é, na verdade, uma teleobjetiva.</p>
<p>E esse é um dos grandes problemas do sistema <em>APS</em>: não termos mais uma lente boa e barata para funcionar como normal. As lentes da faixa dos 35mm, que cumprem essa função no sistema digital não são tão boas nem tão claras quanto as 50mm (e quando são claras, são caríssimas). Portanto, para ter um ângulo de visão normal, temos que recorrer às lentes zoom, geralmente piores na ótica e bem mais escuras ou a uma objetiva <em>prime</em> na faixa dos 30mm com boa qualidade óptica.</p>
<p>Eu optei por uma solução boa e barata: uma objetiva Mir 1V (ou Mir 1B, se considerar o B cirílico), para o sistema M42 que uso na minha câmera com adaptador. Como ela tem uma distância focal de 37mm, obtém-se um ângulo mais próximo do que seria o normal no sensor APS. Além disso, a lente é extremamente nítida e relativamente clara (f/2.8). Os pontos negativos são o foco manual e uma vulnerabilidade a flares, requerendo o uso de parassol. A Mir 1V, ainda fabricada, custa menos de 50 dólares no eBay e vem num bizarro pote estilo <em>tuppwerware</em>. Algumas fotos feitas com a lente em uma Pentax K100D (clique para ver maior):</p>
<p><a href="http://img211.imageshack.us/my.php?image=mir1bl1.jpg" target="_blank"><img src="http://img211.imageshack.us/img211/3007/mir1bl1.th.jpg" border="0" alt="" /></a> <a href="http://img398.imageshack.us/my.php?image=mir2se6gj3.jpg" target="_blank"><img src="http://img398.imageshack.us/img398/2306/mir2se6gj3.th.jpg" border="0" alt="Free Image Hosting at www.ImageShack.us" /></a> <a href="http://img211.imageshack.us/my.php?image=mir3ac0.jpg" target="_blank"><img src="http://img211.imageshack.us/img211/5205/mir3ac0.th.jpg" border="0" alt="" /></a></p>
<p><strong>Fontes</strong><br />
<a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Normal_lens" target="_blank">Wikipedia</a><br />
<a href="http://m42.artlimited.net/lens_detail.php?lid=261" target="_blank">M42</a></p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://camaraobscura.fot.br/2008/09/15/lentes-normais-nas-cameras-digitais/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>6</slash:comments>
	<creativeCommons:license>http://creativecommons.org/licenses/by-nc/3.0/br/</creativeCommons:license>
	</item>
		<item>
		<title>Trocando o despolido da K100D</title>
		<link>http://camaraobscura.fot.br/2008/08/26/trocando-o-despolido-da-k100d/</link>
		<comments>http://camaraobscura.fot.br/2008/08/26/trocando-o-despolido-da-k100d/#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 26 Aug 2008 13:31:31 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rodrigo F. Pereira</dc:creator>
				<category><![CDATA[Didáticos e informativos]]></category>
		<category><![CDATA[Equipamento]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://camaraobscura.fot.br/?p=296</guid>
		<description><![CDATA[O despolido (ou focusing screen) é uma peça presente nas câmeras reflex responsável pela visualização do foco e pelas marcações que se vê no visor. Antigamente, as câmeras reflex tinha visores grandes e despolidos com recursos para auxiliar no foco, uma vez que muitas lentes não possuiam foco automático. Com a automatização os visores passaram [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O despolido (ou focusing screen) é uma peça presente nas câmeras reflex responsável pela visualização do foco e pelas marcações que se vê no visor. Antigamente, as câmeras reflex tinha visores grandes e despolidos com recursos para auxiliar no foco, uma vez que muitas lentes não possuiam foco automático. Com a automatização os visores passaram ser menores, já que as câmeras são responsáveis pelo foco. Não é mais preciso conferir no olho se está tudo perfeitamente focado.</p>
<p>Com as câmeras digitais reflex mais simples, isso piorou bastante. Ficamos na total dependência do foco automático. Para quem gosta de usar lentes manuais, as Pentax até oferecem uma boa compatibilidade e o sistema de foco da câmera avisa quando o objeto está focado. Só que esse sistema não é muito preciso, ainda mais quando estamos usando grandes aberturas, que levam a uma profundidade de campo reduzida. Como tenho 3 lentes claras de foco manual, estava sofrendo muito com isso.</p>
<p>Resolvi então comprar um novo despolido, vendido no eBay por 28 dólares (incluindo frete). A peça vem de Hong Kong já com o material necessário para que o próprio usuário realize a troca, como mostram as fotos abaixo.</p>
<p><img src="http://img401.imageshack.us/img401/1993/dscn0115hw9.jpg" alt="Image Hosted by ImageShack.us" /></p>
<p><img src="http://img411.imageshack.us/img411/4368/dscn0116xm8.jpg" alt="Image Hosted by ImageShack.us" /></p>
<p>Para fazer a instalação, é preciso remover a presilha metálica que suporta o despolido, como pode ser visto na foto abaixo. Para isso se utiliza a pinça de metal.</p>
<p><img src="http://img262.imageshack.us/img262/8687/dscn0118lw7.jpg" alt="Image Hosted by ImageShack.us" /></p>
<p>Depois que a presilha é liberada, o despolido fica solto. Basta usar a pinça plástica para retirar um e colocar outro. Não se deve usar a pinça metálica pois ela pode riscar a peça.</p>
<p><img src="http://img411.imageshack.us/img411/2498/dscn0119gk3.jpg" alt="Image Hosted by ImageShack.us" /></p>
<p>Em seguida, é só pressionar a presilha com o despolido de volta para o lugar com o dedo.</p>
<p><img src="http://img262.imageshack.us/img262/8540/dscn0121fm0.jpg" alt="Image Hosted by ImageShack.us" /></p>
<p>A instalação está pronta. A nova peça não atrapalha o autofoco e permite um foco manual bem mais preciso, pois contém microprismas e um bipartido, que permitem conferir o foco. Veja como é o aspecto da peça instalada.</p>
<p><img src="http://img411.imageshack.us/img411/7277/dscn0122ro5.jpg" alt="Image Hosted by ImageShack.us" /></p>
<p>E um teste prático. Fazendo o foco&#8230;</p>
<p><img src="http://img409.imageshack.us/img409/8205/dscn0125qn9.jpg" alt="Image Hosted by ImageShack.us" /></p>
<p>E o resultado, foto com foco preciso mesmo usando uma lente manual em f/1.4.</p>
<p><img class="alignnone size-full wp-image-297" title="20080826-imgp2796" src="http://camaraobscura.fot.br/wp-content/uploads/2008/08/20080826-imgp2796.jpg" alt="" /></p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://camaraobscura.fot.br/2008/08/26/trocando-o-despolido-da-k100d/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>12</slash:comments>
	<creativeCommons:license>http://creativecommons.org/licenses/by-nc/3.0/br/</creativeCommons:license>
	</item>
	</channel>
</rss>

