RawTherapee

Já havia ouvido falar bastante do RawTherapee (RT), mas nunca tinha experimentado. Nesses dias, viajei e fiquei só com o laptop. Geralmente uso o conversor de RAW que veio com a minha arcaica câmera digital de seis megapixels e é baseado no SilkyPix. Pois bem, havia formatado o computador e esqueci de instalar o tal programa. Como não consigo me acertar com o Lightroom e muito menos o ACR, fui em busca de outro conversor. Parênteses: um conversor de RAW é um programa que transforma arquivos nativos da câmera (RAW) em arquivos visualizáveis ou imprimíveis, como JPEG e TIFF. Para saber mais, acesse o ABC da Fotografia em RAW. Fim do parênteses.

Entrei no site do RT e a primeira boa notícia: gratuito. Baixei, instalei e abri um lote de fotos. Fiquei impressionado com a interface inteligente e completa, junto com uma grande quantidade de recursos, bem mais do que o do meu antigo conversor. O programa inclui vários comandos para equilíbrio de tons e luminância (e curvas separadas para esses dois ajustes), misturador de canais, recuperação de altas luzes, redução de ruídos, ajuste de nitidez e diversos outros recursos que são comuns aos conversores, mas dispostos de uma maneira bastante acessível e fácil de utilizar.


Interface do RT

Ele não é tão completo em relação às operações de lote como o Lightroom, e vem apenas com dois perfis de ajustes de fábrica (não tem todos aqueles padrões bregas do LR). Mas é possível salvar os perfis e aplicar a um lote de fotos, agilizando o trabalho, especialmente para profissionais. Resumindo, é um conversor decente, com opções avançadas numa interface simples de usar. A versão atual é a 2.4.1, mas o Guaracy já deu a dica de que vem aí a 3.0. O RT passou a ser minha opção para tratamento dos RAWs, e em contrapartida já fiz uma doação através do site, um ótimo modelo de comercialização de programas, diretamente com o autor.

Para saber mais, é só acessar o site o RawTherapee.

Um comentário sobre “RawTherapee

  1. Faz aproximadamente um ano que venho usando o RT. Dá para dizer que desde que o instalei percebo que houve um salto na minha fotografia no que diz respeito ao tratamento. Posso dizer, a moda “polishop”, que antes disso, para mim, RAW não era uma questão bem resolvida, principalmente porque estava limitado aos conversores da Canon e ao ACR.

    Cinco polegares e aguardo ansioso a nova versão, principalmente por conta das melhorias na interface.

  2. Atualizei a entrada no meu blog para explicar algumas coisinhas que acho importantes, apesar de não serem visíveis ao usuário. A mudança da licença é, ao meu ver, extremamente positiva. Em um freeware é disponibilizado apenas o programa executável gratuitamente. Com a nova licença GPL, o usuário continuará baixando o programa gratuitamente. Nenhuma alteração.

    A diferença é que os fontes do programa estarão disponíveis para qualquer um. Ai alguém pode baixar e compilar (gerar o executável) com alguma característica especial para o seu equipamento, efetuar alterações (correções/melhorias) nos fontes e disponibilizar para os outros usuários, agilizando o processo.

    Para quem apenas utiliza, a liberação de uma versão (RT 3.0 alpha1) incompleta pode não fazer muito sentido. Para quem se propõe a euxiliar no desenvolvimento (antes não podia pois não tinha acesso aos fontes do programa), a alteração da licença faz um mundo de diferença;

  3. É meu conversor preferido, não apenas pela interface e recursos, mas porque nele podemos escolher o algoritmo de demosaico, o que faz muita diferença principalmente em fotos com ISO alto. O refinamento da imagem em relação ao ACR é observável, principalmente nos micro-contrastes.

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