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	<title>Câmara Obscura &#187; Fotógrafos</title>
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	<description>Artigos, notícias e reflexões sobre fotografia</description>
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		<title>Alexandre Berner: cor e paisagens</title>
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		<pubDate>Sat, 19 Jun 2010 18:38:01 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rodrigo F. Pereira</dc:creator>
				<category><![CDATA[Fotógrafos]]></category>
		<category><![CDATA[Alexadre Berner]]></category>
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		<description><![CDATA[O geólogo Alexandre Berner, de Petrópolis, começou a se interessar por fotografia durante a sua graduação. Desde então, vem usando as câmeras para aprimorar a sua sensibilidade e mostrar como interpreta a paisagem natural, além de almejar proporcionar um melhor convívio das pessoas com o planeta. Eu já havia citado o seu trabalho ao falar [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O geólogo Alexandre Berner, de Petrópolis, começou a se interessar por fotografia durante a sua graduação. Desde então, vem usando as câmeras para aprimorar a sua sensibilidade e mostrar como interpreta a paisagem natural, além de almejar proporcionar um melhor convívio das pessoas com o planeta. Eu já havia citado o seu trabalho ao falar sobre a série de fotografias do <a href="http://camaraobscura.fot.br/2008/04/07/alexandre-berner-fotografa-ao-sabor-do-rio-xingu/" target="_self">Rio Xingu</a>, mas desde então seu portfólio cresceu, em quantidade e qualidade.</p>
<p>Berner é especialista em  paisagens, como mostra em fotografias exuberantes de sua terra natal. Seu gosto pelo montanhismo também fica evidente nas imagens de serras e trilhas, cujo diferencial é a exploração das cores, aliada à excelência técnica. Tal ênfase atinge seu ápice nas fotos do meio-oeste americano, em que ele não hesita em explorar as sombras para mostrar os detalhes da paisagem.</p>
<p>No entanto, a fotografia de Berner não se limita aos ambientes naturais. Um dos seus trabalhos mais expressivos é a série Reflorestamento em Manaus, em que ele usa os grafites com temas da natureza em meio ao cinza da cidade, criando um contraste irônico e pungente.</p>
<p>Seguem alguns exemplos das suas fotografias, junto com o convite para a visita do seu portfólio completo: <a href="http://photo.net/photos/A-BERNER" target="_blank">Alexandre Berner no Photo.net</a>.</p>

<a href='http://camaraobscura.fot.br/2010/06/19/alexandre-berner-cor-e-paisagens/10976970-md/' title='10976970-md'><img width="150" height="150" src="http://camaraobscura.fot.br/wp-content/uploads/2010/06/10976970-md-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="10976970-md" title="10976970-md" /></a>
<a href='http://camaraobscura.fot.br/2010/06/19/alexandre-berner-cor-e-paisagens/10941460-md/' title='10941460-md'><img width="150" height="150" src="http://camaraobscura.fot.br/wp-content/uploads/2010/06/10941460-md-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="10941460-md" title="10941460-md" /></a>
<a href='http://camaraobscura.fot.br/2010/06/19/alexandre-berner-cor-e-paisagens/10920887-lg/' title='10920887-lg'><img width="150" height="150" src="http://camaraobscura.fot.br/wp-content/uploads/2010/06/10920887-lg-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="10920887-lg" title="10920887-lg" /></a>
<a href='http://camaraobscura.fot.br/2010/06/19/alexandre-berner-cor-e-paisagens/10920715-md/' title='10920715-md'><img width="150" height="150" src="http://camaraobscura.fot.br/wp-content/uploads/2010/06/10920715-md-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="10920715-md" title="10920715-md" /></a>

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		<title>Precisamos de novos modelos</title>
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		<pubDate>Tue, 13 Apr 2010 13:49:20 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rodrigo F. Pereira</dc:creator>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>
		<category><![CDATA[Fotógrafos]]></category>
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		<description><![CDATA[Bons fotógrafos profissionais tendem a ter uma série de nomes consagrados que usam como modelos para o seu trabalho, geralmente dentro de sua área. Fotógrafos de moda, de casamento, publicitários costumam estudar o portfólio de quem tomam como norteadores. Procuram assimilar as técnicas, buscar os mesmos recursos e obter resultados semelhantes, aprimorando, assim a sua [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Bons fotógrafos profissionais tendem a ter uma série de nomes consagrados que usam como modelos para o seu trabalho, geralmente dentro de sua área. Fotógrafos de moda, de casamento, publicitários costumam estudar o portfólio de quem tomam como norteadores. Procuram assimilar as técnicas, buscar os mesmos recursos e obter resultados semelhantes, aprimorando, assim a sua própria fotografia. Quando se é profissional e quando se trabalha numa área específica, é mais fácil ir atrás dessas referências, em sites, revistas especializadas, agências etc.</p>
<p>Já o fotógrafo amador não tem uma direção clara, já que ele pode simplesmente fazer de tudo. Então, em quem se espelhar, quem ter como modelo? Ao buscar a sua referência, o fotógrafo amador geralmente se depara com duas armadilhas que o levam a uma prática deficiente: se espelhar em profissionais cujo sentido do trabalho é totalmente distinto do seu ou se fechar em apenas uma vertente de possibilidades e nomes — e comumente as duas coisas acontecem juntas.</p>
<p>O amador pode, então, tomar emprestados aspectos da fotografia profissional que não fazem sentido na sua prática. Ele pode, por exemplo, não fazer pós-processamento em suas fotos por essa ser uma prática pregada por veículos jornalísticos. No entanto, há um sentido nessa exigência dentro do contexto profissional, que é preservar a credibilidade das informações. Para o amador, a menos que ele tenha algum tipo de blog investigativo, ou alguma outra justificativa, não faz sentido atuar assim. Ou seja, aquele que não fotografa profissionalmente deve adequar a sua prática às suas intenções e ao seu objetivo na fotografia em vez de apenar imitar preceitos que não lhe dizem respeito.</p>
<p><a href="http://www.flickr.com/people/txiribiton/"><img title="the dystopian traveller" src="http://farm1.static.flickr.com/72/188973986_4d91a28bcd.jpg" alt="txiribiton" width="476" height="500" /><br />
</a><em><a href="http://www.flickr.com/people/txiribiton/" target="_blank">txiribiton</a></em></p>
<p>Ao longo da sua história, a fotografia deve ter tido centenas ou milhares de grandes fotógrafos. Pessoas que conseguiram mostrar um lado surpreendente do mundo, encantar com composições surreais, usar o processo fotográfico em prol da estética ou simplesmente retratar a poesia do cotidiano. No entanto, muitos amadores parecem ter um certo fetiche por três nomes: Henri Cartier-Bresson, Ansel Adams e Sebastião Salgado. Três ícones, sem dúvida, mas que ao se estabelecerem no imaginário do fotógrafo amador avançado como referências arquetípicas, ofuscam a significância de muitas outras referências importantes e que, se fossem consideradas, abriram horizontes para os amantes da fotografia.</p>
<p>Salgado e Bresson são, basicamente, fotojornalistas, ainda que suas fotografias tenham adquirido <em>status</em> de arte (coisa que provavelmente não tenha dominado suas preocupações). Ou seja, a sua prática é ir ao mundo e mostrá-lo como tal, como um observador não participante, que não interfere. Embora seus trabalhos sejam fantásticos, quantos amadores têm um subsídio financeiro para flanar por Paris? Quantos visitarão um terço dos lugares pelos quais Salgado passou? Para completar, quantos carregam Leicas a tiracolo? Então, qual é o sentido de fechar os olhos para outros referenciais que podem tanto mostrar outras possibilidades com a fotografia como envolver práticas mais condizentes com suas realidades?</p>
<p>Já Adams fotografava pela estética, levada a um extremo técnico de câmeras de grande formato e um sistema complexo de captura e revelação.  E voltamos à pergunta, quantos amadores andam por aí com suas máquinas 4&#215;5 e tem a sorte de ter acesso regular a um parque nacional como Yosemite?</p>
<p>É claro que é possível usar esses nomes como fontes de inspiração, mas ter fotógrafos com práticas tão distintas como única referência levará o amador a uma simples mímica, a um arremedo. Cada um precisa construir uma prática condizente com as suas possibilidades e, nesse caminho, buscar referenciais palpáveis, sejam eles grandes nomes ou não.</p>
<p>E aqui vão algumas ótimas fontes das quais pode se beber dos mais diversos tipos de fotografia. O grupo <a href="http://www.ypu.org/2007/page.php?m=photographers" target="_blank">Young Photographers United</a> reúne novos talentos de todas as partes do mundo. O site Fotografia Contemporânea reúne na página <a href="http://www.fotografiacontemporanea.com.br/v07/ensaios.asp" target="_blank">Fotografias de Autor</a> ensaios para todos os gostos. No Brasil, temos grupos como o coletivo fotográfico <a href="http://armandosalmito.web.br.com/punctum-foto/ensaios_arquivos/ensaios.html" target="_blank">Púnctum</a> e o <a href="http://www.fotoclubef508.com/" target="_blank">F/508</a>, este último tendo revolucionado o fotoclubismo nacional. E viva a multiplicidade de possibilidades que a fotografia nos dá.</p>
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		<title>O fotojornalismo subversivo de Ivars Gravlejs</title>
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		<pubDate>Thu, 14 Jan 2010 18:57:38 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rodrigo F. Pereira</dc:creator>
				<category><![CDATA[Fotógrafos]]></category>

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		<description><![CDATA[O fotógrafo tcheco Ivars Gravlejs desenvolveu, durante um ano e em segredo, um projeto de arte contemporânea enquanto era repórter fotográfico do jornal Deník. Ele manipulava sistematicamente detalhes de suas fotos antes de enviar para publicação, e depois criou uma exposição com os recortes de jornal contrapostos às fotografais originais. O trabalho é extremamente interessante [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O fotógrafo tcheco Ivars Gravlejs desenvolveu, durante um ano e em segredo, um projeto de arte contemporânea enquanto era repórter fotográfico do jornal Deník. Ele manipulava sistematicamente detalhes de suas fotos antes de enviar para publicação, e depois criou uma exposição com os recortes de jornal contrapostos às fotografais originais. O trabalho é extremamente interessante e relevante, uma vez que estamos vendo uma mídia histérica com o Photoshop que insiste em vender a imagem da fotografia como reflexo da realidade.</p>
<p>O próprio autor descreve o projeto &#8220;My Newspaper&#8221;:</p>
<p>&#8220;Todos os dias eu recebia, de editores e jornalistas, a incumbência de fotogravar eventos em Praga. Antes de enviar as fotos para o banco de imagens do jornal, eu rapidamente as manipulava no Photoshop. Originalmente, a idéia era mudar alguns detalhes pequenos e desimportantes, que não alteraria muito o conteúdo da fotografia, como por exemplo adicionar mais botões na camisa de um escritor ou adicionar uma pichação na parece. No entanto, durante o processo, houve algumas mais radicais, como criar um congestionamento numa estrada ou cortar o dedo do cantor José Carreras. O objetivo desse projeto foi criar manipulações absurdas a partir das manipulações da mídia.&#8221;</p>
<p>O artista Milan Mikuláštík comenta o trabalho de Gravlejs:<br />
&#8220;O projeto é um exemplo típico de &#8216;arte subversiva&#8217;. É uma arte que parasita o tema concreto e afeta, sabota e critica esse tema (no caso a sociedade midiática). Por um lado, Ivars Gravlejs desconstrói a autoridade do negócio midiático, desconstrói a autenticidade e a objetividade da informação (que é, de qualquer forma, já midializada e interpretada), mas por outro lado ele contempla a situação do artista contemporâneo, que frequentemente precisa suspender seu processo criativo a fim de ganhar dinheiro para viver. Gravlejs cuidadosamente &#8216;contrabandeou&#8217; sua arte na sua atividade &#8216;não artística&#8217; diária.&#8221;</p>
<p><a href="http://www.ivarsgravlejs.com/"><img class="alignnone size-full wp-image-828" title="_MG_3275" src="http://camaraobscura.fot.br/wp-content/uploads/2010/01/MG_3275.jpg" alt="Ivars Gravlejs" width="494" height="500" /></a></p>
<p><a href="http://www.ivarsgravlejs.com/"><img class="alignnone size-full wp-image-829" title="_GRA1628" src="http://camaraobscura.fot.br/wp-content/uploads/2010/01/GRA1628.jpg" alt="Ivars Gavlejs" width="500" height="350" /></a></p>
<p>Sobre o exemplo acima, o artista descreve:<br />
&#8220;No dia 31 de agosto eu deveria fotografar um congestionamento. Fui até o local, mas não havia congestionamento. Para fazer a foto, eu poderia jogar um tijolo na estrada ou escolher a maneira menos dolorosa — ir para casa e fazer a foto em paz. Os assuntos mais importantes para o jornal &#8216;Deník&#8217; eram congestionamentos, ruas e parques sujos, moradores de rua, estrangeiros e o tempo.&#8221;</p>
<p>Isso nos leva a refletir sobre a cadeia de produção de informações. O fotógrafo precisa fazer uma foto que satisfaça o repórter, que segue uma linha editorial feita para agradar os leitores do veículo. Quem faz finge dizer a verdade e quem lê finge acreditar. E quando alguém expõe a artificialidade do processo (e a fotografia jornalística é uma entre diversas artificialidades tomadas como verdades), há uma reação histérica em defesa da objetividade e da imparcialidade santa dos meios de comunicação.</p>
<p>Mais no site do artista: <a href="http://www.ivarsgravlejs.com/" target="_blank">Ivars Gavlejs</a>.</p>
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		<title>Fotografia japonesa</title>
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		<pubDate>Sun, 04 Oct 2009 11:05:42 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rodrigo F. Pereira</dc:creator>
				<category><![CDATA[Fotógrafos]]></category>

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		<description><![CDATA[Nas últimas semanas, tenho pesquisado, de forma relativamente sistemática, o trabalho de alguns fotógrafos japoneses. Após tomar contato com o as fotos de Toru Aoki publicadas no I Heart Photoghraph, que me chamaram muito a atenção, fui em busca de outros autores, percebendo que parece haver algumas qualidades específicas na fotografia japonesa, que vão desde [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Nas últimas semanas, tenho pesquisado, de forma relativamente sistemática, o trabalho de alguns fotógrafos japoneses. Após tomar contato com o as fotos de Toru Aoki publicadas no <a href="http://iheartphotograph.blogspot.com/" target="_blank">I Heart Photoghraph</a>, que me chamaram muito a atenção, fui em busca de outros autores, percebendo que parece haver algumas qualidades específicas na fotografia japonesa, que vão desde a natureza contemplativa de algumas imagens até a crítica de costumes em fotografias com teor sexual explícito. Não pretendo fazer nenhum tipo de análise do trabalho desses artistas, uma vez que seria necessária uma compreensão maior do contexto em que eles se inserem; apenas apresento quatro fotógrafos de épocas e estilos distintos e suas produções.<br />
<span id="more-744"></span></p>
<h3>Osamu Shiihara (1905-1974)</h3>
<p><img class="alignnone size-full wp-image-745" title="Shiihara Untitles 1939" src="http://camaraobscura.fot.br/wp-content/uploads/2009/10/si_web_p09.jpg" alt="Shiihara Untitles 1939" width="344" height="450" /><br />
&#8220;Sem Título&#8221; &#8211; 1939</p>
<p>Artista plástico formado pela universidade de belas artes de Tóquio, Shiihara começou a trabalhar com fotografia após a sua graduação, na primeira metade do século XX. Sua produção envolve o uso de diversas técnicas experimentais e, a partir dos anos 1950, a temática da morte.</p>
<p>Um galeria com seus trabalhos podem ser vistos no site do <a href="http://www.mem-inc.jp/shi_e.html" target="_blank">MEM</a>.</p>
<h3><strong>Nobuyoshi Araki (1940- )</strong></h3>
<p><img class="alignnone size-full wp-image-746" title="tokyocomedy" src="http://camaraobscura.fot.br/wp-content/uploads/2009/10/tokyocomedy.jpg" alt="tokyocomedy" width="261" height="400" /><br />
&#8220;Tokyo Comedy&#8221;</p>
<p>Um dos artistas japoneses mais prolíficos, Araki explora temas íntimos, eróticos e até pornográficos em sua obra. Em uma <a href="http://search.japantimes.co.jp/cgi-bin/fa20061123a1.html" target="_blank">entrevista</a> realizada em 2006 para o The Japan Times, ele afirma: &#8220;Se você considerar que eu publiquei 357 livros com minhas fotografias, eu quase não descarto fotos. Logo vou produzir um livro com minhas melhores fotos, mas cada fotografia é maravilhosa, então não posso jogá-las fora. Fotografar parece-se muito como uma preliminar sexual. Embora o sexo termine com um orgasmo, não é apenas uma foda. Muitas fotos minhas são preliminares e as melhores são orgasmos.&#8221;</p>
<p>Seus trabalhos podem ser vistos no site oficial: <a href="http://www.arakinobuyoshi.com/special_feature/" target="_blank">Nobuyoshi Araki</a>.</p>
<h3><strong>Atsushi Okada (1979- )</strong></h3>
<p><img class="alignnone size-full wp-image-748" title="cord3" src="http://camaraobscura.fot.br/wp-content/uploads/2009/10/cord3.jpg" alt="cord3" width="600" height="300" /><br />
&#8220;Cord&#8221;</p>
<p>Membro da nova geração de artistas, Okada é graduado em fotografia pela universiadade de artes de Osaka. Apesar de jovem, já recebeu diversos prêmios e teve seus ensaios publicados em livros. Okada trabalha com naturezas mortas, fotografias quase bidimensionais que jogam com uma estética de cores, formas e texturas.</p>
<p>Os trabalhos podem ser conferidos no <a href="http://www2.odn.ne.jp/~cec48450/index.html" target="_blank">site oficial de Atsushi Okada</a>.</p>
<h3><strong>Toru Aoki (?)<br />
</strong></h3>
<p><img class="alignnone size-full wp-image-749" title="toruaoki-2" src="http://camaraobscura.fot.br/wp-content/uploads/2009/10/toruaoki-2.jpg" alt="toruaoki-2" width="320" height="400" /></p>
<p>Com diversas exposições em grupo iniciadas em 2002 e individuais a partir de 2004, Toru Aoki é mais um dos novos fotógrafos japoneses que vêm ganhando destaque.</p>
<p>Os trabalhos estão no <a href="http://www.toruaoki.com/top.html" target="_blank">site oficial</a> e no <a href="http://www.flickr.com/photos/7769934@N04/" target="_blank">Flickr</a>.</p>
<h3>Hiroshi Sugimoto (1948- )</h3>
<p><img class="alignnone size-full wp-image-750" title="hiroshi-sugimoto" src="http://camaraobscura.fot.br/wp-content/uploads/2009/10/hiroshi-sugimoto.jpg" alt="hiroshi-sugimoto" width="350" height="480" /></p>
<p>Outro fotógrafo consagrado, Sugimoto trabalha diversos temas, mas sempre tendo como norte a forma e a luz, exploradas essencialmente em fotografias em preto e branco trabalhando inclusive com grande formato. Nas suas fotos de <a href="http://www.sugimotohiroshi.com/architecture.html" target="_blank">arquitetura</a>, em que ele joga com o desfoque, a constatação: &#8220;descobri que a arquitetura superlativa sobrevive, mesmo que dissolvida, ao assalto da fotografia borrada&#8221;.</p>
<p>Portfólio, biografia e bibliografia no <a href="http://www.sugimotohiroshi.com/" target="_blank">site oficial</a>.</p>
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		<title>&#8220;Distorções&#8221; e outros ensaios de Eduardo Buscariolli</title>
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		<pubDate>Sat, 01 Aug 2009 19:06:56 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rodrigo F. Pereira</dc:creator>
				<category><![CDATA[Fotógrafos]]></category>

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		<description><![CDATA[Se tem algo que gosto nas fotografias experimentais de Eduardo Buscariolli, do Grupo Câmara Obscura, é que elas nos apresentam diretamente os problemas teóricos da fotografia, como um tapa na cara. Na breve série &#8220;Distorções&#8221;, não é diferente. Eduardo fotografa objetos do cotidiano usando diversos materiais entre a câmera e o referente, com o objetivo [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Se tem algo que gosto nas fotografias experimentais de Eduardo Buscariolli, do <a href="http://camaraobscura.fot.br/grupo-camara-obscura/" target="_self">Grupo Câmara Obscura</a>, é que elas nos apresentam diretamente os problemas teóricos da fotografia, como um tapa na cara. Na breve série &#8220;Distorções&#8221;, não é diferente. Eduardo fotografa objetos do cotidiano usando diversos materiais entre a câmera e o referente, com o objetivo de criar novos tipos de representação.</p>
<p>O trabalho de Eduardo mexe diretamente com o caráter, a matéria da fotografia, uma vez que expõe a fragilidade com que a câmera busca representar o referente. Como estamos muito acostumados com a transformação que a câmera faz, não percebemos que a fotografia não é a realidade. Ao decompor os objetos, especialmente os mais banais, Eduardo diz, a la Magritte: <em>Isto não é um cachimbo</em>.</p>
<p><span id="more-693"></span></p>
<p><em><a href="http://camaraobscura.fot.br/wp-content/uploads/2009/08/EB_20090718_4386_r800.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-702" title="EB_20090718_4386_r800" src="http://camaraobscura.fot.br/wp-content/uploads/2009/08/EB_20090718_4386_r800.jpg" alt="EB_20090718_4386_r800" width="600" height="400" /></a></em></p>
<p><em><a href="http://camaraobscura.fot.br/wp-content/uploads/2009/08/EB_20090718_4383_r640.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-703" title="EB_20090718_4383_r640" src="http://camaraobscura.fot.br/wp-content/uploads/2009/08/EB_20090718_4383_r640.jpg" alt="EB_20090718_4383_r640" width="399" height="600" /></a> </em></p>
<p><a href="http://camaraobscura.fot.br/wp-content/uploads/2009/08/EB_20090718_4382_r640.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-704" title="EB_20090718_4382_r640" src="http://camaraobscura.fot.br/wp-content/uploads/2009/08/EB_20090718_4382_r640.jpg" alt="EB_20090718_4382_r640" width="400" height="600" /></a></p>
<p>Em outros trabalhos, Eduardo mostra sua inquietute em relação à fotografia. Seja na abordagem da cidade, seja na aparente simplicidade de um objeto de cozinha, o questionamento da função e de como a fotografia deve ser feita parece estar sempre presente.</p>
<p><em><a href="http://camaraobscura.fot.br/wp-content/uploads/2009/08/2972263639_05fa02e1de.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-694" title="2972263639_05fa02e1de" src="http://camaraobscura.fot.br/wp-content/uploads/2009/08/2972263639_05fa02e1de.jpg" alt="2972263639_05fa02e1de" width="500" height="333" /></a></em></p>
<p><em><a href="http://camaraobscura.fot.br/wp-content/uploads/2009/08/3050779701_3f35836f2e.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-695" title="3050779701_3f35836f2e" src="http://camaraobscura.fot.br/wp-content/uploads/2009/08/3050779701_3f35836f2e.jpg" alt="3050779701_3f35836f2e" width="500" height="333" /></a></em></p>
<p><em><a href="http://camaraobscura.fot.br/wp-content/uploads/2009/08/3051617918_4e0f1df855.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-696" title="3051617918_4e0f1df855" src="http://camaraobscura.fot.br/wp-content/uploads/2009/08/3051617918_4e0f1df855.jpg" alt="3051617918_4e0f1df855" width="500" height="333" /></a> </em></p>
<p>Confira mais trabalhos no álbum <a href="http://www.flickr.com/photos/ebuscariolli/sets/72157603662261543/" target="_blank">Experimentais</a> de Eduardo Buscariolli no Flickr.<em> </em></p>
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		<title>A melhor foto</title>
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		<pubDate>Fri, 10 Jul 2009 12:35:41 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rodrigo F. Pereira</dc:creator>
				<category><![CDATA[Fotos e séries]]></category>
		<category><![CDATA[Fotógrafos]]></category>

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		<description><![CDATA[O pessoal do 508 criou uma série, no blog deles, chamada &#8220;A melhor foto&#8221;. A idéia é convidar alguns fotógrafos profissionais e amadores a escolher, entre a sua produção, qual é a sua melhor foto e eleborar um texto explicando os motivos pelos quais a imagem foi eleita. Invariavelmente, os autores relatam a dificuldade nesse [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O pessoal do 508 criou uma série, no blog deles, chamada &#8220;A melhor foto&#8221;. A idéia é convidar alguns fotógrafos profissionais e amadores a escolher, entre a sua produção, qual é a sua melhor foto e eleborar um texto explicando os motivos pelos quais a imagem foi eleita. Invariavelmente, os autores relatam a dificuldade nesse processo, já que quem faz a foto tem um tipo de visão e envolvimento com a própria produção que talvez não fique claro para quem apenas vê o resultado pronto. Ainda assim, é algo interessante, e essa chamada direta do pessoal do fotoclube dá aos fotógrafos a oportunidade de olhar para o próprio trabalho se forçando a ter algum tipo de critério em mente.</p>
<p>Eu fui um dos convidados a participar, e fiquei em dúvida entre duas fotos. Uma, que foi a escolhida, é uma dupla exposição que fiz à noite no centro de São Paulo, mas precisamente na esquida do Viaduto do Chá com a Rua Libero Badaró. Decidi submeter essa pois era mais representativa da minha produção e do tema que abordo com mais frequência, a cidade e as impressões de se vivier nela. Essa foto inclusive já havia estado numa exposição coletiva do Sampa Fotoclube, ampliada em 30x40cm. Para ver a foto e o relato, acesse o <a href="http://fotoclubef508.wordpress.com/2009/06/29/a-melhor-foto-de-rodrigo-f-pereira/" target="_blank">blog do 508</a>.</p>
<p>A foto preterida foi uma da série <a href="http://camaraobscura.fot.br/2008/08/13/serie-passagens/" target="_blank">Passagens</a>, que fiz sob o Viaduto Boa Vista, num sábado pela manhã. É uma imagem meio borrada de uma mãe carregando o seu filho no colo. Essa foto teve inclusive maior aceitação do que a escolhida, mas nem sempre o que tem mais aclamação é o que consideramos mais relevante, embora eu goste bastante dessa imagem. Algo que pesou é que ela faz parte de uma série, e é estranho mostrá-la isolada das outras, enquanto na que foi para o blog não havia essa preocupação, sendo mais adequada para uma escolha única.</p>
<p><img class="alignnone" title="Passagens" src="http://img233.imageshack.us/img233/6534/20080719imgp2641ty4.jpg" alt="" width="600" height="800" /></p>
<p>A série está sendo publicada às segundas-feiras e até o momento, além de mim, participaram <a href="http://fotoclubef508.wordpress.com/2009/06/01/a-melhor-foto-de-patrick-grosner/" target="_blank">Patrick Grosner</a>, <a href="http://fotoclubef508.wordpress.com/2009/06/08/a-melhor-foto-de-boris-kossoy/" target="_blank">Boris Kossoy</a>, <a href="http://fotoclubef508.wordpress.com/2009/06/15/a-melhor-foto-de-fernando-de-tacca/" target="_blank">Fernando de Tacca</a> e <a href="http://fotoclubef508.wordpress.com/2009/06/22/a-melhor-foto-de-fernando-rabelo/" target="_blank">Fernando Rabelo</a>. A listagem completa pode ser acessada na seção <a href="http://fotoclubef508.wordpress.com/category/a-melhor-foto/" target="_blank">A Melhor Foto</a> do blog do 508.</p>
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		<title>O Verbo de Fernando E. Aznar</title>
		<link>http://camaraobscura.fot.br/2009/05/06/o-verbo-de-fernando-e-aznar/</link>
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		<pubDate>Wed, 06 May 2009 22:10:22 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rodrigo F. Pereira</dc:creator>
				<category><![CDATA[Fotos e séries]]></category>
		<category><![CDATA[Fotógrafos]]></category>
		<category><![CDATA[Fernando E. Aznar]]></category>
		<category><![CDATA[Grupo Câmara Obscura]]></category>
		<category><![CDATA[Mercy]]></category>
		<category><![CDATA[Meredith Monk]]></category>
		<category><![CDATA[slideshow]]></category>
		<category><![CDATA[verbo]]></category>

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		<description><![CDATA[O fotógrafo Fernando E. Aznar, que faz parte do Grupo Câmara Obscura, lançou um novo trabalho em formato digital, VERBO, mesclando fotos e música. O autor descreve a apresentação: &#8220;Vinde a Voz Imagens nunca foram tão caras ao mesmo tempo que tão públicas: custam tanto empenho dos RP para midiatizar seus clientes e a gente [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O fotógrafo Fernando E. Aznar, que faz parte do Grupo Câmara Obscura, lançou um novo trabalho em formato digital, VERBO, mesclando fotos e música. O autor descreve a apresentação:</p>
<p>&#8220;<strong>Vinde a Voz</strong></p>
<p>Imagens nunca foram tão caras ao mesmo tempo que tão públicas: custam tanto empenho dos RP para midiatizar seus clientes e a gente comum as oferece indistinta e gratuitamente pela web detalhes íntimos do dia-a-dia familiar … mas nem tudo são imagens. Estas são ferramentas etéreoeletrônicas contemporâneas, de acesso cada vez mais amplo mas ainda distantes da maioria da gente sem voz, que não foram educados pelos corretos maus modos. Resta-lhes o manifesto, onde e como for, deixando um sinal de que ainda respiram e interagem, <strong>são parte</strong>, não aceitam ser apenas réus e clamam ação civil. O &#8220;Todo&#8221; que entenda a mensagem, resmungue, ria e espume, discrimine e criminalize, arranque a placa, repinte o muro. Mas será obrigado a pensar agora, e quem sabe sentir amanhã, quando ruminar.<span id="more-645"></span></p>
<p>Manifesto: verbo, adjetivo e substantivo. Com as mãos limpas e entintadas, uma pessoa do singular torna patente e notória uma declaração expondo publicamente pela escrita a passagem do pensamento.</p>
<p>Ele não está mais lá e o fotógrafo iconizou seu sinal, mas o autor fez-se pronunciar… fará entender? Talvez não importe, este ser de fato esteve ali, marcou seu corpo, verbo-reagiu delicamente raivoso, com cuidado avisou, solicitou clamando. Citou, versou, orou.<br />
À vós pertencerão essas palavras lidas em silêncio, pois em vosso íntimo renascerá a fala destes inimagináveis.&#8221;</p>
<p>Clique na imagem abaixo para visualizar o slideshow. Se necessário, instale o plugin ou aceite a execução do ActiveX. Não esqueça de alternar a visualização para tela cheia e aumentar o som do seu computador.</p>
<p><a href="http://www.photodex.com/sharing/viewshow?fl=3095652&amp;alb=150199"><a href="http://www.photodex.com/sharing/viewshow?fl=3095652&amp;alb=150199"><img class="alignnone size-full wp-image-658" title="capa-verbo" src="http://camaraobscura.fot.br/wp-content/uploads/2009/05/capa-verbo.png" alt="capa-verbo" width="450" height="338" /></a><br />
</a></p>
<p><a href="http://picasaweb.google.com/lh/photo/-ZtptiDdBI7TY-OE_VUCSw?feat=directlink" target="_new">©2009</a> Fernando E. Aznar &#8211; fotografia e edição. Duração: 2min e 55s · 19 fotografias São Paulo, SP &#8211; maio de 2009. Música: &#8220;Woman at the Door&#8221; (5:55); Composer: <a href="http://www.meredithmonk.org/" target="_new">Meredith Monk</a> (1943 &#8211; )<br />
Vocais: Meredith Monk, Theo Bleckmann, Katie Geissinger, Ching Gonzales, Allison Sniffen e John Hollenbeck (Melodica). Sorcerer Sound, New York City em 03/2002<a href="http://www.boosey.com/teaching/news/Meredith-Monk-talks-about-Mercy/10357" target="_new"></a></p>
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		<title>&#8220;Light Paintings&#8221; de Toby Keller</title>
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		<pubDate>Fri, 13 Mar 2009 23:48:46 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rodrigo F. Pereira</dc:creator>
				<category><![CDATA[Fotógrafos]]></category>

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		<description><![CDATA[Existem na fotografia algumas técnicas cujo uso indiscriminado e os resultados sistematicamente iguais transformam-nas em clichês automáticos ou meras brincadeiras. Uma delas é a light painting, ou pintura com a luz. Ela é feita geralmente colocando-se a câmera em um tripe em um ambiente de baixa luminosidade e usando o flash ou objetos luminosos para [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Existem na fotografia algumas técnicas cujo uso indiscriminado e os resultados sistematicamente iguais transformam-nas em clichês automáticos ou meras brincadeiras. Uma delas é a <em>light painting</em>, ou pintura com a luz. Ela é feita geralmente colocando-se a câmera em um tripe em um ambiente de baixa luminosidade e usando o flash ou objetos luminosos para produzir efeitos como riscos, textos ou manchas de luz em locais específicos. Até hoje, nunca tinha visto nada de muito interessante feito com esse procedimento, apenas brincadeiras que causam um certo impacto inicial mas sem força para se manter como boas fotos.</p>
<p>Procurando imagens para outro artigo, encontrei o trabalho do fotógrafo americano Toby Keller. Especializado em fotos noturnas, especialmente de paisagens, ele utiliza a técnica com critério e equilíbrio, criando imagens interessantes. Muitas delas tem um forte apelo geométrico e composições bem estruturadas e, embora algumas pareçam um pouco excessivas, a maior parte do trabalho de Keller mostra que é possível fazer da <em>light painting </em>uma técnica criativa, como parte da imagem, e não apenas como uma protagonista de gosto duvidoso.</p>
<p>Esse tipo de trabalho é importante para nos lembrar de duas coisas: a primeira é que nenhuma técnica pode ser considerada simplesmente boa ou ruim; é a sua adequação à proposta do autor que a torna boa ou ruim. Conceber um trabalho coerente deve ser a priemira preocupação de um fotógrafo autoral, mais do que a utilização indiscriminada de um método sem considerar se o mesmo funciona dentro do que está sendo feito. O segundo aspecto é o valor criativo da fotografia, em que uma cena é construída a partir de técnicas e intenções, em oposição à fotografia &#8220;passiva&#8221; em que se registra algo que acontece naturalmente.</p>
<p>O trabalho de Toby Keller pode ser conferido na íntegra em seu <a href="http://www.burnblue.com/" target="_blank">site</a>. Abaixo, uma galeria com imagens do autor reproduzidas sob licença Creative Commons.</p>

<a href='http://camaraobscura.fot.br/2009/03/13/light-paintings-de-toby-keller/399445179_4061281b23_o/' title='Knapp&#039;s Castle'><img width="150" height="150" src="http://camaraobscura.fot.br/wp-content/uploads/2009/03/399445179_4061281b23_o-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="Knapp&#039;s Castle" title="Knapp&#039;s Castle" /></a>
<a href='http://camaraobscura.fot.br/2009/03/13/light-paintings-de-toby-keller/377177954_cadd6ecc2c_o/' title='The Night Walkers'><img width="150" height="150" src="http://camaraobscura.fot.br/wp-content/uploads/2009/03/377177954_cadd6ecc2c_o-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="The Night Walkers" title="The Night Walkers" /></a>
<a href='http://camaraobscura.fot.br/2009/03/13/light-paintings-de-toby-keller/316124561_649bebdd5f_o/' title='Torii (after Sato)'><img width="150" height="150" src="http://camaraobscura.fot.br/wp-content/uploads/2009/03/316124561_649bebdd5f_o-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="Torii (after Sato)" title="Torii (after Sato)" /></a>
<a href='http://camaraobscura.fot.br/2009/03/13/light-paintings-de-toby-keller/451965761_6b0512238e_o/' title='S is for Seaweed'><img width="150" height="150" src="http://camaraobscura.fot.br/wp-content/uploads/2009/03/451965761_6b0512238e_o-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="S is for Seaweed" title="S is for Seaweed" /></a>

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		<title>Coletivo 2008</title>
		<link>http://camaraobscura.fot.br/2009/01/27/coletivo-2008/</link>
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		<pubDate>Tue, 27 Jan 2009 11:12:27 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rodrigo F. Pereira</dc:creator>
				<category><![CDATA[Análises]]></category>
		<category><![CDATA[Fotógrafos]]></category>

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		<description><![CDATA[O Fotoclube F/508 lançou, no fim do ano passado, a sua coletânea anual de trabalhos realizados pelos fotógrafos que passaram pelos cursos do clube durante 2008. A cada nova publicação, o 508 aprimora a qualidade dos seus ensaios, bem como a apresentação gráfica dos livros. Aliado à experiência que o clube teve com o projeto [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O Fotoclube F/508 lançou, no fim do ano passado, a sua coletânea anual de trabalhos realizados pelos fotógrafos que passaram pelos cursos do clube durante 2008. A cada nova publicação, o 508 aprimora a qualidade dos seus ensaios, bem como a apresentação gráfica dos livros. Aliado à experiência que o clube teve com o projeto <a href="http://www.fotoclubef508.com/post.php?id=85" target="_blank">Latinidades</a>, o <a href="http://www.fotoclubef508.com/post.php?id=198" target="_blank">Coletivo 2008</a> reúne bons exemplos de uma fotografia contemporânea, ligada ao humano, ao cotidiano e ao espírito conceitual que lhe é essencial.</p>
<p>Uma das coisas interessantes do livro é o uso do texto, especialmente da poesia, como coadjuvante das imagens. Em algumas das séries a busca é justamente por essa poética visual, como o trabalho de Carol Matias, que abre o Coletivo. Intenção semelhante permeia os ensaios de Mauro Nogueira e Leonardo Bites. Com uma base mais conceitual, há o trabalho de Manuela Neves, de uma linha que vejo, infelizmente, em escassez, que é a fotografia quase totalmente calcada na ideia. Também trabalhando conceitualmente, mas com uma abordagem mais elaborada advinda da sua experiência em artes plásticas, Erika Esteves associa a fotografia a outras técnicas e intervenções visuais para criar o seu &#8220;Dissimulações&#8221;, um dos pontos altos do livro. Por sua vez, Silvio Sá joga com o real e o virtual em &#8220;Complementaridades&#8221;. Explorando o cotidiano há o ótimo trabalho de Joana Machado, que criou um ensaio intimista, a abordagem sistemática de Bianca Starling e o olhar delicado e melancólico de Gabriela Freitas sobre as memórias familiares. Por fim, há duas séries de forte apelo gráfico, as tramas bem compostas de Cíntia Magalhães e a cidade angulosa que a norueguesa Ida Svendsen transcreve com sua fotografia analógica.</p>
<p>Obviamente, há uma ou outra foto que parece ligeiramente fora de lugar em um ou outro ensaio, mas se considerarmos que a maior parte dos autores são alunos com pouco contato prévio com a fotografia, os resultados são muito bons. É um livro que vale a pena para quem valoriza uma fotografia atual e de qualidade.</p>
<p>O Coletivo 2008 pode ser adquirido no site da <a href="http://www.livrariacultura.com.br/scripts/cultura/resenha/resenha.asp?nitem=9031861&amp;sid=001303417101215580069485532&amp;k5=36CFE8BC&amp;uid=" target="_blank">Livraria Cultura</a>.</p>
<p><img class="aligncenter size-full wp-image-431" title="Coletivo 2008" src="http://camaraobscura.fot.br/wp-content/uploads/2009/01/capa_400.jpg" alt="Coletivo 2008" width="400" height="362" /></p>
]]></content:encoded>
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		<title>Digipix se recusa a imprimir portfólio de Gal Oppido</title>
		<link>http://camaraobscura.fot.br/2009/01/14/digipix-se-recusa-a-imprimir-portifolio-de-gal-oppido/</link>
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		<pubDate>Wed, 14 Jan 2009 17:03:50 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rodrigo F. Pereira</dc:creator>
				<category><![CDATA[Eventos e Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Fotógrafos]]></category>

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		<description><![CDATA[A Digipix, empresa que atua no ramo da impressão fotográfica, com destaque para a produção de fotolivros, se recusou a imprimir 200 fotos do portfólio do fotógrafo Gal Oppido, por conta do conteúdo das imagens, que contém nus. A informação é da coluna de Monica Bergamo, da Folha de São Paulo: &#8220;Ditadura Depois de ter [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A Digipix, empresa que atua no ramo da impressão fotográfica, com destaque para a produção de fotolivros, se recusou a imprimir 200 fotos do portfólio do fotógrafo <a href="http://www.galoppido.com.br" target="_blank">Gal Oppido</a>, por conta do conteúdo das imagens, que contém nus. A informação é da <a href="http://www1.folha.uol.com.br/fsp/ilustrad/fq0901200907.htm" target="_blank">coluna de Monica Bergamo</a>, da Folha de São Paulo:</p>
<p>&#8220;<strong>Ditadura</strong><br />
Depois de ter exposto suas obras no MAM, no MIS, na Pinacoteca e no exterior, o fotógrafo Gal Oppido teve suas imagens -muitas delas com corpos nus- censuradas. O veto veio da Digipix, contratada para imprimir cerca de 200 fotos do artista em um livro-portfólio, que seria apresentado a galerias de Nova York. A empresa se recusou a entregar o trabalho por considerar as imagens de ‘conteúdo indevido’, que poderia ‘ser considerado ofensivo, pornográfico, obsceno (&#8230;) que venha a ferir a ética, a moral, os bons costumes’. E afirma que ‘não analisa as imagens com base em critérios artísticos’.</p>
<p><strong>INQUISIÇÃO</strong><br />
Oppido, que teve de viajar sem seu portfólio impresso, avalia o ocorrido como ‘um evento com tons medievais, lembrando a malfadada aventura inquisitória’.&#8221;</p>
<p>Esse é um acontecimendo que causa estranheza por três motivos: primeiro, é curioso ver que uma empresa do ramo de impressão fotográfica, que passa por um momento de crise, se recusa a fazer um trabalho. Parece que a Digipix anda bem das pernas, provavelmente pelo sucesso dos fotolivros, que tem garantido a sobrevida desse setor. Não sei até que ponto existe algo na legislação que obriga a empresa a atender o cliente, mas essa é uma questão menor. O segundo motivo de estranheza é a seleção prévia pela qual passam os trabalhos enviados à empresa, no qual aparentemente se verifica se o conteúdo do fotolivro é condizente com os padrões morais da Digipix. É uma situação no mínimo desconfortável, para um fotógrafo, ter que submeter o seu trabalho a um crivo que dirá se ele é digno ou não de virar um fotolivro. O terceiro motivo é a afirmação de que a Digipix &#8220;não analisa as imagens com base em critérios artísticos&#8221;. Ora, a fotografia é uma arte, e para se trabalhar com arte é preciso ter sensibilidade suficiente para entendê-la, em vez de julgá-la. E isso porque estamos falando do trabalho consagrado de um fotógrafo de renome. Essa sensibilidade significa entender também que a imposição de padrões morais é incompatível com produção artística — e isso deveria ser sabido especialmente por quem lucra com ela.</p>
<p>Felizmente, existe a concorrência. Vamos esperar que outras empresas que trabalham com fotografia a tratem com o devido respeito.</p>
<p><strong>Atualização (15/1/09):</strong> resposta da Digipix publicada no <a href="http://photos.uol.com.br/materia.asp?id_materia=5821">Portal Photos</a></p>
<p>&#8220;Sobre a nota &#8220;Ditadura&#8221; (Mônica Bergamo, Ilustrada, 9/1), a Digipix esclarece que se dá o direito de não produzir material que possa ser considerado pornográfico, como claramente descreve o termo de uso com o qual todos os clientes são obrigados a concordar antes de contratar seus serviços. Para isso, são adotados critérios objetivos, um dos quais prevê a não produção de imagens com genitais expostos. A Digipix não analisa as imagens com base em critérios artísticos, função que não lhe cabe, e não se trata de censura, já que não fica impedida a exposição ou a produção por terceiros de tais imagens. Por operar on-line, a Digipix adota antecipadamente critérios claros de atuação e só tem acesso ao conteúdo dos materiais após eles serem processados. Ao contratar o serviço, a representante de Gal Oppido, Kátia Kuwabara, manifestou-se ciente e concordou explicitamente com o termo de uso da empresa, que apenas o fez valer.&#8221;</p>
<p><strong>Atualização (16/1/09)</strong>: depoimento de Ignácio Aronovich (do <a href="http://www.lost.art.br/" target="_blank">Lost Art</a>) no <a href="http://forum.brfoto.com.br/index.php?showtopic=46116&amp;st=60&amp;p=583681&amp;#entry583681" target="_blank">BrFoto</a>:</p>
<p>&#8220;Postei uma mensagem na lista Fototech em 09/01 reproduzindo a nota na coluna da Monica Bergamo sobre o caso do Gal, que não pode imprimir o seu livro na Digipix.</p>
<p>Na semana seguinte li inúmeras mensagens e posts em listas e foruns de pessoas manifestando-se sobre o assunto.</p>
<p>O que mais me chamou a atenção é que *ninguem* ligou para a Digipix para ouvir o lado deles da história.</p>
<p>Liguei e conversei hoje com a  Sandra Bizutti (11_ 3612-5730), da area comercial da Digipix.</p>
<p>Ela me explicou que:</p>
<p>-o pedido do Gal entrou dia 24/12, com prazo apertadissimo e não foi feito por ele, mas por uma assistente dele (livro Super A3)</p>
<p>-o livro foi barrado na produção, por conter genitália visível, o que vai contra os termos de uso da política da empresa.</p>
<p>Como o livro não ficou pronto, e não há havia prazo hábil para produzir outro, o Gal foi prejudicado.</p>
<p>De acordo com a Sandra, não há nada de subjetivo na política da Digipix: se genitália aparece, o livro não será impresso.</p>
<p>Perguntei se eu poderia publicar um fotolivro com fotos minhas de Florença, onde aparece uma imagem da escultura de Davi, de Michelangelo, onde genitália está visível. A Sandra alegou que eu estava comparando &#8220;alhos com bugalhos&#8221; e que trata-se da genitália humana, mas que a foto da escultura poderia ser impressa em fotolivro.</p>
<p>Sandra explicou, &#8220;arte tem nu, é natural, nada esta sendo questionado, o problema é pessoa juridica é uma opção da Digipix não aceitar publicar imagens de genitália visível, mas pode passar, se tiver uma ou duas fotos no meio, é possível que passe.&#8221;</p>
<p>Perguntei se eu poderia publicar um fotolivro com o trabalho &#8220;Second Skin&#8221; da minha esposa, Louise Chin, que fotografou modelos nuas em estudio e depois convidou 33 artistas para pintarem prints de seus corpos nus. Em algumas fotos os artistas cobriram parcialmente a genitália, em outros não, mas trata-se de um trabalho claramente não pornográfico e que foi exposto em galerias (SP e Italia) sem qualquer tipo de restrição de idade/acesso.</p>
<p><a href="http://www.lost.art.br/2ndskin.htm" target="_blank">http://www.lost.art.br/2ndskin.htm</a></p>
<p>Sandra explicou que &#8220;se for algo coberto, que nao apareca, tudo bem&#8221;, perguntei se havia como consultar, a Digipix ANTES de entrar com os arquivos, e ela disse que &#8220;nunca alguem fez esse questionamento. é passivel de ser barrado, depende do conteúdo&#8221;.</p>
<p>Perguntei se ela poderia receber imagens para avaliação ANTES do pedido, para ver o livro seria aceito ou não, e ela me explicou que poderia verificar caso a caso se houvesse alguma dúvida, para evitar os problemas de prazo que ocorreram com o Gal.</p>
<p>Perguntei se ela poderia me indicar outro lugar para imprimir fotolivros com nudez/genitália visível e ela não soube me indicar.</p>
<p>A Sandra explicou que os termos de uso são claros, quem envia material aceita os termos, e que não entende porque tanta polêmica, que &#8220;seria como ir a um restaurante vegetariano e pedir carne, a regra é clara e vale para todos.&#8221; &#8220;Tem agencia que nao faz publicidade de cigarro e nao vai fazer e pronto, é a postura da empresa.&#8221;</p>
<p>Perguntei sobre a postura da Digipix em relação a quem usa MAC. A Sandra disse que em reuniões com fotógrafos sempre &#8220;é trucidada por não ter versão para MAC.&#8221;</p>
<p>Explicou que ainda estão tentando aperfeiçoar e melhorara o sistema para PC, que se existe um plano para atender quem usa MAC é para longo prazo, e que todo mundo que usa MAC consegue enviar os arquivos via PC. Perguntei se haviam instruções para quem usa MAC no site da Digipix e ela me disse que não.</p>
<p>Perguntei se havia algo no site explicando o ocorrido com o Gal e ela me disse que não, mas que existe uma resposta enviada via e-mail para o Gal e para a Folha de S. Paulo.</p>
<p>Sandra concluiu dizendo que &#8220;nao acho que um fato pontual possa manchar  que fizemos em 5 anos.&#8221;</p>
<p>A descrição acima não é nada &#8220;oficial&#8221;, trata-se apenas de um relato meu após ver pessoas manifestarem-se há dias sobre algo ocorrido sem dar-se ao trabalho de checar a fonte.</p>
<p>Tentei falar com o Gal mas não consegui (acho que esta em NY), mas a versão dele (e-mail) já está disponível em inúmeras listas e foruns.</p>
<p>Da minha parte, NUNCA usei serviços da Digipix, porque uso MAC. Costumamos trabalhar com produtores gráficos que utilizamos regularmente para as nossas necessidade de impressão.</p>
<p>Se tiver alguma dúvida adicional, sugiro ligar para a Sandra.</p>
<p>abrazos,</p>
<p>ig&#8221;</p>
<p><strong>Atualização:</strong> 21/1/09 &#8211; Resposta do Gal Oppido ao e-mail da Digipix</p>
<p>UM CIDADÃO INDEVIDO</p>
<p>É exatamente como me sinto, após a interdição de meu acesso a produto intelectual gráfico de minha autoria, portanto de minha responsabilidade, já pago e impresso pela empresa Digipix.<br />
Desde as minhas primeiras experiências ligadas à expressão por imagens, através de desenhos e/ou fotografias, sempre foi claro que estas ferramentas me possibilitariam discutir inquietações latentes que poderiam ser socializadas no sentido de fornecer mais critérios de análise, e deste modo me instrumentalizando mais para a prática da vida.<br />
O corpo nu para mim funciona como uma folha em branco, pois cada traço que pousa nesta folha instantaneamente ganha significado, o mesmo acontece com o corpo na sua solidão cósmica e material, quando a ele se agrega vestes, intervenções cirúrgicas, a força da gravidade e outros acessórios instalados mediante um número infinito de ações e imposições; sejam elas de ordem moral, religiosa, de proteção orgânica, de ostentação de valor e poder, etc.<br />
O corpo revela a história de sua humanidade.<br />
Estes ensaios ora censurados, alguns deles, fazem parte da Coleção MASP- Pirelli, dos acervos do MAM e do MIS, foram expostos na França, Holanda, Alemanha, Portugal, Angola, Cuba e Colômbia representando o Brasil em mostras coletivas, mereceram o Prêmio APCA de Melhor Fotografia em 1991, participaram de publicações internacionais sobre fotografia Latino-Americana, foram motivo de palestras em universidades, fundações de ensino e espaços culturais, são expostos por TV educativas e foram objeto no último dia 06 de dezembro de 2008, de palestra e material didático para professores de arte da rede pública estadual.<br />
Sou professor na área de artes visuais desde março de 1973 e há oito anos ministro curso de linguagem e conteúdo em fotografia no MAM; neste último semestre decidimos documentar os trabalhos desenvolvidos em formato de livro impresso similar ao produto da empresa acima citada.<br />
Meus alunos compartilharam imediatamente da idéia sugerida pelo mesmo motivo que me levou a encadernar os meus primeiros desenhos: possibilitar desta forma dividir coletivamente as experiências desenvolvidas.<br />
O livro pós-barrado e que há três meses estamos preparando sua edição foi o suporte escolhido para expor meu trabalho junto a galerias da cidade de Nova York.<br />
O material foi enviado dia 23 de dezembro de 2008 com garantia de entrega dentro do prazo, até dia 2 de dezembro de 2008.<br />
Fui comunicado da censura e intenção da destruição do mesmo na tarde do dia 30 de dezembro de 2008 pelo fornecedor, impossilitando assim de dar prosseguimento ao meu projeto, uma vez que viajo hoje dia 3 de janeiro de 2009.<br />
Fica a questão:<br />
Jerôme Bosch, Leonardo da Vinci, Pablo Picasso, Gustav Klimt, Egon Schiele, Jeff Koons, Robert Mapplethorpe e meus alunos teriam livros impressos pela Digipix?<br />
É possível uma empresa que lida com imagens ter conhecimento tão limitado a respeito do universo a qual está inserida? Pois no momento em que ela julga e condena, presume-se que hajam critérios elementares sobre o objeto e autor em questão. Afinal para tal decisão seria plausível um mínimo de ponderação e consulta pois me atinge moral e profissionalmente.”<br />
Gal Oppido</p>
<p>Atualização (27/1/09): <a href="http://feaznar.multiply.com/journal/item/370/" target="_blank">Fernando E. Aznar questiona os termos de uso da Digipix</a>.</p>
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