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	<title>Câmara Obscura &#187; Equipamento</title>
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	<description>Artigos, notícias e reflexões sobre fotografia</description>
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		<title>Mamiya C330</title>
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		<pubDate>Sun, 15 Apr 2012 12:41:30 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rodrigo F. Pereira</dc:creator>
				<category><![CDATA[Análises]]></category>
		<category><![CDATA[Equipamento]]></category>
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		<category><![CDATA[Mamiya]]></category>
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		<description><![CDATA[A Mamiya C330 é uma câmera de médio formato, no estilo TLR (twin lens reflex), na qual a lente superior serve para composição, ao projetar a imagem no despolido que é visto pela parte de cima da câmera e a lente inferior é a que efetivamente faz a foto. As TLRs mais famosas eram as [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A Mamiya C330 é uma câmera de médio formato, no estilo TLR (twin lens reflex), na qual a lente superior serve para composição, ao projetar a imagem no despolido que é visto pela parte de cima da câmera e a lente inferior é a que efetivamente faz a foto. As TLRs mais famosas eram as Rolleiflex, que até hoje têm seus usuários fiéis. As TLRs têm duas características diferenciais que as tornam interessantes: primeiro, o fato de serem seguradas na altura do peito ou da barriga — assim como algumas outras médio formato, como as Hasselbads — tornam o auto fotográfico algo menos agressivo; segundo, o formato quadrado, com fotogramas de 6 x 6 cm. Cada rolo de filme 120 rende 12 fotos.</p>
<p>A C330 é uma câmera pesada, com cerca de 1,7kg. Seu atributo principal é, ao contrário da maioria das TLRs, contar com objetivas intercambiáveis. Ela tem correção de paralaxe e o foco se dá estendendo a parte frontal da câmera, revelando um fole nas laterais. Por conta disso, dependendo da distância do foco, é necessário compensar a exposição, o que é indicado por uma agulha no visor superior. Como a câmera não tem fotômetro, ela necessita de um externo — ou uma tabela de exposição. A vantagem disso é que ela não usa nenhuma bateria, sendo a sua operação totalmente mecânica. Uma vez que o seu espelho é fixo, sua operação também é mais silenciosa, quando comparada a uma SLR. A C330 data dos anos 70 do século passado. Ela chegou a ser fabricada no Brasil, na Zona Franca de Manaus.</p>
<p><a href="http://camaraobscura.fot.br/wp-content/uploads/2012/04/P4150015.jpg"><img class="alignnone  wp-image-2166" title="P4150015" src="http://camaraobscura.fot.br/wp-content/uploads/2012/04/P4150015.jpg" alt="" width="288" height="432" /></a> <a href="http://camaraobscura.fot.br/wp-content/uploads/2012/04/P4150017.jpg"><img class="alignnone  wp-image-2167" title="P4150017" src="http://camaraobscura.fot.br/wp-content/uploads/2012/04/P4150017.jpg" alt="" width="288" height="432" /></a></p>
<p>Usar uma TRL torna fotografar uma experiência diferente. As pessoas perguntam: &#8220;isso funciona?&#8221;. Ficam admiradas de ver que ela gera uma imagem com alta definição, especialmente usando cromo, por conta da área do negativo, que é 4 vezes maior do que um fotograma de 35mm. A C330 é muito pesada para uma caminhada longa com ela no pescoço, mas em situações mais estáticas seu uso vale a pena. A profundidade de campo curta permite desfoques interessantes, mas por outro lado requer cuidado na focagem, uma vez que um elemento aparentemente em foto pode na verdade estar ligeiramente desfocado. Há uma lente no capuchão que permite ampliar a — já grande — imagem projetada no despolido.</p>
<p><a href="http://camaraobscura.fot.br/wp-content/uploads/2012/04/7077473775_27e488a55d_z.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-2163" title="Mamiya C330" src="http://camaraobscura.fot.br/wp-content/uploads/2012/04/7077473775_27e488a55d_z.jpg" alt="" width="640" height="638" /></a></p>
<p><a href="http://camaraobscura.fot.br/wp-content/uploads/2012/04/6785694695_6182b0ae86_z.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-2162" title="Mamiya C330 (2)" src="http://camaraobscura.fot.br/wp-content/uploads/2012/04/6785694695_6182b0ae86_z.jpg" alt="" width="640" height="630" /></a></p>
<p><strong>Mais informações (em inglês):</strong><br />
<a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Mamiya_C330" target="_blank"> http://en.wikipedia.org/wiki/Mamiya_C330</a><br />
<a href="http://bipmistry.wordpress.com/mamiya-c330/" target="_blank"> http://bipmistry.wordpress.com/mamiya-c330/</a><br />
<a href="http://www.lumieresenboite.com/collection2.php?l=2&amp;c=Mamiya_C330" target="_blank"> http://www.lumieresenboite.com/collection2.php?l=2&amp;c=Mamiya_C330</a></p>
<p><strong>Manual online (em inglês):</strong><br />
<a href="http://www.propellerheads.com/technical/c330s/" target="_blank"> http://www.propellerheads.com/technical/c330s/</a></p>
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		<title>Câmeras e fogões</title>
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		<pubDate>Sun, 16 Oct 2011 15:09:50 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rodrigo F. Pereira</dc:creator>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>
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		<description><![CDATA[Na última sexta, eu e minha amiga Paula Porto andávamos pelo centro de São Paulo, na região da Rua Sete de Abril, famosa por reunir diversas lojas de material fotográfico. Estávamos indo até o laboratório do sr. Ogava, na Rua Barão de Itapetininga, para deixar alguns rolos de Tri-X para revelar. Paula tem um blog [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Na última sexta, eu e minha amiga Paula Porto andávamos pelo centro de São Paulo, na região da Rua Sete de Abril, famosa por reunir diversas lojas de material fotográfico. Estávamos indo até o laboratório do sr. Ogava, na Rua Barão de Itapetininga, para deixar alguns rolos de Tri-X para revelar. Paula tem um blog de culinária bastante conceituado, o <a href="http://desaltoaltonacozinha.blogspot.com" target="_blank">&#8230;de Salto Alto na Cozinha</a>. As fotos dos pratos que ela apresenta no site são feitas pelo seu marido, Ricardo. Passando pelas lojas cheias de câmeras e lentes nas vitrines, começamos a conversar sobre equipamentos, fotográficos e culinários.</p>
<p>Ela me contou que tinha alguns amigos que também gostavam de fotografia. Ela explicou que o padrão que eles apresentavam era de aquisição de uma grande quantidade de material: lentes, mochilas, acessórios. Fazendo uma analogia com a culinária, ela falou, em tom divertido, sobre pessoas que tinham fogões e equipamentos de cozinha caros e sofisticados, mas que apenas os utilizavam para receitas extremamente simples, para as quais não havia necessidade de tanto. Constatamos que existe, muitas vezes, um fetiche pela manipulação da ferramenta como mais importante do que a criação de fato. Ou seja, há pessoas que gostam de usar a câmera, mais do que de fazer fotos; ou de usar o fogão, mais do que de cozinhar.</p>
<p><a href="http://www.flickr.com/people/brightnesslevels/"><img class="alignnone size-full wp-image-2041" title="Sergey Podatelev" src="http://camaraobscura.fot.br/wp-content/uploads/2011/10/6016011009_ced2ff7be7_z.jpg" alt="Sergey Podatelev" width="640" height="427" /><br />
</a>Sergey Podatelev</p>
<p>Enquanto esperávamos o elevador no antigo prédio a poucos metros do Teatro Municipal, perguntei se as pessoas sobre quem ela falou eram felizes fazendo isso. Ela disse que sim, que eles se divertiam muito tanto com suas câmeras como na cozinha. Respondi, então, que achava que não havia mal nenhum nisso e que, na verdade, era isso que importava. No fundo, o que todos queremos é fazer aquilo que nos faz bem, e me parece fora de lugar criticar alguém porque seu prazer está na operação dos equipamentos e não na criação de fotografias — ou pratos.</p>
<p>Chegamos ao laboratório. A sala em que o Ogava nos recebe estava no seu habitual caos, repleta de pacotes amarelos de filmes revelados, fotografias ampliadas, algumas câmeras antigas jogadas em um canto e a antiga TV de tubo sobre um móvel. A janela estreita e longa no fundo da sala, condizente com o alto pé direito, permitia a entrada da luz opaca, típica de um dia chuvoso de outubro. Deixei dois rolos de filme para revelação e pedi que ele ampliasse, em 30&#215;40 cm, o retrato de um casal de amigos que se juntará em breve e que eu havia feito alguns meses antes: será uma espécie de presente de casamento. Conversei com ele sobre como fazer o corte para acertar o quadro na proporção do papel e fomos embora.</p>
<p><a href="http://www.flickr.com/people/noise0124/"><img class="alignnone size-full wp-image-2042" title="5601157247_7ee94dea46_z" src="http://camaraobscura.fot.br/wp-content/uploads/2011/10/5601157247_7ee94dea46_z.jpg" alt="We Make Noise !" width="640" height="429" /><br />
</a>We Make Noise !</p>
<p>Embora eu já tenha sido muito crítico em relação a questão da supervalorização do equipamento — e provavelmente alguns dos textos mais antigos do Câmara Obscura refletem isso — hoje não me sinto à vontade para criticar a forma como as pessoas escolhem usar o seu tempo. Há uma espécie de paradigma, entre fotógrafos amadores-avançados e profissionais, que diz que as pessoas não podem simplesmente usar uma câmera e fotografar os momentos relevantes da sua vida. De acordo com essa concepção, elas têm que estudar fotografia, têm que saber como usar a câmera, têm que fazer cursos, têm que ler livros, têm que saber compor, e por aí vai. Mas, pensando a fundo, não consigo imaginar nenhuma boa razão para todas essas obrigações. A impressão que dá é que todo mundo é obrigado a produzir obras-primas o tempo todo. Essa concepção não é apenas ditatorial — é também impossível.</p>
<p>Não deixo de pensar, no entanto, que para aqueles que de fato querem fazer fotos significativas — por opção, não imposição — que além de todo o estudo que realmente é necessário, é preciso utilizar o equipamento com racionalidade. Uma boa câmera compacta, ou uma reflex digital com a lente do kit (em geral 18-55mm), ou uma reflex analógica com uma lente de 50mm são mais do que suficientes para um fotógrafo inspirado, com boas ideias e disposição para procurar as melhores imagens. Até porque a &#8220;limitação&#8221; do equipamento ajuda no desenvolvimento de outras habilidades que são essenciais para a boa fotografia e não estão na operação da câmera (escolha do assunto, leitura da luz, ângulo, momento). Isto posto, posso até arriscar uma conclusão: se o seu prazer está na operação da câmera — e não há nada de errado nisso — você provavelmente está certo em ter o máximo de equipamento possível. No entanto, se a sua busca é por uma fotografia significativa no seu conteúdo, talvez seja uma boa ideia reduzir o equipamento ao mínimo possível.</p>
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		<title>O perturbador Kodachrome</title>
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		<pubDate>Mon, 10 Oct 2011 03:48:26 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rodrigo F. Pereira</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Kodachrome é o nome de uma série de filmes fotográficos positivos (slides) fabricados pela Kodak entre 1935 e 2009. Durante o tempo em que foi produzido, era um dos filmes coloridos mais utilizados, tendo sido fabricado em diversos formatos, tanto para fotografia quanto para filmagem. Na primeira vez em que vi um slide Kodachrome de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Kodachrome é o nome de uma série de filmes fotográficos positivos (slides) fabricados pela Kodak entre 1935 e 2009. Durante o tempo em que foi produzido, era um dos filmes coloridos mais utilizados, tendo sido fabricado em diversos formatos, tanto para fotografia quanto para filmagem.</p>
<p>Na primeira vez em que vi um slide Kodachrome de 35mm nas minhas mãos, me assustei. O susto foi pelo fato da foto ter sido feita há mais de 30 anos e as cores, o contraste e a estrutura do filme estarem impecáveis. Mesmo não tendo sido armazenados com muito cuidado, os slides pareciam ter sido fotografados no dia anterior. Outros filmes que estavam armazenados juntos estavam praticamente destruídos pelo tempo e pelos fungos. Esses outros filmes, ou mesmo as fotos impressas, vão se desgastando com o tempo, perdendo suas cores e contrastes. Assim, quando vemos uma foto antiga, há uma espécie de embaçamento que nos distancia da imagem e denuncia a época em que foi feita. Quando guardados da forma correta, os Kodachromes aguentam por 50 anos ou mais, preservando suas características. E aí, quando nos deparamos com uma dessas fotos, sem o embaçamento esperado, há um choque pelo não distanciamento, que abala nossa concepção de tempo.</p>
<p>Se você fizer uma busca pelo termo Kodachrome, verá uma série de fotografias feitas com ele há 2, 10, 20, 30 ou até 70 anos. O perturbador nisso tudo é que não há diferença entre as fotos. Todas parecem atuais. Vemos uma reunião de família ou dois irmãos num gramado com cores tão vívidas que é difícil acreditar que aqueles momentos já ficaram tão longe no passado. As fotos abaixo foram feitas com Kodachrome nas décadas de 1950 e 1960.</p>

<a href='http://camaraobscura.fot.br/2011/10/10/o-perturbador-kodachrome/3106153807_f80d7aa4ca_b/' title='3106153807_f80d7aa4ca_b'><img width="150" height="150" src="http://camaraobscura.fot.br/wp-content/uploads/2011/10/3106153807_f80d7aa4ca_b-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="Paul Walsh" title="3106153807_f80d7aa4ca_b" /></a>
<a href='http://camaraobscura.fot.br/2011/10/10/o-perturbador-kodachrome/4363342134_9feedf7b2f_b/' title='4363342134_9feedf7b2f_b'><img width="150" height="150" src="http://camaraobscura.fot.br/wp-content/uploads/2011/10/4363342134_9feedf7b2f_b-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="Liloueve" title="4363342134_9feedf7b2f_b" /></a>
<a href='http://camaraobscura.fot.br/2011/10/10/o-perturbador-kodachrome/68557214_c34d277428_o/' title='68557214_c34d277428_o'><img width="150" height="150" src="http://camaraobscura.fot.br/wp-content/uploads/2011/10/68557214_c34d277428_o-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="James Tworow" title="68557214_c34d277428_o" /></a>
<a href='http://camaraobscura.fot.br/2011/10/10/o-perturbador-kodachrome/6003279050_ee10401a52_b/' title='6003279050_ee10401a52_b'><img width="150" height="150" src="http://camaraobscura.fot.br/wp-content/uploads/2011/10/6003279050_ee10401a52_b-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="Steve Schlackman" title="6003279050_ee10401a52_b" /></a>

<p>Só depois de algum tempo pensando na questão do Kodachrome, percebi que a mesma coisa acontecerá daqui a algum tempo com as fotografias digitais. Depois da sua evolução inicial, o aspecto visual das fotos digitais passou a um patamar homogêneo. Se não houver uma grande mudança nesse aspecto geral, e se daqui a algumas décadas as fotos ainda se parecerem com as de hoje – em termos de cores e contraste, mesmo que visualizadas na tela – não teremos mais o embaçamento que nos permite situar a época em que a foto foi feita. Teremos que nos situar através de outros indicadores, como as roupas, cortes de cabelo, design de móveis ou carros. É complicado falar sobre o que pode ou não acontecer numa época em que tudo muda tão rapidamente como nos dias de hoje. Mas, se a fotografia digital continuar essencialmente a mesma, talvez ela faça com que alteremos, ainda que ligeiramente, nossa relação com o tempo, da mesma forma que fez o Kodachrome.</p>
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		<title>Anúncios ambulantes</title>
		<link>http://camaraobscura.fot.br/2011/05/26/anuncios-ambulantes/</link>
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		<pubDate>Thu, 26 May 2011 23:10:03 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rodrigo F. Pereira</dc:creator>
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		<category><![CDATA[consumismo]]></category>
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		<description><![CDATA[No post de hoje, abro uma exceção e, em vez de publicar um texto próprio, posto a tradução, feita por mim, de um post do blog mnmlist.com, de Leo Babauta. O artigo fala de consumo e da forma como lidamos com as marcas na nossa sociedade. Esse é um tema muito apropriado para alguns grupos [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>No post de hoje, abro uma exceção e, em vez de publicar um texto próprio, posto a tradução, feita por mim, de um post do blog <a href="http://mnmlist.com" target="_blank">mnmlist.com</a>, de Leo Babauta. O artigo fala de consumo e da forma como lidamos com as marcas na nossa sociedade. Esse é um tema muito apropriado para alguns grupos de fotógrafos e suas comunidades, que tendem a valorizar mais o equipamento do que a criatividade. Que adoram entrar numa loja de câmeras, mas raramente vão a uma exposição de arte. Que adoram ostentar as marcas que defendem, mas cuja fotografia diz muito pouco.</p>
<h2>Anúncios Ambulantes</h2>
<p>O minimalismo é uma contrapartida à tendência de transformar pessoas em puros consumidores, em commodities, em um mecanismo de mercado.</p>
<p>Perdemos a noção da simples verdade de que não precisamos de nenhum desses produtos que os marqueteiros e publicitários nos empurram.<span id="more-1907"></span></p>
<p>Nos esquecemos de que precisamos de <a href="http://mnmlist.com/needless/" target="_blank">muito pouco</a>, então compramos demais.</p>
<p>E não nos damos conta do fato de que as corporações nos usam como<em> ferramentas de publicidade e marketing.</em></p>
<p>Considero isso perturbador. É perturbador, em primeiro lugar, que sejamos usados dessa forma, mas mais perturbador ainda é que não percebamos isso e participemos voluntariamente desse processo.</p>
<p>Quando vestimos ou usamos itens com os logos e slogans das companhias cujos produtos utilizamos (Apple, Nike, Prada, Gucci), estamos fazendo propaganda pra eles. Somos anúncios ambulantes. Quando tuitamos sobre seus novos produtos, não estamos apenas compartilhando coisas legais com nossos amigos, estamos agindo como marionetes. Quando postamos reviews de novos aparelhos — ou os lemos diariamente — não estamos apenas compartilhando e pesquisando informações úteis, estamos fazendo parte da máquina de marketing.</p>
<p>Sou tão culpado quanto qualquer um, mas acho que é hora de refletirmos sobre isso.</p>
<p>Não sejamos marqueteiros para as companhias, não importa quão legais achamos que elas são. Não vamos nos identificar com o que compramos e usamos, mas com aquilo que criamos e com a forma através da qual ajudamos os outros.</p>
<p>Rejeitemos a propaganda como a forma dominante de conversação nesses dias, e rediscubramos a verdadeira interação humana.</p>
<p>Acho que não apenas merecemos; precisamos disso.</p>
<p>Para conferir o original em inglês, <a href="http://mnmlist.com/ads/" target="_blank">clique aqui</a>.</p>
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		<item>
		<title>A outra história da evolução das câmeras</title>
		<link>http://camaraobscura.fot.br/2011/04/20/a-outra-historia-da-evolucao-das-cameras/</link>
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		<pubDate>Thu, 21 Apr 2011 00:32:48 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rodrigo F. Pereira</dc:creator>
				<category><![CDATA[Equipamento]]></category>
		<category><![CDATA[camera obscura]]></category>
		<category><![CDATA[equipamento]]></category>
		<category><![CDATA[evolução]]></category>
		<category><![CDATA[sátira]]></category>
		<category><![CDATA[tecnologia]]></category>

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		<description><![CDATA[A fotografia revolucionou a sociedade desde o momento em que foi inventada. Ao possibilitar o registro estático de cenas reais, permitiu a todos reter memórias de lugares, pessoas e eventos. A invenção da câmera tornou viável a realização dessa tarefa quase mágica que, antes disso, ficava apenas no imaginário. Vejamos como esse instrumento evoluiu, desde [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A fotografia revolucionou a sociedade desde o momento em que foi inventada. Ao possibilitar o registro estático de cenas reais, permitiu a todos reter memórias de lugares, pessoas e eventos. A invenção da câmera tornou viável a realização dessa tarefa quase mágica que, antes disso, ficava apenas no imaginário. Vejamos como esse instrumento evoluiu, desde sua invenção até hoje, com destaque para os avanços tecnológicos envolvidos.<span id="more-1858"></span></p>
<div id="attachment_1863" class="wp-caption alignright" style="width: 250px"><a href="http://camaraobscura.fot.br/wp-content/uploads/2011/04/3133209356_de99bb157b_m.jpg"><img class="size-full wp-image-1863" title="3133209356_de99bb157b_m" src="http://camaraobscura.fot.br/wp-content/uploads/2011/04/3133209356_de99bb157b_m.jpg" alt="" width="240" height="161" /></a><p class="wp-caption-text">Câmeras arcaicas</p></div>
<p>Quando a fotografia foi inventada, em meados do século XIX, só existiam câmeras digitais. Havia uma infinidade de modelos, desde as pequenas e práticas até os modelos profissionais, com lentes intercambiáveis e sensores de altíssima resolução.</p>
<p>No entanto, as câmeras digitais enfrentavam várias dificuldades que impediram a sua popularização plena. Cerca de vinte anos depois do seu surgimento, foram criadas as câmeras de filme. Os anúncios não deixavam dúvidas sobre as vantagens: “não é preciso computador para processar as fotos”, “negativos não são apagáveis com um botão”. As câmeras de filme, também chamadas de analógicas, impulsionaram a popularização da fotografia. Os consumidores ficaram especialmente animados com o fato de poderem levar os filmes ao laboratório e sair com fotos em papel, uma grande novidade para a época. Antes as fotografias eram vistas apenas em telas de computadores e redes sociais.</p>
<div id="attachment_1862" class="wp-caption alignright" style="width: 250px"><a href="http://camaraobscura.fot.br/wp-content/uploads/2011/04/1985728211_dc3125d04c_m.jpg"><img class="size-full wp-image-1862" title="1985728211_dc3125d04c_m" src="http://camaraobscura.fot.br/wp-content/uploads/2011/04/1985728211_dc3125d04c_m.jpg" alt="" width="240" height="191" /></a><p class="wp-caption-text">Máquinas mecânicas deram um basta à eletrônica</p></div>
<p>Ainda havia, no entanto, espaço para evolução. Toda a parte eletrônica das máquinas fotográficas estava sujeita a quebras e à dependência de baterias. A indústria respondeu com a criação de câmeras mecânicas, que usavam baterias apenas para o fotômetro e tinham uma incrível durabilidade, chegando a funcionar por décadas sem precisar de revisão ou consertos. Outro avanço que surgiu com as câmeras mecânicas foram as lentes de foco manual. “Agora você escolhe onde quer o foco”, dizia um anúncio da Cankon, fabricante da época. A concorrente, Olymtax, também entrou na onda: “chega de confiar em chips: o sistema de foco mais avançado é o seu olho”.</p>
<p>O sucesso foi instantâneo, e as fabricantes tiveram um aumento estrondoso nas vendas. Pouco tempo depois, houve uma grande mudança na fotografia. As fábricas, através de pesquisas de mercado, verificaram que os consumidores se confundiam com as cores. Nasceu aí o filme preto e branco, tal qual conhecemos hoje. “Cinza é fashion”, dizia a propaganda de lançamento da Fujidak, líder mundial em filmes fotográficos.</p>
<div id="attachment_1864" class="wp-caption alignright" style="width: 227px"><a href="http://camaraobscura.fot.br/wp-content/uploads/2011/04/2457244020_9f6a710e69_m.jpg"><img class="size-full wp-image-1864" title="2457244020_9f6a710e69_m" src="http://camaraobscura.fot.br/wp-content/uploads/2011/04/2457244020_9f6a710e69_m.jpg" alt="" width="217" height="240" /></a><p class="wp-caption-text">Câmera recente: design minimalista</p></div>
<p>As câmeras, no entanto, ainda eram muito pequenas e portáteis. Fáceis de se perder e de serem roubadas, com o tempo elas se foram substituídas por um formato maior. Com negativos com área mais ampla, elas também proporcionavam fotografias de mais qualidade, segundo analistas. Além disso, havia apenas um modelo disponível, o que eliminou a indecisão na hora de fazer a compra, de acordo com o fabricante. Os laboratórios pararam de revelar as fotos em uma hora. Agora, era necessário enviar todas as câmeras para a matriz, que tirava o filme da máquina, processava as fotos e devolvia as câmeras já com um filme novo. Acabava, assim, o problema dos negativos queimados quando o filme não era manuseado corretamente.</p>
<p>Mais recentemente, passamos pela invenção de câmeras ainda maiores, compostas por foles e lentes mais simples. Essas câmeras eram operadas com negativos sendo aplicados em chapas de vidro e outros materiais. Uma vez que esses negativos tem uma sensibilidade baixa à luz (mais uma conquista da indústria fotográfica), o fotógrafo pode ficar por vários minutos contemplando a cena enquanto o filme é sensibilizado. No caso de retratos, a pessoa fotografada necessariamente tem que ficar imóvel um longo tempo, o que permite a ela um momento único de reflexão sobre a existência, especialmente ao usar uma espécie de cabide sob a roupa para manter a posição. Críticos argumentam que agora é preciso comprar uma caminhonete para levar o equipamento, mas as vendas recorde de automóveis com caçambas mostram que os entusiastas não estão nem aí. Segundo os gurus do marketing, esse é o estado da arte da evolução da câmera fotográfica.</p>
<p>Parece difícil imaginar para onde iremos a partir daqui, após mais de 150 anos de incontestável evolução. Mas obtivemos de um alto executivo da Vermeer Inc. a notícia de um projeto sendo desenvolvido que pode revolucionar mais uma vez a fotografia: a camera obscura. Segundo ele, a ideia é construir uma caixa com lente e espelho que projeta a imagem sobre um vidro despolido. O operador pode sobrepor o vidro com uma folha de papel e, com o uso de lápis e tinta, traçar ele mesmo a imagem, com o próprio punho. Nada mais de depender de filmes fotográficos. Parece bom demais para ser verdade, mas o diagrama ao lado confirma que o modelo está de fato sendo desenvolvido.</p>
<div id="attachment_1859" class="wp-caption alignright" style="width: 250px"><a href="http://camaraobscura.fot.br/wp-content/uploads/2011/04/Camera_Obscura_box18thCentury.jpg"><img class="size-full wp-image-1859 " title="Camera_Obscura_box18thCentury" src="http://camaraobscura.fot.br/wp-content/uploads/2011/04/Camera_Obscura_box18thCentury.jpg" alt="" width="240" height="211" /></a><p class="wp-caption-text">O protótipo da camera obscura: revolução?</p></div>
<p>“Ainda é apenas um conceito”, disse o executivo. “Provavelmente precisaremos de 10 a 20 anos para que esse produto se torne comum nas prateleiras. Mas acreditamos que levará a criatividade do fotógrafo profissional ou amador a um nível quase infinito.” É esperar para ver e preparar o bolso. Segundo a nossa fonte, a <em>camera obscura</em> não será vendida por menos de 5 mil dólares.</p>
<p><em>Essa é uma pequena sátira que tem como intuito levar à reflexão sobre a pretensa evolução dos produtos e, especialmente, sobre as artimanhas do discurso publicitário. O espírito crítico é cada vez mais essencial no mundo moderno.</em></p>
<p>Créditos das fotos: John Krats e The Sussman.</p>
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		<title>Low-fi no IPhone</title>
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		<pubDate>Fri, 29 Oct 2010 10:33:15 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rodrigo F. Pereira</dc:creator>
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			<content:encoded><![CDATA[<p>Sempre achei que fosse bobagem usar esses plug-ins ou programas que simulam efeitos de fotos analógicas em fotografias digitais, em especial os que emulavam a estética das toy-cameras. Tinha a concepção de que o ideal era ir à fonte, usando as câmeras em si e os filmes vencidos, processos cruzados etc. Nessa semana, no entanto, uma amiga me convenceu a baixar um aplicativo para o IPhone, o <a href="http://hipstamaticapp.com/" target="_blank">Hipstamatic</a>, que simula o efeito &#8220;lomo&#8221;. Ainda acho que nada substitui a estética original de se usar o sistema analógico, mas devo admitir que é divertido fotografar com o celular e ter a foto pronta com esse tipo de efeito. E, muitas vezes, a diversão é justificativa suficiente na fotografia.</p>
<p>Algumas fotos com o aplicativo:</p>
<p><span id="more-1545"></span></p>

<a href='http://camaraobscura.fot.br/2010/10/29/low-fi-no-iphone/img_0056/' title='IMG_0056'><img width="150" height="150" src="http://camaraobscura.fot.br/wp-content/uploads/2010/10/IMG_0056-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="IMG_0056" title="IMG_0056" /></a>
<a href='http://camaraobscura.fot.br/2010/10/29/low-fi-no-iphone/img_0112/' title='IMG_0112'><img width="150" height="150" src="http://camaraobscura.fot.br/wp-content/uploads/2010/10/IMG_0112-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="IMG_0112" title="IMG_0112" /></a>
<a href='http://camaraobscura.fot.br/2010/10/29/low-fi-no-iphone/img_0152/' title='IMG_0152'><img width="150" height="150" src="http://camaraobscura.fot.br/wp-content/uploads/2010/10/IMG_0152-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="IMG_0152" title="IMG_0152" /></a>
<a href='http://camaraobscura.fot.br/2010/10/29/low-fi-no-iphone/img_0153/' title='IMG_0153'><img width="150" height="150" src="http://camaraobscura.fot.br/wp-content/uploads/2010/10/IMG_0153-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="IMG_0153" title="IMG_0153" /></a>
<a href='http://camaraobscura.fot.br/2010/10/29/low-fi-no-iphone/img_0157/' title='IMG_0157'><img width="150" height="150" src="http://camaraobscura.fot.br/wp-content/uploads/2010/10/IMG_0157-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="IMG_0157" title="IMG_0157" /></a>
<a href='http://camaraobscura.fot.br/2010/10/29/low-fi-no-iphone/img_0176/' title='IMG_0176'><img width="150" height="150" src="http://camaraobscura.fot.br/wp-content/uploads/2010/10/IMG_0176-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="IMG_0176" title="IMG_0176" /></a>
<a href='http://camaraobscura.fot.br/2010/10/29/low-fi-no-iphone/img_0186/' title='IMG_0186'><img width="150" height="150" src="http://camaraobscura.fot.br/wp-content/uploads/2010/10/IMG_0186-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="IMG_0186" title="IMG_0186" /></a>
<a href='http://camaraobscura.fot.br/2010/10/29/low-fi-no-iphone/img_0189/' title='IMG_0189'><img width="150" height="150" src="http://camaraobscura.fot.br/wp-content/uploads/2010/10/IMG_0189-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="IMG_0189" title="IMG_0189" /></a>

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		<title>E o Tri-X sobrevive</title>
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		<pubDate>Sat, 23 Oct 2010 12:08:27 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rodrigo F. Pereira</dc:creator>
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		<category><![CDATA[preto e branco]]></category>
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			<content:encoded><![CDATA[<p>No início da década, quando a fotografia digital começou a aparecer no mercado, ela pouco competia com o filme, pois sua qualidade ainda era pífia quando comparada àquela obtida pela fotografia analógica. No entanto, ao longo dos anos, a evolução das câmeras digitais tornou o filme algo extremamente obsoleto, já que não só a qualidade se equiparou, como os preços de câmeras digitais caíram vertiginosamente. Por conta disso, muitos filmes deixaram de ser fabricados simplesmente porque não vendiam mais, já que quem os consumia em maiores quantidades – os profissionais – migraram para os sistemas digitais.</p>
<p>No entanto, um filme de 56 anos, preto e branco, ainda é um campeão de vendas, em pleno 2010: o <a href="http://www.kodak.com/global/pt/professional/products/films/bw/triX2.jhtml" target="_blank">Kodak Tri-X 400</a>. Introduzido em 1940 em grande formato e ISO 200, em 1954 passou a ser comercializada a versão atual: ISO 400, em rolos de 35mm ou 120 (médio formato). O Tri-X é um filme com granulação clássica, rápido (para os padrões da fotografia analógica) e o preferido de muitos fotógrafos conceituados, em especial os documentaristas.</p>
<p>Em São Paulo, o Tri-X ainda é relativamente fácil de encontrar e os preços estão relativamente estabilizados. Na <a href="http://www.chromur.com.br/" target="_blank">Chromur</a>, eles vendem rolos rebobinados a R$ 17 cada e &#8220;originais&#8221;, na caixinha, por R$ 26 (preços de 22/10/10), enquanto na <a href="http://www.capovilladigital.com.br/ecommerce/products.php?product=Filme-Kodak-Tri%252dX-400%7B47%7D36-poses-Rebobinado" target="_blank">Capovilla</a> o rebobinado sai a R$ 25. Um pouco salgado, considerando que nos Estados Unidos um rolo 35mm original sai por US$ 4. Se você tiver uma conta no PayPal e paciência, é fácil encontrar o filme no <a href="http://shop.ebay.com/?_from=R40&amp;_trksid=p3907.m570.l1313&amp;_nkw=tri-x&amp;_sacat=See-All-Categories" target="_blank">eBay</a> por esse preço, inclusive em pacotes com 10 rolos a US$ 40.</p>
<p><img src="http://camaraobscura.fot.br/fotos/DSCN0751.jpg" alt="" align="right" />Parênteses para quem não está familiarizado com o filme rebobinado: os filmes fotográficos, como o Tri-X, também são vendidos em rolos de 100 pés, contidos em uma lata. Nesse caso, é necessário rebobinar o filme para dentro dos cassetes e cortá-los, para utilização nas câmeras. Algumas lojas compram o filme em lata para rebobinar e vender cada cassete a um preço mais baixo que o rolo de 35mm original. Falo em &#8220;original&#8221; referindo-me ao que vem num cassete próprio, dentro da caixinha da Kodak, mas nos dois casos o filme é o mesmo. Geralmente não há problemas com o rebobinado e você ainda ganha umas exposições extras, já que ao rebobinar eles costumam deixar alguma folga. Já comprei filmes rebobinados que renderam 40 poses.</p>
<p>Diz-se que o Tri-X tolera bem ser puxado para ISO 800, sem necessidade de compensação na revelação, e para ISO 1600, com necessidade de ajuste no tempo de revelação. Caso você queira se aventurar a revelar o Tri-X, o tempo indicado para o revelador D-76 é de 6 minutos e 45 segundos a 20º (9 minutos de 45 segundos para D-76 com diluição 1:1 a 20º). Mais detalhes podem ser encontrados nessa <a href="http://camaraobscura.fot.br/KodakPBprocessamento.pdf" target="_blank">tabela de tempos de revelação de filmes preto e branco da Kodak</a>.</p>
<p>De tempos em tempos, quando quero obter nas fotos o aspecto PB característico do filme, ou quando acho que algum assunto é interessante o suficiente para mantê-lo num suporte físico, uso direto o Tri-X, como fiz numa série recente, <a href="http://camaraobscura.fot.br/2010/04/30/aikido/" target="_blank">Aikido</a>. Abaixo, há uma galeria com fotografias feitas com o Tri-X e disponibilizadas no Flickr sob licença Creative Commons.</p>

<a href='http://camaraobscura.fot.br/2010/10/23/e-o-tri-x-sobrevive/alex-barth/' title='Alex Barth'><img width="150" height="150" src="http://camaraobscura.fot.br/wp-content/uploads/2010/10/Alex-Barth-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="Alex Barth" title="Alex Barth" /></a>
<a href='http://camaraobscura.fot.br/2010/10/23/e-o-tri-x-sobrevive/baptiste-gavard-renoir/' title='Baptiste Gavard-Renoir'><img width="150" height="150" src="http://camaraobscura.fot.br/wp-content/uploads/2010/10/Baptiste-Gavard-Renoir-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="Baptiste Gavard-Renoir" title="Baptiste Gavard-Renoir" /></a>
<a href='http://camaraobscura.fot.br/2010/10/23/e-o-tri-x-sobrevive/self-developed-d-76-tri-x-taken-with-a-canon-ae-1/' title='Barry Yanowitz'><img width="150" height="150" src="http://camaraobscura.fot.br/wp-content/uploads/2010/10/Barry-Yanowitz-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="Barry Yanowitz" title="Barry Yanowitz" /></a>
<a href='http://camaraobscura.fot.br/2010/10/23/e-o-tri-x-sobrevive/diego-782/' title='Diego.78'><img width="150" height="150" src="http://camaraobscura.fot.br/wp-content/uploads/2010/10/Diego.782-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="Diego.78" title="Diego.78" /></a>
<a href='http://camaraobscura.fot.br/2010/10/23/e-o-tri-x-sobrevive/diego-78/' title='Diego.78'><img width="150" height="150" src="http://camaraobscura.fot.br/wp-content/uploads/2010/10/Diego.78-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="Diego.78" title="Diego.78" /></a>
<a href='http://camaraobscura.fot.br/2010/10/23/e-o-tri-x-sobrevive/drue/' title='drue.'><img width="150" height="150" src="http://camaraobscura.fot.br/wp-content/uploads/2010/10/drue.-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="drue." title="drue." /></a>
<a href='http://camaraobscura.fot.br/2010/10/23/e-o-tri-x-sobrevive/gueorgui-tcherednitchenko/' title='Gueorgui Tcherednitchenko'><img width="150" height="150" src="http://camaraobscura.fot.br/wp-content/uploads/2010/10/Gueorgui-Tcherednitchenko-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="Gueorgui Tcherednitchenko" title="Gueorgui Tcherednitchenko" /></a>
<a href='http://camaraobscura.fot.br/2010/10/23/e-o-tri-x-sobrevive/kathleen-bennett/' title='Kathleen Bennett'><img width="150" height="150" src="http://camaraobscura.fot.br/wp-content/uploads/2010/10/Kathleen-Bennett-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="Kathleen Bennett" title="Kathleen Bennett" /></a>
<a href='http://camaraobscura.fot.br/2010/10/23/e-o-tri-x-sobrevive/matt-callow/' title='Matt Callow'><img width="150" height="150" src="http://camaraobscura.fot.br/wp-content/uploads/2010/10/Matt-Callow-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="Matt Callow" title="Matt Callow" /></a>
<a href='http://camaraobscura.fot.br/2010/10/23/e-o-tri-x-sobrevive/matteo-bevllacqua/' title='Matteo Bevllacqua'><img width="150" height="150" src="http://camaraobscura.fot.br/wp-content/uploads/2010/10/Matteo-Bevllacqua-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="Matteo Bevllacqua" title="Matteo Bevllacqua" /></a>
<a href='http://camaraobscura.fot.br/2010/10/23/e-o-tri-x-sobrevive/mugley/' title='mugley'><img width="150" height="150" src="http://camaraobscura.fot.br/wp-content/uploads/2010/10/mugley-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="mugley" title="mugley" /></a>
<a href='http://camaraobscura.fot.br/2010/10/23/e-o-tri-x-sobrevive/refractionless/' title='refractionless'><img width="150" height="150" src="http://camaraobscura.fot.br/wp-content/uploads/2010/10/refractionless-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="refractionless" title="refractionless" /></a>
<a href='http://camaraobscura.fot.br/2010/10/23/e-o-tri-x-sobrevive/sam-a/' title='Sam A'><img width="150" height="150" src="http://camaraobscura.fot.br/wp-content/uploads/2010/10/Sam-A-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="Sam A" title="Sam A" /></a>
<a href='http://camaraobscura.fot.br/2010/10/23/e-o-tri-x-sobrevive/stephanie-carter/' title='stephanie carter'><img width="150" height="150" src="http://camaraobscura.fot.br/wp-content/uploads/2010/10/stephanie-carter-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="stephanie carter" title="stephanie carter" /></a>
<a href='http://camaraobscura.fot.br/2010/10/23/e-o-tri-x-sobrevive/takayuki-miki/' title='Takayuki Miki'><img width="150" height="150" src="http://camaraobscura.fot.br/wp-content/uploads/2010/10/Takayuki-Miki-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="Takayuki Miki" title="Takayuki Miki" /></a>
<a href='http://camaraobscura.fot.br/2010/10/23/e-o-tri-x-sobrevive/zamario/' title='zamario'><img width="150" height="150" src="http://camaraobscura.fot.br/wp-content/uploads/2010/10/zamario-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="zamario" title="zamario" /></a>

<p>Fontes:<br />
<a href="http://www.kodak.com:80/global/pt/professional/products/blackWhiteIndex.jhtml?pq-path=13319/1231" target="_blank">Kodak<br />
</a><a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Kodak_Tri-X" target="_blank">Wikipedia<br />
</a><a href="http://theonlinephotographer.typepad.com/the_online_photographer/2010/02/kodak-trix-professional-txp-discontinued-in-120-and-220.html" target="_blank">The Online Photographer</a></p>
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		<title>Câmeras viraram &#8220;gadgets&#8221;</title>
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		<pubDate>Tue, 06 Jul 2010 12:48:52 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rodrigo F. Pereira</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Há dez anos, quando a fotografia digital começou a se tornar uma realidade para o mercado, as câmeras — e consequentemente as fotos produzidas por elas — ainda eram muito inferiores às de filme, no que se refere à qualidade. Lembro de usar, nessa época, durante a minha graduação, uma Sony Mavica que gravava imagens [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Há dez anos, quando a fotografia digital começou a se tornar uma realidade para o mercado, as câmeras — e consequentemente as fotos produzidas por elas — ainda eram muito inferiores às de filme, no que se refere à qualidade. Lembro de usar, nessa época, durante a minha graduação, uma <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Sony_Mavica" target="_blank">Sony Mavica</a> que gravava imagens de 640&#215;480 pixels em um disquete. Ainda tenho algumas fotos daquela época e vejo que são do nível de fotos de celulares de três ou quatro anos atrás.</p>
<p>Pois bem, a partir desse momento, a fotografia digital evoluiu rapidamente. Em cinco anos, já havia atingido um padrão de qualidade que permitia substituir o filme na maior parte das aplicações. Os fabricantes, durante esse período, concentraram-se principalmente em aumentar a resolução, que era a maior deficiência das câmeras digitais, mas também trabalharam no sentido de fornecer arquivos com mais latitude, menos ruído e diversos formatos.</p>
<p>Chegou-se, então, a um ponto em que as câmeras digitais chegaram num patamar que, para a grande maioria dos usuários, era satisfatório. Com uma câmera de 8 megapixels é possível fazer boas ampliações em quase todos os formatos mais utilizados, há um bom nível de captura de detalhes, cores e luzes, com toda a praticidade do digital. A partir daí, para o consumidor comum, não se justificaria mais o desenvolvimento em termos de aumento de resolução e melhora da qualidade de imagem (embora isso sempre seja justificável para aplicações profissionais ou para maníacos por equipamentos).</p>
<p><img src="http://camaraobscura.fot.br/wp-content/uploads/2010/07/SDG.jpg" alt="" align="right" />O que vemos, no momento, é justamente uma guinada no desenvolvimento dos equipamentos de uso amador. Não se fala mais em câmeras com mais resolução, mais qualidade ou melhor para fotos com pouca luz. Temos, em vez disso: câmeras que fotografam sozinhas (como a <a href="http://camaraobscura.fot.br/2009/08/07/o-party-shot-da-sony-fotografia-totalmente-automatica/" target="_self">Sony Party Shot</a>), que fazem panorâmicas automaticamente, que possuem visor frontal para que se possa tirar &#8220;autofotos&#8221; melhores, que filmam em alta definição, GPS,<em> wi-fi</em>, entre muitos outros &#8220;diferenciais&#8221; do mercado. Torna-se claro, então, que os fabricantes estão buscando agregar valor a seus produtos oferecendo recursos supérfluos, que pouco têm a ver com a fotografia em si.</p>
<p>O que se pode concluir ao observar esse movimento é que até pelas atitudes dos fabricantes, fica claro que você não precisa de uma nova câmera, a menos que você esteja pretendendo mudar de categoria (por exemplo, trocar uma compacta por uma reflex). Se não for o caso, a sua câmera digital, mesmo que tenha lá seus três ou quatro anos, já faz muito bem aquilo a que se propõe: tirar fotos. Câmeras mais novas oferecerão muito pouca diferença na qualidade das imagens, embora venham com uma série de recursos adicionais embutidos. Ou seja, elas valem a pena apenas se você é um louco por <em><a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Gadget" target="_blank">gadgets</a></em>, mas não se justificam para alguém que queira apenas fotografar e aperfeiçoar a sua fotografia.</p>
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		<title>Exemplo da diferença no uso de um filtro polarizador</title>
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		<pubDate>Sun, 23 May 2010 17:44:18 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rodrigo F. Pereira</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Os polarizadores são filtros fotográficos que, rosqueados na frente da lente, permitem apenas a passagem de luz polarizada. Na prática, o filtro tem duas aplicações bastante comuns: produzir aquele céu azul saturado e profundo ou remover reflexos de luzes e vidros. Para saber mais sobre toda a física envolvida nesse processo, você pode consultar a [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Os polarizadores são filtros fotográficos que, rosqueados na frente da lente, permitem apenas a passagem de luz polarizada. Na prática, o filtro tem duas aplicações bastante comuns: produzir aquele céu azul saturado e profundo ou remover reflexos de luzes e vidros. Para saber mais sobre toda a física envolvida nesse processo, você pode consultar a <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Polarizer" target="_blank">página da Wikipedia</a> em inglês — mas não bastará ter apenas ter conhecimento do idioma: será necessário também estar acostumado com explicações da física, mais especificamente da ótica.</p>
<p>Aos fotógrafos, no entanto, interessam as suas aplicações. No entanto, há muitas situações além das comumente usadas nos quais o polarizador pode fazer diferença. Isso porque sempre parte da luz de qualquer fonte pode ser filtrada a fim de mudar a característica da imagem. Sob a luz direta do sol, por exemplo, há sempre uma &#8220;aura&#8221; esbranquiçada de luz não polarizada que ameniza a saturação dos objetos. O polarizador filtra esses raios, preservando a luminosidade e revelando a cor sob essa aura. Veja por exemplo as duas fotos abaixo, feitas com as mesmas configurações na câmera. Apesar da diferença de enquadramento, é possível ver as variações no brilho e na saturação.<span id="more-1000"></span></p>
<p><a href="http://camaraobscura.fot.br/wp-content/uploads/2010/05/IMGP7754b.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-1002" title="IMGP7754b" src="http://camaraobscura.fot.br/wp-content/uploads/2010/05/IMGP7754b.jpg" alt="" width="500" height="336" /></a></p>
<p><a href="http://camaraobscura.fot.br/wp-content/uploads/2010/05/IMGP7749b.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-1001" title="IMGP7749b" src="http://camaraobscura.fot.br/wp-content/uploads/2010/05/IMGP7749b.jpg" alt="" width="500" height="332" /></a></p>
<p>Ambas as imagens receberam as mesmas configurações na conversão do arquivo RAW. A primeira está sem o filtro, enquanto na segunda o polarizador foi utilizado de forma a remover totalmente os reflexos. Repare que a principal diferença é no cabelo e nas plantas, que perderam o brilho mas mantiveram a saturação. A primeira foto (não-polarizada) parece mais &#8220;natural&#8221;, já que como não temos filtro no olho, percebemos a luz com o brilho esbranquiçado capturado normalmente pela câmera. Mas a segunda foto mostra que que o polarizador pode ser usado, com efeitos marcantes, até mesmo em retratos, já que não altera apenas a cor do céu e os reflexos do vidro e da água, mas a luz de forma geral.</p>
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		<title>Ave Holga</title>
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		<pubDate>Mon, 15 Feb 2010 11:20:48 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rodrigo F. Pereira</dc:creator>
				<category><![CDATA[Equipamento]]></category>
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		<description><![CDATA[A onda das Toy Cameras persiste, com cada vez mais adeptos de um tipo de fotografia que vai contra e tendência tecnológica da fotografia digital e sem defeitos que os fabricantes de câmeras convencionais oferecem atualmente. O uso das &#8220;câmeras de brinquedo&#8221; geralmente está associada a uma fotografia compromissada com aspectos distintos, e por isso [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A onda das Toy Cameras persiste, com cada vez mais adeptos de um tipo de fotografia que vai contra e tendência tecnológica da fotografia digital e sem defeitos que os fabricantes de câmeras convencionais oferecem atualmente. O uso das &#8220;câmeras de brinquedo&#8221; geralmente está associada a uma fotografia compromissada com aspectos distintos, e por isso faz uso das características comuns a esses equipamentos: baixa nitidez e aberrações cromáticas por conta das lentes de plástico, vazamentos de luz, duplas exposições etc.</p>
<p>Entre os modelos mais cultuados está a Holga 120, uma médio formato  que produz quadros de 56mm x 56mm, tem foco manual baseado em 4 posições fixas e seleções limitadas de abertura e tempo de exposição, variando de acordo com o modelo da câmera. O mais comum é que a lente tenha o diafragma fixo em f/8 e o obturador funciona em torno do 1/100 de segundo.</p>
<p>As principais críticas que vejo em relação às Holgas e similares feita pelos fotógrafos mais conservadores é que o seu uso não passa de um modismo é que o emprego dessas câmeras é a busca por um efeito fácil, pronto e vazio. Se é um modismo ou uma prática que veio para ficar, nas proporções em que está disseminada hoje, só o tempo dirá. E, de fato, as Holgas produzem imagens com um característica específica. Mas até aí, quando procuramos uma lente que seja extremamente nítida, também estamos procurando uma caraterística específica. Ou quando escolhemos um tipo específico de filme, de filtro ou aplicamos um recurso num programa de edição de imagens. Não é o efeito em si que é vazio ou significativo: é a coerência entre a característica técnica e o &#8220;discurso&#8221; fotográfico que dará sentido à escolha do equipamento. Procurar uma câmera que vaza luz ou uma lente com ótica perfeita é a mesma coisa quando não se sabe o que se fazer com uma ou outra.</p>
<p>As Holgas e suas  similares têm, no entanto, uma vantagem. A fotografia como um todo é apenas um efeito, uma ilusão. É possível produzir fotografias cujos aspectos técnicos criam uma ilusão mais bem feita (lentes com alta qualidade ótica, nitidez, sensores com cores fidedignas etc.) ou pode-se deixar de lado essa preocupação e ter uma produção que mostra claramente que a fotografia é apenas um processo de interpretação. Ao propiciar isso, a Holga liberta o fotógrafo das amarras com a &#8220;realidade&#8221; e permite que ele dialogue com o processo, com o aparelho e com as suas próprias intenções. Cada vez mais as imagens dominam o mundo, e a escolha é entre apenas deixar-se hipnotizar por elas ou olhar para a forma como são feitas, coisa que é mais fácil com as toy cameras. Vejamos, então, alguns diálogos imagéticos com as Holgas (clique para ver maior).</p>
<p><a href="http://camaraobscura.fot.br/wp-content/uploads/2010/02/3406942010_0df67ec4cf_o.jpg"><img class="alignnone size-medium wp-image-864" title="Grow" src="http://camaraobscura.fot.br/wp-content/uploads/2010/02/3406942010_0df67ec4cf_o-300x298.jpg" alt="Holly Northrop" width="300" height="298" /></a><br />
<a href="http://www.flickr.com/people/holly_northrop/" target="_blank">Holly Northrop</a></p>
<p><a href="http://camaraobscura.fot.br/wp-content/uploads/2010/02/3382228840_d99492f6d4_o.jpg"><img class="alignnone size-medium wp-image-863" title="One Block West" src="http://camaraobscura.fot.br/wp-content/uploads/2010/02/3382228840_d99492f6d4_o-300x292.jpg" alt="Holly Northrop" width="300" height="292" /></a><br />
<a href="http://www.flickr.com/people/holly_northrop/" target="_blank">Holly Northrop</a></p>
<p><a href="http://camaraobscura.fot.br/wp-content/uploads/2010/02/3045111909_77d0c876fb_o.jpg"><img class="alignnone size-medium wp-image-862" title="The Cake Lady" src="http://camaraobscura.fot.br/wp-content/uploads/2010/02/3045111909_77d0c876fb_o-300x296.jpg" alt="Holly Northrop" width="300" height="296" /></a><br />
<a href="http://www.flickr.com/people/holly_northrop/" target="_blank">Holly Northrop</a></p>
<p><a href="http://camaraobscura.fot.br/wp-content/uploads/2010/02/2931552657_17ce4db4df_b.jpg"><img class="alignnone size-medium wp-image-861" title="&amp;" src="http://camaraobscura.fot.br/wp-content/uploads/2010/02/2931552657_17ce4db4df_b-295x300.jpg" alt="santacroce" width="295" height="300" /></a><br />
<a href="http://www.flickr.com/people/voodoox/" target="_blank">santacroce</a></p>
<p><a href="http://camaraobscura.fot.br/wp-content/uploads/2010/02/2584915190_26cb1e1c84_o.jpg"><img class="alignnone size-medium wp-image-860" title="mise-en-scene" src="http://camaraobscura.fot.br/wp-content/uploads/2010/02/2584915190_26cb1e1c84_o-295x300.jpg" alt="Reinis Traidas" width="295" height="300" /><br />
</a><a href="http://www.flickr.com/people/reinis/" target="_blank">Reinis Traidas</a></p>
<p><a href="http://camaraobscura.fot.br/wp-content/uploads/2010/02/384261550_58fa06481e_b.jpg"><img class="alignnone size-medium wp-image-859" title="The Kiss" src="http://camaraobscura.fot.br/wp-content/uploads/2010/02/384261550_58fa06481e_b-291x300.jpg" alt="Stephanie Carter" width="291" height="300" /></a><br />
<a href="http://www.flickr.com/people/stephcarter/" target="_blank">Stephanie Carter</a></p>
<p><a href="http://camaraobscura.fot.br/wp-content/uploads/2010/02/245563376_e4cb80e38b_b.jpg"><img class="alignnone size-medium wp-image-858" title="Unicyclist" src="http://camaraobscura.fot.br/wp-content/uploads/2010/02/245563376_e4cb80e38b_b-300x273.jpg" alt="Scout Seventeen" width="300" height="273" /></a><br />
<a href="http://www.flickr.com/people/tenderisthebridge/" target="_blank">Scout Seventeen</a></p>
<p><a href="http://camaraobscura.fot.br/wp-content/uploads/2010/02/49013800_2a69c6b3bc_b.jpg"><img class="alignnone size-medium wp-image-857" title="Swimming" src="http://camaraobscura.fot.br/wp-content/uploads/2010/02/49013800_2a69c6b3bc_b-298x300.jpg" alt="Laura Burlton" width="298" height="300" /></a><br />
<a href="http://www.flickr.com/people/lauraburlton/" target="_blank">Laura Burlton</a></p>
<p>Todas as imagens que ilustram esse texto foram utilizadas sob licença Creative Commons.</p>
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